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Biografia

Francisco Alves

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Apelidado de o “Rei da Voz”, Francisco Alves teve uma brilhante carreira e só deixou de produzir sucessos quando um acidente automobilístico o calou em 27 de Setembro de 1952.

Francisco de Morais Alves nasceu no Rio de Janeiro em 19 de Agosto de 1898. Criado nos bairros da Saúde, Estácio e Vila Isabel, tradicionais redutos de samba e boemia, desde cedo se interessou pela música. A influência musical também veio de seu pai, que tocava alguns instrumentos e era dono de um botequim, e da irmã Nair, de quem ganhou as primeiras lições.

Em 1918, Francisco Alves começou sua carreira de cantor, na Companhia de João de Deus-Martins Chaves. Para sobreviver, trabalhava como motorista de taxi. No ano seguinte, gravou dois discos com marchas de autoria de Sinhô. Em 1920, casou-se com Perpétua Guerra Tutóia. A união durou apenas uma semana e no mesmo ano conheceu a atriz-cantora Célia Zenatti, com quem ficaria por 28 anos. Em 1924, gravou dois discos na Odeon. Nesta época, o cantor recebia uma modesta importância pela gravação e nada pelas vendagens.

Entre 1929 e 1930, anos de campanha presidencial, foi quem mais gravou canções de conteúdo político.

Com Mário Reis fez uma grande parceria. A dupla estreou com os sambas Deixa essa mulher chorar e Qua-qua-quá, no Carnaval de 1931, e durou até o final de 1932, deixando 12 discos com gravações que entraram para a história da música brasileira, como o samba Se você jurar, Marchinha do amor, a marcha Formosa e Fita amarela.

Foi em 1933 que o locutor César Ladeira, da Rádio Mayrink Veiga, deu-lhe o slogan de “Rei da Voz”. Em 1934, Francisco Alves começou a dirigir um programa na Radio Cajuti, e gravou um disco com Carmen Miranda. Trabalhou em diversas emissoras, mas a partir de 1941 fixou-se na Rádio Nacional, onde permaneceu até morrer. Seu programa, Quando os Ponteiros se Encontram obteve grande audiência em todo o Brasil. Em 1936 publicou sua autobiografia Minha vida, minha vida.

Francisco Alves foi o intérprete que inaugurou no Brasil o sistema elétrico de gravações, com o disco Odeon 10.001. Interpretou todos os gêneros – sambas, marchas, toadas, canções, como valsas, hinos, foxes, tangos, paródias – e foi quem mais gravou discos de 78 rpm no Brasil: 526 discos com 983 músicas. Como compositor deixou o legado de cerca de 132 canções. Atuou no teatro musicado e no cinema, fez os filmes Alô, alô Brasil; Alo, alo Carnaval, Laranja da China, Samba em Berlim, Berlim na batucada, Pif-paf, Caídos do céu e Esta e fina.

Sua trajetória foi interrompida por um desastre de automóvel na Via Dutra em 27 de Setembro de 1952, quando o Buick que dirigia se chocou com um caminhão.

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