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NOBEL DE LITERATURA

Gabriel García Márquez completaria 91 anos nesta terça

Escritor colombiano, autor do famoso ‘Cem Anos de Solidão’, ganhou uma homenagem do Google em seu 91º aniversário

Gabriel García Márquez completaria 91 anos nesta terça
Gabo, como era conhecido, ganhou o Nobel de Literatura em 1982 (Foto: Wikimedia)

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Considerado um dos maiores escritores do século XX e um dos principais da história latino-americana, o colombiano Gabriel García Márquez estaria completando 91 anos nesta terça-feira, 6, caso ainda estivesse vivo.

Autor do famoso “Cem Anos de Solidão” e primeiro colombiano a receber o Nobel de Literatura, em 1982, Gabriel Garcia Márquez morreu aos 87 anos, de pneumonia, em 2014.

Em sua homenagem, o Google criou um Doodle que pode ser visto durante toda esta terça-feira em sua página principal. A imagem que homenageia o também poeta e jornalista “Gabo”, como ficou conhecido, ilustra a famosa cidade mágica de Macondo, onde vivia a família Buendía, que protagonizou o livro “Cem Anos de Solidão”, um dos maiores exemplos do gênero realismo fantástico – ou realismo mágico -, no qual o real e o imaginário se misturam.

Google

A obra “Cem Anos de Solidão”, traduzida para mais de 35 línguas e com mais de 30 milhões de cópias vendidas, além de ter alçado Gabo a outro patamar, também garantiu a ele o reconhecimento internacional de outros escritores e poetas, como foi o caso do chileno Pablo Neruda, que apontou o livro como “a maior revelação na língua espanhola desde ‘Dom Quixote’”. Gabo passou cerca de 18 meses escrevendo a história inspirada em seus familiares e no local onde vivia, chegando a vender seu carro para sustentar a família durante esse período.

Autor de mais de 25 obras, ele recebeu inúmeros prêmios internacionais. Entre seus trabalhos mais famosos estão “Ninguém Escreve ao Coronel”, de 1961, “O Amor nos Tempos de Cólera”, de 1985, “Crônica de uma Morte Anunciada”, de 1981, “Notícias de um Sequestro”, de 1996, e “Viver para Contar”, de 2002.

Gabriel García Márquez começou a carreira no diário colombiano El Universal. Ele faz parte de um grupo seleto de escritores canônicos, como Dickens, Tolstoi, Hemingway, que foram abraçados tanto pela crítica como pelo público. Em seu livro “Crônica de uma Morte Anunciada”, ele contou com a consultoria do ex-primeiro-ministro de Cuba Fidel Castro, o qual tinha grande admiração devido a Revolução Cubana e seu posicionamento político.

Em um dos episódios, fora dos livros, que mais marcou sua carreira, Gabriel García Márquez foi nocauteado pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa, em 1976, em um cinema mexicano. Nenhum dos dois nunca falou sobre o assunto, mas o biógrafo de Gabo, Gerard Martin, apontou a esposa de Llosa, Patricia, como o pivô do desentendimento.

Gabo nasceu no dia 6 de março de 1927 em Aracataca, na Colômbia. O escritor cursou Ciências Políticas e Direito na Universidade Nacional da Colômbia, mas não concluiu nenhum dos cursos e se aventurou na carreira de jornalista. Foi nela que o seu viés escritor se fez presente. Quando trabalhava no El Espectador, publicou o “Relato de um Náufrago”, uma grande reportagem especial, dividida em 14 capítulos. Porém, o governo colombiano não pareceu satisfeito com o que foi escrito e exilou o jornalista.

Pai do designer gráfico Gonzalo García Barcha e do cineasta Rodrigo García, Gabo lutava contra um câncer linfático desde 1999, mas morreu devido a uma pneumonia na Cidade do México, no dia 17 de abril de 2014.

Família e amigos

O mais velho de 11 irmãos e filho de um telegrafista com uma dona de casa, Gabo foi criado por seus avós dos cinco aos nove anos de idade. Uma das grandes responsáveis, fora de sua família, pela sua escrita foi a professora Rosa Elena, do colégio Montessori de Aracataca, por quem Gabo havia se apaixonado e o fazia ter vontade de ir à escola.

O avô de Gabriel García Márquez foi uma das grandes inspirações para que o colombiano se tornasse um escritor. Um grande contador de histórias, o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía era rígido, e tinha como uma das frases mais conhecidas: “Você não imagina qual é o peso de um homem morto”, fazendo referência à gravidade de uma morte, lição essa que Gabo sempre levava em seus livros.

Se o avô foi responsável pela realidade das obras de Gabo, a avó Tranquilina Iguarán levou a fantasia até seu jovem neto. Segundo o escritor, a matriarca falava sobre coisas extraordinárias, como fantasmas e superstições, de forma “perfeitamente natural”.

Outro professor reconhecidamente importante para Gabriel García Márquez foi Carlos Julio Calderón Hermida, que recebeu a dedicatória do livro “A Revoada” e foi apontado por Gabo como “o professor ideal de Literatura”.

Fontes:
M de Mulher - Gabriel García Márquez, o autor colombiano que o mundo ama
Veja - Por que Mario Vargas Llosa deu um soco em Gabriel Garcia Márquez?
El País - Gabriel García Márquez, o malabarista das palavras com o dom de escrever
G1 - Gabriel García Márquez é homenageado com doodle do Google

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