Dilma garante que vai erradicar a miséria no Brasil, Serra jura que vai mandar remédios pelos Correios. Seremos o país perfeito em 2015?
Lucia Hippolito analisa a trajetória do PT da sua origem no sindicalismo ao governo Lula
Considerado um marco da imprensa nacional, JB põe fim à sua edição impressa a partir de 1º de setembro
A estratégia do empresário Eike Batista obedece a uma lógica agressiva de relações públicas. Por Carlos Tautz
Veja o artigo de Paulo Rabello de Castro publicado no site do Instituto Millenium
Acompanhe a série especial sobre eleições. Por Claudio Carneiro
O russo Andrei Gavrilov e o húngaro András Schiff vêm de planetas psicoestéticos que se estranham. Por Clóvis Marques
Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, nasceu em Ouro Preto no dia 29 de agosto de 1730
Pneumologista do MedImagem Medicina Diagnóstica dá dicas para quem quer parar de fumar
O leitor Milton Portenoy foi escolhido para essa semana. E você, já deu sua opinião?
Francisco Taunay analisa a relação entre cinema, fotografia e realidade
Existe coisa mais gostosa do que em um dia de chuva você pegar um livro pra ler, sentar em uma poltrona fofa, gostosa e aconchegante com um bom vinho? Talvez um daqueles vinhos que Jancis Robinson tenha recomendado na sua última degustação vertical que fez no Brasil, quando disse que existem “vinhos para se tomar com amigos e vinhos para tomar sozinho”. Estou me referindo a este último.
Inspirada por estes dias de chuva deste início de inverno, fui a um lugar delicioso, uma livraria na Visconde de Pirajá, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Ela me dá uma sensação mágica! Ao entrar pela porta vermelha da loja e me dirigir ao balcão de livros de gastronomia no fim do corredor, ouço aquele jazz de fundo, passo pelas outras seções e é como se nesse meu caminho eu fosse transportada para o mundo dos livros de fotografia, moda, arquitetura, história, os romances… Imperdível! Lá não é necessária a poltrona confortável. A gente começa a ler e se esquece do mundo. Acho que todos deveriam ter esta experiência pelo menos uma vez.
Nessa minha última viagem me deparei com um livro surpreendente, “Um menu de aventuras: como me tornei expert na arte de servir”, de Phoebe Damrosch. O livro é um delicioso relato sobre o dia-a-dia dos profissionais de um dos restaurantes mais prestigiados de Nova Iorque – o segundo melhor dos Estados Unidos e o nono em todo o mundo – onde o atendimento é sinônimo de perfeição, o Per Se. Ela foi contratada pelo restaurante para ser cumim e depois foi promovida para a função de garçom.
Com um estilo bem-humorado e cativante, Phoebe conta a sua vivência nos bastidores de um restaurante aclamado pela crítica, seu fascínio pela comida, sua história de amor com um sommelier e suas observações a respeito do mundo frenético e altamente competitivo da boa mesa. A autora é capaz de divertir tanto aqueles que apreciam uma boa mesa quanto aqueles interessados nos acertos e erros de um relacionamento. É uma história de amor entre os dois e com a profissão, além de mostrar os bastidores de um restaurante. Quantas vezes a gente senta em um restaurante e se diverte com os amigos, ou tem uma noite romântica maravilhosa, sem saber como esses momentos tão especiais são preparados para nós?
Ela, então, faz o favor de nos contar. O livro fala por exemplo que os garçons são treinados para ouvir possíveis críticas e levá-las ao chef para melhorarem o serviço, fala também da rotina de treinamento intensivo para integrar a equipe do Per Se. Os cumins e garçons pela manhã assistem aulas de história e etiqueta, além de aprender sobre os quadros que estão no restaurante e também sobre Nova Iorque. No treinamento, eles são ainda ensinados sobre os produtos que compõem os pratos para não faltar nenhuma informação ao cliente.
O livro é uma delícia e se você quiser fazer uma extravagância, deixo aqui a dica de Paulo Nicolay e recomendo o Porto Noval Nacional (1964). Caso contrário, um outro porto não tão caro seria o suficiente. Santé!