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Gonçalves Dias

No dia 10 de agosto de 1823, nasceu o poeta brasileiro Antônio Gonçalves Dias, em Caxias, no Maranhão

Gonçalves Dias
Durante toda a sua vida, Gonçalves Dias se orgulhou de ter no sangue as três etnias formadoras do povo brasileiro, a branca, a indígena e a negra (Foto: Wikimedia)

Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, no Maranhão, em dez de agosto de 1823. Durante toda a sua vida, se orgulhou de ter no sangue as três etnias formadoras do povo brasileiro, a branca, a indígena e a negra.

Gonçalves Dias freqüentou uma escola particular em 1835, quando estudou latim, francês e filosofia. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Portugal, em 1840. Em território português, ocorreu sua estréia na literatura. Entre outras produções, inspirado na saudade da pátria, em 1843, Gonçalves Dias escreveu “Canção do Exílio”.

De volta ao Brasil, iniciou uma fase de intensa produção literária. Em 1849, junto com Araújo Porto Alegre e Joaquim Manuel de Macedo, fundou a revista “Guanabara”. Também era colaborador de vários periódicos e professor do Colégio Pedro II.

Conheceu Ana Amélia Ferreira Vale, que foi sua grande musa inspiradora. Várias de suas peças românticas, inclusive “Ainda uma vez… Adeus” foram escritas para ela.

Tuberculoso, foi à Europa em 1862 para tratar da saúde, mas não obteve sucesso. Na viagem de volta ao Brasil, em 13 de novembro de 1864, o navio em que estava naufragou na costa brasileira. Salvaram-se todos, menos o poeta.

9 Opiniões

  1. André Luiz de Jesus Silva disse:

    Bem João há mais de 50 anos é da família Sarney. Posso comprovar!

    Timon/MA

  2. João Cirino Gomes disse:

    Só para saber!
    Maranhão pertence ao Brasil, ou ao Sarney?

  3. Jorge Luís Luz de Queiroz disse:

    Ana Amélia era uma bonita e risonha moça por quem Gonçalves Dias se apaixona.Entretanto,
    por causa de preconceitos de cor e raça, a mãe
    da jovem, dona Lourença, não permite o namoro.
    O poeta não tenta mudar a opinião materna,fato
    que lamentará pelo resto de sua vida.
    Tempos depois, o poeta casualmente se encontra
    com Ana Amélia e, punjantemente, faz um dos
    mais belos poemas da Língua Portuguesa.

    Enfim te vejo. Enfim posso,
    Curvado a teus pés, dizer-te
    Que não cessei de querer-te,
    Pesar de quanto sofri.
    Muito penei. Cruas ânsias
    Dos teus olhos afastados,
    A não lembrar-me de ti…
    …………
    Louco, aflito, a saciar-me
    D’agravar minha ferida,
    Tomou-me tédio da vida,
    Passos da morte senti;
    Mas quase no passo extremo,
    No último arcar da esp’rança,
    tu me viste à lembrança:
    Quis viver mais e vivi.

    Vivi, pois Deus me guardava
    Para este lugar e hora.
    Depois de tanto senhora,
    Ver-te e falar-te outra vez;
    Rever-te em teu rosto amigo,
    Pesar em quanto hei perdido
    E este pranto dolorido
    Deixar-te correr a teus pés.

    Mas que tens? Não me conheces?
    e mim afastas teu rosto?
    Pois tanto pôde o desgosto
    Transformar o rosto meu?
    Sei a aflição quanto pode,
    Sei quanto ela desfigura,
    E eu não vivi na ventura…
    Olha-me bem ,que sou eu.
    ………………..
    Lerás, porém algum dia,
    Meus versos d’alma arrancados
    ……………..

  4. NENGATEL disse:

    Ana Amélia Ferreira Vale, essa foi a musa inpiradora do grande poeta, pelos poemas imagina-se a beleza dessa mulher.

  5. Markut disse:

    A sensação melancólica de como regredimos em matéria de ensino fundamental!.
    Onde está o visionário capaz de restituir o mínimo de dignidade e civismo nos atuais currículos escolares?
    Não será nas cabeças poluidas por ideologias mal digeridas que isso poderá acontecer.

  6. Loyd Rosa disse:

    olá!!!
    Alguém sabe me informar
    na Canção Do Exilio quais
    as origens Tupis e Africanas?
    Por favro me responda

  7. inahan leal disse:

    Muitas vezes sem saber o homem induzido pela força do destino deixa eternidades para a humanidade…..
    inahan/Am

  8. EDVALDOTAVARES disse:

    A CANÇÃO DO EXÍLIO PARA OS ESTUDANTES QUE VISITAM O O&N. Muito conhecida no Brasil, foi escrita em Coimbra, Portugal, por Gonçalves Dias, quando estudante da Faculdade de Direito. Demonstra o fervor pela pátria longínqua e passou a ser um marco na cultura brasileira. O poeta em si, filho de uma relação não oficializada de português com cafuza, é a própria temática da fase inicial do Romantismo brasileiro em sua exposição mesclada de sentimento nacionalista-nostálgico. Embora, no comentário anterior, eu tenha assinalado a tomada de conhecimento das poesias de Gonçalves Dias no curso ginasial e científico, na verdade o estudo se iniciava nas últimas séries do curso primário. Para quem não conhece, eis a "Canção do Exílio":

    "Minha terra tem palmeiras,

    Onde canta o Sabiá;

    As aves que aqui gorjeiam,

    Não gorjeiam como lá.

    Nosso céu tem mais estrelas,

    Nossas várzeas têm mais flores,

    Nossos bosques têm mais vida,

    Nossa vida mais amores.

    Em cismar, sozinho, à noite,

    Mais prazer encontro eu lá;

    Minha terra tem palmeiras,

    Onde canta o Sabiá.

    Minha terra tem primores,

    Que tais não encontro eu cá;

    Em cismar – sozinho, à noite –

    Mais prazer encontro eu lá;

    Minha terra tem palmeiras,

    Onde canta o Sabiá.

    Não permita Deus que eu morra,

    Sem que eu volte para lá;

    Sem que desfrute os primores

    Que não encontro por cá;

    Sem qu"inda aviste as palmeiras,

    Onde canta o Sabiá."

    Em 13 de novembro de 1864, o navio em que retorna da Europa, onde fora se tratar da tuberculose, sem sucesso, naufraga na costa do Maranhão salvando-se todos, menos o poeta. Será que chegou a avistar as palmeiras e ouvir os gorgeios do Sabiá? BRASIL ACIMA DE TUDO! EDVALDOTAVARES – MÉDICO. BRASÍLIA/DF

  9. EDVALDOTAVARES disse:

    GONÇALVES DIAS – O POETA LÍRICO BRASILEIRO QUE, EM 1864, O MAR LHE CONCEDEU A ÚLTIMA MORADA. Filho de português, branco, com uma mestiça, cafusa (mistura da raça indígena com negra), Gonçalves Dias, além de poeta foi crítico de história, professor, etnólogo, conhecedor da língua tupi e autor do “Dicionário Tupi”. Seu fervoroso nacionalismo, expresso em suas obras, se estendeu ao orgulho de ter em suas veias correndo sangue da mistura das três raças – índio, negro e branco –, a base da formação do povo e da nacionalidade brasileira. Em Marabá, poema de sua autoria, que em tupi significa mistura entre brancos e índios, está a resposta à indagação de uma índia, filha de índia com branco europeu: “Eu vivo sozinha; ninguém me procura! / Acaso feitura / Não sou de Tupã? / Se algum dentre os homens de mim não se esconde , / ‘Tu és’, me responde, / ‘Tu és Marabá!’” Gonçalves Dias, em I – Juca-Pirama – cujo significado é, “aquele que é digno de ser morto”, conta a história de um guerreiro tupi, que em ato não honroso escapa da morte que os índios Timbiras queriam lhe aplicar em cumprimento ao seu ritual de comer a carne dos valentes guerreiros aprisionados. Envergonhado, devido o retorno do filho vivo, seu pai o leva aos índios Timbiras para que se processe a continuidade do ritual, mas, estes se recusam matá-lo para comer a sua carne por ser um covarde. Diante da terrível maldição que o pai lhe lança por tal covardia, o jovem tupi emite o seu grito de guerra e ataca os Timbiras sendo por eles morto no ataque suicida. O pai chorando, porém, orgulhoso, o aceita de volta. Falar de Gonçalves Dias, um dos maiores poetas brasileiros, é recordar com saudade os tempos do estudo da língua portuguesa nos cursos, ginasial e científico. Creio que, a simples menção do seu nome traz à memória dos estudantes daquela época, idos dos anos de 1960, a inesquecível “Canção do Exílio” – “Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá…” Prematuramente, em 13 de novembro de 1864 – não 1964 como, inadvertidamente, foi registrado no texto acima -, o mar, em naufrágio na costa do Estado do Maranhão, rouba inopinadamente uma das maiores glórias do acervo cultural brasileiro. BRASIL ACIMA DE TUDO! EDVALDOTAVARES – MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

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