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Crítica de cinema

Harry Potter e as Relíquias da Morte, de David Yates

O filme possui efeitos impressionantes, uma marca da série Harry Potter, e é ainda melhor que o último. Por Francisco Taunay

Harry Potter e as Relíquias da Morte, de David Yates
Cena do filme 'Harry Potter e as Relíquias da Morte'

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Assistir a uma nova etapa desta saga que encanta crianças e jovens pelo mundo é uma espécie de aventura antropológica: estão presentes na pré-estreia todos os tipos de fãs, até aqueles caracterizados, com camisetas promocionais que têm um estranho símbolo; após ver o filme, percebo que esse é um desenho fundamental para a resolução da estória. Depois de beber uma lata de coca-cola e um copo de café – preocupado com algum ataque de Morfeu no meio da sessão da meia-noite – fiquei sabendo que este é o penúltimo filme da série, adaptado do último livro, que foi dividido em duas partes na sua versão para o cinema.

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Nesta nova adaptação da série de J.K. Rowling, Harry Potter ao lado de Rony e Hermione, busca os horncruxes (objetos de poder) que devem ser destruídos para diminuir o poder do vilão Voldemort, brilhantemente interpretado por Ralph Fiennes. Numa série de teletransportações para paisagens de amplidão e quietude – que passam ao mesmo tempo a sensação de paz e suspense – os três percorrem o caminho de investigação atrás dos horcruxes, cruzando com histórias pessoais e animais fantásticos, enquanto buscam sobreviver aos ataques dos seres das trevas.

O título do livro e do filme refere-se à história das Relíquias da Morte: três irmãos viajam juntos e se deparam com um rio em seu caminho. São dotados de poderes mágicos e constroem uma ponte para atravessá-lo e continuar a viagem. No meio da ponte aparece o vulto da Morte, ressentida por ter sido driblada, já que todos os viajantes ali se afogam quando passam. Mas, fingindo contentamento, a Morte oferece um presente a cada irmão.

O primeiro escolhe o poder de matar quem quisesse. E a Morte lhe deu uma vara de sabugueiro com este poder. O Segundo irmão pediu o poder de ressuscitar pessoas já falecidas e lhe foi dado uma pedra do rio, com este poder. O terceiro, mais humilde, pediu para ter uma vida longa, e a Morte lhe deu sua própria capa de invisibilidade, para sempre escapar dos perigos. Esses objetos mitológicos são procurados pelos personagens do filme, que buscam a todo custo vencer a batalha entre o mal e o bem.

O filme tem efeitos impressionantes, uma marca da série Harry Potter, e é ainda melhor que o último. É repleto de ação, divertindo adultos e crianças: acredito que poderia ser mais carregado no terror, transmitindo mais suspense e medo; mas talvez esta opção vá contra o espírito da série, que engloba um enorme número de espectadores. Em termos destas sagas, me lembro do ótimo Jornada nas Estrelas, do maravilhoso (somente nas três primeiras versões) Guerra nas Estrelas e do fraco Senhor dos Anéis. Harry Potter é mais um destes fenômenos, e espero que venha logo o próximo filme, para completar a série, uma vez que ainda não tive coragem de ler os livros.

Este mundo mágico, mostrado no filme, é algo que sempre fascinou a humanidade, é um bálsamo em uma época em que a realidade manipulada entra de supetão nos nossos olhos e ouvidos através da mídia. Somos viciados em realidade, numa realidade que está muito longe do real!

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2 Opiniões

  1. Caterina disse:

    Sempre achei a “realidade” medíocre, pois me parece um simples ciclo mecânico de ações viciadas e acontecimentos previsíveis. Muito mais me encanta viver fora desta bolha, numa percepção que infelizmente poucos acompanham. Também adorei este último filme do Harry Potter, dá a todos nós o consolo que o dinheiro não pode dar…

  2. Vitor disse:

    Como fã da série, um fã quieto agradeceu por não ter gritos histéricos na sessão que assistiu, achei curiosa a intepretação de um não fã.

    Eu tenho sempre a impressão que os filmes não conseguem explicar a história, é mais feito para fãs verem as cenas do livro do que uma obra independente.

    Nos últimos três filmes eles reverteram essa tendência, a história original dos livros é alterada drásticamente de forma a fazer sentido enquanto filme, o que fica muito mais interessante.

    A fabula das reliquias da morte é, de longe, o ponto alto do filme. Genialmente reconstituida, numa clara referencia a Tim Burton!

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