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Fuja do Roteiro

História do Rio de Janeiro nos trilhos do bondinho

O bondinho é um símbolo do bairro carioca de Santa Teresa e um sobrevivente da beleza do Rio Antigo. Por Emanuelle Bezerra

História do Rio de Janeiro nos trilhos do bondinho
Fonte: Emanuelle Bezerra

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Trajeto do Bonde passa por cima dos Arcos

O bairro de Santa Teresa parece mesmo ter parado no tempo. O lugar é cheio de mercearias e botecos muito familiares — que recebem todos os dias dezenas de turistas, ruas de paralelepípedo e construções antigas. E se não bastasse tudo isso, ele ainda é cortado pelo bondinho, o transporte mais charmoso e barato do Rio de Janeiro. Ele é um símbolo do bairro carioca e um sobrevivente da beleza do Rio Antigo. Tudo o que existe e se sabe sobre Santa Teresa é também um pouco da história do Rio.

Fila de passageiros

O bondinho proporciona ainda a experiência incrível de se andar por cima dos Arcos da Lapa e desfrutar de uma visão panorâmica de todo o centro da cidade, que é recheado de prédios históricos. Muitos turistas que tomam uma cerveja à noite na boemia da Lapa não têm ideia de que, pela manhã, é possível estar em cima dos Arcos.

Há mais de cem anos, o bondinho de Santa Teresa executa seu percurso pelo tradicional bairro boêmio do Rio de Janeiro. Ele serve de meio de transporte diário para os moradores da região, além de encantar quem faz o trajeto pela primeira vez. Quem quer subir ao Cristo Redentor de bondinho precisa pagar o valor de R$ 36, enquanto quem quer desfrutar dos museus e passeios de Santa Teresa precisa pagar apenas R$0,60.

Entrada da Estação dos Bondes no Centro

Moradores esperando o Bonde na última estação

Estação Curvelo no alto de Santa teresa

Para quem está no Centro da cidade, o percurso  começa  perto do Largo da Carioca. Na rua Lélio Gama, do lado do prédio da Petrobras, está a pequena — e escondida — estação dos bondes. É preciso ter paciência, pois filas são grandes e o intervalo entre os bondes varia entre 20 e 30 minutos.

A linha foi inaugurada em 1872 e os Bondes eram verdes, mas foram pintados de amarelo depois que moradores de Santa Teresa reclamaram da cor, que fazia o bonde invisível no meio da vegetação do bairro. O itinerário atual do bondinho é o mesmo desde 1896, quando a linha que sai do Centro, passa pelos Arcos e chega no alto de Santa Teresa foi inaugurada.

Essas e outras histórias sobre o bondinho podem ser conhecidas em uma visita ao Museu do Bonde, que fica na Rua Carlos Brant, 14, Santa Teresa. Lá estão expostos os primeiros bondes, ainda na cor verde, peças de metais nobres que integravam os carros, fotos antigas e o maquinário usado em épocas diferentes. O Museu dá saudade de um tempo que o visitante  não viveu!

Peça do Museu dos Bondes

Peça do Museu do Bonde

Modelo do Primeiro Bonde

Peça do Museu dos Bondes

Peça do Museu dos Bondes

Peça do Museu dos Bondes

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11 Opiniões

  1. Luiz Mourão disse:

    Se a eminente articulista se der ao trabalho de fazer uma pesquisa com o POVO que usa o bondinho, e ouvir o que ele tem a dizer, poderá ter uma noção mais clara da REALIDADE desse tão “charmoso” trenzinho…
    Ficando apenas na poesia, não promoverá o artefato à condição DIGNA que pretende pois, por enquanto, não passa de ilusão…
    Como disse o Caetano: de perto, ninguém é normal…
    Orgulho brasileiro é VÁCUO: se observado de perto e na realidade, simplesmente não existe…
    E enquanto esse orgulho permanecer (e é espertamente manipulado pelas elites e grandes mídias), continuaremos a ser o que somos: arremedo de Nação…

  2. Vera Lúcia D. Simões disse:

    òtimo resumo histórico do famoso Bondinho do Rio de Janeiro, do Bairro de Santa Teresa. É digna de louvores iniciativas como essa, de informar sobre pontos históricos de uma cidade. E quando se trata do Rio de Janeiro, mais importante ainda, pois é uma cidade mundialmente famosa por sua beleza e geografia privilegiada, provocando em todos o desejo de conhecê-la.
    Parabéns, pela pesquisa, informações e ilustrações.

  3. RAYMUNDO AUGUSTO D'ALMEIDA disse:

    Na década de 50 pude em plena juventude, percorrer ruas, avenidas e bairros da Cidade Maravilhosa.
    As centenas linhas cortando a cidade do Rio de Janeiro.
    Confesso foram anos maravilhosos que passei na minha vida deslocando nos bondinhos da Light.
    No carnaval os blocos enchiam aqueles veículos cantando, dançando e fantasiados.
    Era o Rio antigo com seus aspectos alegres do povo carioca. Raymundo

  4. João Bosco Maria Duarte disse:

    Morei por longos anos em Santa Teresa. E como santo de casa não faz milagre,naquela época me era indiferante morar num bairro pitoresco e cheio de peculiaridades. Hoje, já longe de seu cotidiano, vejo aquele região como um lugar muito importante não só para seus moradores como para o turismo da cidade em geral. Bem que as autoridades deveriam olhar para Santa Teresa com mais carinho e procurar implementar algumas melhorias, como por exemplo,no que diz respeito ao bondes, um seus símbolos e talvez os únicos em atividade no País. Deveriam resgatar o seu antigo trajeto, tavez o mais pitoresco, que é a antiga linha Carioca-Silvestre, desativada há algumas décadas para dar lugar aos inconvenientes e feios ônibus que circulam perigosamente pelas estreitas e sinuosas ruas do bairro. Santa Teresa clama por uma revitalização para continuar merecendo o título de “Montmartre Carioca”.

  5. joao batista da rocha disse:

    Simplesmente, maravilhoso é parte de nossa historia que quase sempre não a conhecemos, morando em Goiânia ao ler esta matéria sente muita vontade de conhecer Sta Tereza. Também ,me emocionou os comentário de RAIMUNDO AUGUSTO DA ALMEIDA, me fez voltar no tempo, velhos carnavais cariocas, Atlântida……eng. João Rocha

  6. Fernando jose Moesia Rolim disse:

    Tempos Bons do Rio de Janeiro não Santa Teresa como também quando os bondes rodavam com aquela tranquilidade e a poluição era quase nenhuma poucos fedorentos trafegavam pelo Rio de Janeiro eu tenho muita saudade deste belo tempo que nunca mais voltarão
    sem comentários

  7. Fernando jose Moesia Rolim disse:

    OPINIÃO DE JOÃO BOSCO MARIA DUARTE
    OPINIÃO DE JOÃO BOSCO MARIA DUARTE
    OPINIÃO DE RAYMUNDO AUGUSTO D’ALMEIDA

    meus parabéns é isto ai o Rio de Janeiro ERA
    agora é um Caos

  8. Albertina disse:

    Sou maranhense, adorei a reportagem simplismente gratificante.

  9. Jayme Mello disse:

    Emanuelle Bezerra.

    Nesse caminhar da vida, não podemos jamais, perder a oportunidade de realizar um trabalho útíl para sociedade.

    Parabéns pela excelente matéria.

  10. RAYMUNDO AUGUSTO D'ALMEIDA disse:

    O comentário sobre minha pessoa feita pelo engenheiro JOÃO ROCHA deixou-me satisfeito.
    Na década de 50 a Cidade Maravilhosa destacou-se com o transporte da época sobre trilhos, os chamados Bondes. O progresso chegou, Rio de Janeiro passou por uma fase de mudança no transporte de massas, a cidade perdeu o transporte popular depois dos trens da Central do Brasil. Surgiu-se o Metrô, mas a saudade continuou nos corações das pessoas que viveram sua mocidade no Rio de Janeiro. Não sei porque não revitalizam novamente os bondes! Agora resta apenas o de Santa Tereza e o bondinho do Cristo redentor. Abraço sincero do amigo Raymundo

  11. Laudelino Almeida do Nascimento disse:

    Tio Adinho fiquei vislumbrado ao achar este artigo. “Lembra que quando criança eu quase desci do bonde no teto de um fusca.”

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