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Hollywood precisa de um resgate?

Capital americana do cinema vem perdendo cada vez mais espaço para a outrora irmã cafona televisão

Hollywood precisa de um resgate?
Em "Argo", Hollywood ajuda a libertar reféns. Na vida real, capital do cinema é que precisa ser resgatada (Reprodução/Warner)

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Em “Argo”, um filme de suspense ambientado em 1979, um agente da CIA, interpretado por Ben Affleck, procura a ajuda de executivos de Hollywood e finge produzir um filme de ficção científica com o objetivo de conseguir entrar no Irã para resgatar seis diplomatas americanos refugiados na embaixada canadense em Teerã. No filme, Hollywood ajuda a libertar os americanos em apuros. Na vida real, alguns se perguntam se não é Hollywood que precisa de um resgate. “Esquizofrênico” é o adjetivo usado por um alto executivo de um estúdio para descrever a capital do cinema americano.

A economia do setor cinematográfico está mudando. Os lucros estão em queda, embora Hollywood esteja fazendo filmes mais grandiosos para novos mercados em rápido crescimento. Por outro lado, a televisão – outrora a irmã cafona – conquista lucros recordes e um reconhecimento inédito da crítica. Um símbolo das mudanças de poder de Hollywood é o fato de Seth MacFarlane, um comediante mais conhecido por ter criado a série de TV “Uma Família da Pesada”, ter sido o escolhido para apresentar o Oscar de 2013.

Há muito os executivos do cinema americano têm estado inseguros e paranoicos. Agora eles têm razão para se sentir assim. “O modelo de negócios do cinema está falido”, afirma Amir Malin da Qualia Capital, uma empresa de private equity. Entre 2007 e 2011, os lucros antes de deduções tributárias dos cinco estúdios controlados por grandes conglomerados de mídia (Disney, Universal, Paramount, Twentieth Century Fox e Warner Bros) caíram em cerca de 40%, afirma Benjamim Swinburne do Morgan Stanley. Ele acredita que os estúdios sejam responsáveis por menos de 10% do lucro de suas holdings, e que essa proporção terá caído para 5% em 2020. Isso se dará porque os seis grandes estúdios (o sexto é a Sony Pictures, uma subsidiária da marca de eletrônicos homônima) estão crescendo mais lentamente que a TV.

Fontes:
The Economist-Split screens

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