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Humor com limites ainda é humor?

O assunto divide opiniões na internet. Muitos acham que existe uma corrente politicamente correta que se esquece do direito à liberdade de expressão. Por Emanuelle Bezerra

Humor com limites ainda é humor?
Fonte: Divulgação

Fonte: Rolling Stone

A última edição da revista Rolling Stone traz na capa o jornalista e comediante  Rafinha Bastos vestido de Jesus Cristo e um texto que tenta explicar por que o humorista acha engraçado fazer insultos. Ele faz parte da geração de artistas brasileiros que aderiram ao stand-up comedy, show de humor, muito popular nos Estados Unidos, em que o comediante se apresenta sozinho, sem figurino nem personagens. A ideia é transformar situações cotidianas em piadas.

Os artistas norte-americanos costumam usar suas próprias características para ilustrar o show, como o fato de serem negros, baixinhos, gordos ou falar de suas profissões, por exemplo. Essa característica do stand-up nem sempre é respeitada em terras brasileiras. O artista faz piada sobre negros, sendo branco, por exemplo, e isso pode soar ofensivo. Como no caso em que Rafinha Bastos, que é gaúcho, disse que em Rondônia só há gente feia. O governador do estado, Confúcio Moura, está processando o artista.

Uma das piadas que também não emplacou no show de Rafinha, mas da qual ele não desistiu, diz que todas as mulheres estupradas são feias e os homens que as violentam, em vez de cadeia, merecem abraços. A polêmica não está em torno do tema violência sexual, usado por inúmeros artistas, mas a maneira como ele é tratado por Bastos, que afirma: “no meu show eu falo o que penso”.

Jorge Louredo - Fonte: Emanuelle Bezerra

A postura do comediante diante da piada que não deu certo abre o debate sobre os limites do humor. Muitos humoristas já entenderam que há limites que devem ser respeitados. Jorge Louredo, ator famoso por interpretar o personagem Zé Bonitinho, em debate realizado no Centro Cultural Banco do Brasil no último dia 3, disse que humor deve ser tratado como coisa séria e que a experiência ensina que existem coisas que funcionam para alguns e para outros não. “Não existe humor universal. O que é engraçado aqui não é em outro lugar. Humor é coisa séria. Humor deve ser usado para resgatar uma pessoa da dor ou da repressão. Nunca para ofender. O humor é livre, mas o humorista tem que ter bom senso”, argumenta.

Rafael Cortez - Fonte: Emanuelle Bezerra

Rafael Cortez,  jornalista e comediante, que também esteve presente no debate, concorda com Louredo. Ele é repórter do programa CQC, em que Bastos é um dos âncoras, mas pensa diferente do colega. “Na teoria não deveria haver limite para o humor, mas na prática não é assim. Tem limite sim. Você não quer ser mal visto. Você fica chateado se uma piada sua não emplaca e você amadurece com isso e começa a se policiar mais”.

Já Rafael Bastos disse em entrevista ao portal CQC que tenta não limitar seus temas. “Eu me direciono somente pela graça. Se acho engraçado, eu falo. E acho que tem que ser assim, o alvo do humor não deve ter limite. Para mim, humor controlado não é humor”. Além disso, o comediante diz que o seu público alvo são pessoas que pensam como ele. “É isso que eu exploro: fazer humor para pessoas parecidas comigo. Deu certo. Tudo o que faço sou eu, não interpreto nada. Todas as minhas criações têm como inspiração minha própria vida”.

O assunto divide opiniões na internet. Há aqueles que concordam com os comediantes que defendem o humor sem limites e criticam àqueles que se sentem ofendidos e recorrem ao judiciário para resolver a questão. Muitos acham que existe uma corrente politicamente correta que se esquece do direito à liberdade de expressão. Mas o escritor Alex Castro, dono do blog Liberal, Libertário, Libertino, um dos mais lidos da internet brasileira, diz em sua página que estes que reclamam da “patrulha politicamente correta” esquecem, — ou não sabem — o que significa liberdade de expressão. “Liberdade de expressão é o cara poder fazer piada sobre mulher estuprada e nós podermos criticá-lo por isso. A liberdade que eles querem é a liberdade de falar os maiores absurdos e não serem criticados por isso. Falar besteira, qualquer criança fala. Adulto é quem sabe que falar significa se abrir para a possibilidade de ouvir a resposta”.

Castro ressalta que é contra qualquer lei que regule o discurso e o pensamento. Para ele leis deveriam regular ações. Além disso, ele relembra que liberdade de expressão dá a cada cidadão o direito de falar o que quiser, mas também o dever de responder por suas palavras. “Não podemos esquecer nunca a função social mais importante da liberdade de expressão: sem ela, como saberíamos quem são os idiotas?”, finaliza.

Caro leitor,

Em sua opinião o humorista deve se pautar pelo que ele considera engraçado, ou ele deve pensar em primeiro lugar no público?

Você acha que deve haver limites para o humor?

Você já se sentiu particularmente ofendido com alguma piada que ouviu?

O Ministério da Cultura e o Banco do Brasil abriram uma série de debates mensais sobre o tema. “Humor e Companhia” promove encontros de artistas, jornalistas e pessoas influentes na TV, cinema, teatro e internet para discutir a importância da comédia nas relações humanas. Você tem acesso ao programa completo aqui

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53 Opiniões

  1. Monique disse:

    Me sinto muito ofendida como mulher por esse tipo de declaração. Estou certa de que se o Rafinha Bastos lesse esta frase diria no seu show:”Ela deve ser muito feia!” Acho realmente que seria possível uma ética universal para que não haja insultos contra quem quer que seja. Se ele fala só o que pensa, e fala essas barbaridades vai sofrer muitos processos ainda. Não podemos esquecer que todo o povo brasileiro é muito preconceituoso, mas tenta ao máximo não expor seu preconceito, simplesmente para que ele não seja disseminado. No RS as pessoas não pensam muito em escondê-lo. Pelo contrário, eles pensam que tudo o que eles pensam é o que há demais certo no mundo. Ouço muitas coisas bárbaras, como, “Eu sou preconceituosa sim!”, uma pessoa que diz isso, assume sua própria ignorância, pensando que tem toda a razão do mundo…
    Concordo com a ideia de quem a do humorista citado no artigo, mas é muito triste não poder fazer nada para calar esse tipo de atitude. Não acho que a piada deveria ofender, deveríamos tentar aquela ética universal.
    Essas pessoas que precisam ofender alguns para ser engraçados para outros são limitadas. Precisam chocar para aparecer…Muito triste.

  2. Felipe disse:

    Se existi-se um linha real pra dividi o humor sadio do humor agressivo, o rafinha bastos concerteza a consideraria insignificante.

  3. Carlos U. Pozzobon disse:

    Cada pessoa tem seu tipo preferido de humor. Podemos reprovar o humor grotesco, embora ele tenha seu apelo em certos casos, e para certo tipo de pessoa. Mas o humor mais refinado e profundo, como a crítica dos costumes, a invectiva contra políticos, o humor sardônico, a comédia da vida cotidiana, e sobretudo o humor de conteúdo metafísico de um Macedonio Fernandez ou seu homônimo em ‘s’ Millor Fernandes, sempre nos emociona pelo riso.

    Agora, essa mania de processar os outros por uma crítica qualquer, como o governador de Rondônia, por um humorista ter chamado o povo de lá de ‘feio’, me parece o fim da picada. Aliás, trata-se de um sintoma da deterioração institucional em que estamos vivendo. Um governador que se preocupa com isso, só pode ser uma pessoa que não merece o cargo que tem. E é essa gente que tem mais votos no contexto nacional.

    A patrulha contra o humorismo vem de muito longe. Até hoje eu não me convenço de que a liquidação do Casseta e Planeta da Globo tenha razões no IBOPE. Para o tipo de telenovelas e programas noturnos dessa emissora, está na cara que o motivo está em Brasília.

  4. Lucelia disse:

    Pessoas que acham graça e fazem humor em cima das desgraças alheia sem limites, são pessoas frustradas, que tendem ofender as pessoas para se auto punir, tendem ridicularizar os outros para não demonstrarem como realmente são e estão.

  5. daisy ribeiro disse:

    Muito bom o Alex Castro! Concordo em genero, numero e grau com ele.

  6. Téka Assunção disse:

    Interessante, o Sr.Rafael Bastos, fazer este tipo de comentário sobre Rondônia. Imagine se; se fizesse “o tal comentário” sobre São Paulo, que abraça tudo que é gente,dos quatro cantos do Brasil;bonita,feia,gorda,magra,preta,branca,
    ruiva. Cearenses,Baianos,Gaúchos,Curitibanos,
    Piauienses. Como seria ??.Procuramos conviver harmoniosamente com as diferenças; o que é o mais importante. E o que é feio para o Sr.Rafael, pode não ser para muitos. Ele deveria se preocupar em conquistar o público, com um Humor mais inteligente,e sem ofensas, e aprender com Jorge Louredo. Aproveito para Parabenizar Jorge Louredo, este sim, é um artista completo e sabe o que diz. Amo o Zé Bonitinho !!
    Abços,
    Téka Assunção

  7. VAN disse:

    Na realidade,foi o tempo que tínhamos humoristas,o humor era nato,nem começavam a piada e ja estava todo mundo rindo,um exemplo Ronald Golias mal pisava o palco,só era gargalhada.
    Hoje o humor foi estuprado por pessoas que não são humoristas,simplesmente,encontraram o caminho da mídia e do ouro.Assim,como Bastos e outros, são artistas que se divertem afrontando as pessoas,porque isso lhe traz retorno.É diferente do que se pode chamar de humorista,até porque o humor é espontâneo,a piada se torna engraçada pela forma que o humorista faz ou conta.Não há limites para o humor,o verdadeiro humorista ja traz consigo o bom-senso,está aí a experiência de Jorge Louredo.O que ja não se pode dizer o mesmo de pessoas que querem ser engraçadas,o bom-senso é subjugado pela ansiedade de chamar atenção,pela ansiedade de obter sucesso,e para esse tipo de “humor”não importa o riso,o importante é que ele está se divertindo.E por fim deu certo,se não fosse os disparates do seu “humor” ele não estaria vendo seu nome tão comentado.

  8. André Luiz de Jesus Silva disse:

    O humorista deve sim se pautar mais pelo público do que por si mesmo, afinal de contas somos nós os atraídos pelo espetáculo, e se eles querem viver disso… Isso naturalmente não significa que devam existir medidas legais que controlem as suas atuações. Este controle deve partir do próprio artista, na mescla entre auto-crítica, bom senso e sensibilidade às diferenças e culturas de um país de várias identidades, como o Brasil. O estupro, o racismo e a homofobia são situações de violência, que podem sim serem tratadas na via cômica, desde que respeitadas com o devido cuidado, que sinceramente, até o momento, não foi encontrado ou simplesmente não existe no ambiente tupiniquim, por isso o mesmo bom senso e a própria etiqueta prezam por evitá-los no humorismo. Infelizmente não parece ser este o caso de Bastos.

  9. Ana Frank disse:

    Essa situação do Rafinha falar o que quiser em seu show pode, mas também você é responsável pelo o que quer propagar já que é uma pessoa publica o que você fala é o seu cartão de visita retrata toda sua ética e cidadania. O estupro é crime hediondo artigo 213 do Código Penal com penas de 6 a 10 anos. O Hospital Pérola Byington, pioneiro do gênero no Brasil, atende por mês uma media de mais de 120 mulheres, entre ricas, pobres, brancas, negras, idosas e até crianças. Essas mulheres chegam machucadas, abaladas psicologicamente e após exames clínicos, são medicadas com a pílula do dia seguinte para evitar possível gravidez; e medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e o coquetel anti-Aids. Todas essas medicações devem ser administradas até no máximo 72 horas após a violência para fazer efeito. O tratamento do coquetel tem um efeito horrível nos 28 dias a mulher tem que tomar 14 comprimidos diários com efeitos de náuseas, vomito e problemas gastrointestinais. Após o estupro, a mulher sofre com a depressão, angústia, medo, ansiedade e vergonha. A mulher tem dificuldade em voltar a ter uma vida sexual, têm vários sintomas físicos, como dor de cabeça, sensibilidade na região genital, náuseas e fadiga.
    Como o Sr. Rafael Bastos tem a capacidade de fazer humor com a dor alheia ele é casado sua esposa esta grávida, é esse exemplo que ele quer deixar para seu filho? Os filhos se espelham nas condutas de seus pais. A violência contra a mulher é um desrespeito aos direitos humanos. Quando se viola esse direito toda a humanidade tem seus direitos violados.
    A violência contra as mulheres é talvez a mais vergonhosa
    violação dos direitos humanos. Não conhece fronteiras
    geográficas, culturais ou de riqueza. Enquanto se mantiver,
    não poderemos afirmar que fizemos verdadeiros progressos
    em direção à igualdade, ao desenvolvimento e à paz

    Kofi Annan, EX.- Secretário-Geral das Nações Unidas

  10. Silvia disse:

    A culpa é da mídia que leva a sério um infeliz feito esse!

  11. Lucilene Matias disse:

    Se as piadas são para o publico se divertir e relaxar, então, primeiro o publico, afinal é quem paga o salário dele, o humorista.

    Não acredito que deve haver limites, mas só se vc conhecer muito bem o publico (impossivel?)certamente quem vai a determinados shows deve no minimo conhecer um pouco do artista.

    Não, mas já ouvi alguns comentários de alguns humoristas que, ao ver podem sim ofender.

  12. Silvia disse:

    Não digo que é um infeliz!
    Acabei de saber que ele fez uma piada grotesca com os órfãos em pleno dia das mães!
    Mas ainda não sei quem é mais infeliz, ele os supostos fãs que o seguem nas redes sociais…

  13. frambell disse:

    O TALENTO É O LIMITE
    Já nem me lembro mais de quando assisti a um bom programa de humor na televisão. Na Internet então, é impraticável. Não que não tenhamos alguns bons humoristas da “velha guarda” ainda em ação. Porém, a televisão mudou o conceito inovar para: “tornar-se medíocre”. Ultimamente, eu tenho visto – por pouco tempo, é claro – tudo quanto é tipo de ensaios de humor disponibilizados pela televisão. Os melhores são os piores que eu já pude ver. Os piores são inclassificáveis. Os humoristas atuais, geralmente, jovens e novos na profissão, dão sinais de que nunca assistiram a um bom programa de humor. Nem mesmo a postura de artista do gênero possuem. Não há nada mais triste que humor sem graça, ainda por cima apelativo. Geralmente, desenvolvem temas inoportunos, mostrando falta de visão profissional e até de civilidade. Tudo é piorado por um texto pobre de inspiração, que ao longo do espetáculo – e como é longo – vai sendo “assassinado” por interpretações medíocres. Além de ser algo, eminentemente, doméstico. Coisas que só eles sabem do que se trata. Improvisar em humor até para os grandes humoristas é uma temeridade. Ou seja, produzem mal e vendem pior ainda.
    A primeira grande virtude de qualquer profissional, principalmente, para quem vive de representar é o equilíbrio.Sintonizar com o talento o que faz com amor. Todos os humoristas novos que estão atuando, tanto os recém promovidos a profissionais, quanto os que lutam por conta própria, não convencem. Falta-lhes talento até para escolher um estilo que lhes possa dar experiência no gênero. Atuar como “Standup” em inicio de carreira pode ser mais difícil. A juventude brasileira deste começo de século tem andado muito triste. A gente não vê alegria em seu semblante. Isso pode ser um sinal de que a vida está sem graça. Se a vida real anda sem graça, repetir as mesmas situações no humor não é nada engraçado. Sem talento, então… O humor debochado só é interessante quando feito com talento. Quando o candidato à humorista não tiver certo do seu talento recorra aos amigos, caso contrário pode se decepcionar. Além do risco de se “queimar”. Os meios de comunicação, principalmente, a televisão e o teatro devem procurar um jeito de fazer rir a nação. A produção de humor no Brasil já teve dias melhores. As novas fórmulas de humor não agradam. Às vezes, quando a televisão ousa reeditar um quadro mais antigo a diferença de qualidade salta aos olhos. Por quê, então, não ir para a política? Não existe maior fonte de inspiração para o humor do que a política. Nos anos de chumbo, em que a nação andava olhando para o chão, com razão, o grande momento de alegria do povo eram os programas de humor. O congresso nacional tem talento suficiente para prover os programas humorísticos do Brasil pelo resto da vida. Aliás, está no humor uma das formais mais efetivas de politização. O iniciante em humor deve levar em conta, que ridicularizar o sagrado no Brasil não é um bom negócio. Ridicularizar político, no entanto, é gargalhada garantida e apoio popular Todas as verdades políticas podem ser ditas com humor. Uma boa redação com aspataquadas políticas, um bom diretor e um ator talentoso são um show perfeito. Sem talento, porém, só Deus sabe. Façam antes que a televisão faça com o humor o que fez com a música brasileira.
    O melhor que o iniciante tem a fazer é pesquisar estilos de textos, temas e interpretações para estruturar seu espetáculo. Os grandes humoristas brasileiros se consagraram com o estilo clássico de humor. Não complicando, sendo simples e diretos. Evitando palavrões, sensualidade exacerbada. Discriminação de qualquer natureza em humor é insuportável. Humor é pureza, é o riso pelo riso sem apelações. Do contrário, não tem a menor graça. Principalmente, quando o ator desconfia que não está agradando, se perde no texto sem conseguir voltar. Sem limite não há talento que resista. Porém, a mistura de bom gosto e talento, é o limite máximo.
    Frambell Carvalho.

  14. Francisco Rocha disse:

    Estou com Alex Castro, não pode haver limite para o pensamento. Todo e qualquer cidadão deve ter o direito a expressar sua opinião livremente, qualquer que seja ela. Mas, exatamente por ser cidadão, responder – cívil e criminalmente, ser for o caso – por suas afirmações. Não acredito em patrulhamento, mas acredito na justiça, no direito de resposta, no processo que dói no bolso, na retratação pública, enfim, acredito que, na democracia, o direito está ligado à responsabilidade.

  15. Claudio Gambine disse:

    Esse tema resvala na tão decantada liberdade imprensa que da a midia o poder ilimitado da “verdade” fala o que quer, quando quer, de quem quizer, e manipula dispudoradamente a informação, muitas vezes pautada por má fé tripudia, humilha e desonra pessoas e instituições e quando percebe o erro não admite e se é obrgada a admitir não grita como faz com a calúnia, sussura bem baixinho. É preciso sim abrir o debate sobre o limite, parec que hoje em dia é feio pensar sobre qualquer tipo de “limite” assim a sociedade da criaça ao idoso se sente ilusoriamente protegido mas de fato estamos, todos é pordidos com esse “pode tudo” “liberou geral”. Não estou pregando aqui limites de censura ou impeditivos antecipados, mas a responsabilidade, o compromisso, a decência e a ética dessas pessoas que não sei bem porque tem um espaço na midia em geral e a variação é grande das abobrinhas, absurdos e despautérios que são recitados todos os dias na tv brasileira, no caso do Rafinha é um show e como ele diz os iguais a ele é que vão ouvir as merdas que ele diz, o que não diminui a sua responsabilidade.

  16. WELLER MARCOS DA SILVA disse:

    No bom tempo do cênico excelente, quando as pessoas andavam humoradas para a felicidade de todos, o perfil (padrão) cômico,era sim:Internacional! Comecemos por Cantinflas (Mário Moreno) – que tinha uma expressão de humor tão inteligente, provocando risos só com o modo engraçado de usar as calças vestidas abaixo do umbigo. E Carlitos, o gênio da comicidade! Esse,dispensa comentários! Mas, havia também o humor inteligente de Fernadel, Bob Hope, Peter Selles, Jerry Lewis, Tony Curtis e Dean Martin, Stanley Laurel & Oliver Hardy. No Brasil talentosos foram: Mazaroppi, Grande Otelo, Renata Fronzi, Oscarito, Paulo Gracindo,Sonia Mamede, Brandão Filho; e também: Chico Anisio, Jô Soares, Costinha, Ari Toledo, Zé Trindade, Ema D’ávila, entre tantos outros. O quadro do Primo Pobre e o Primo Rico (no Programa Balança mas não cai) é o exemplo do humor satírico sem ofensas pessoais. Humor é uma coisa, e gracejo é outra muito diferente! O “Chico City” – marcou época pela variedade de personagens vivídos por um só ator. O que existe hoje é o deboche, o recalque e o exibicionismo idiota – característico de um novo indivíduo presente na sociedade contemporânea e no decadente meio artístico da era da globalização. Não conheço a arte de Rafinha Bastos. Por isso não posso avaliar o seu trabalho. Faço esta crítica levando em conta a informação prestada no artigo acima. Nos tempos modernos, o jornalista (com raras exceções) é na verdade: Um piadista (precisa desse perfil para sobreviver no meio). Às vezes mais hilário que a própria interpretação, é um franco atirador – por simples questão de exibicionismo! Também tenho esse incrível hábito de falar o que penso!
    Adios Muchachos

  17. Soto disse:

    Em sua opinião o humorista deve se pautar pelo que ele considera engraçado, ou ele deve pensar em primeiro lugar no público?
    É uma questão complicada. Mas concordo sim, que humor tem limites na prática… Pq humor tem que ser engraçado como um todo, não pra uma minoria que ache engraçado nesse humor que OFENDE OS OUTROS. Mas também sou contra a quem acha que deve ser muito limitado, não podendo fazer uma sátira com negro ou com gordo, corno ou nordestino. Acho que temos que saber levar na esportiva, pois se não, realmente o humor se torna difícil.

    Você acha que deve haver limites para o humor?
    Como comentei, acho que sim. Mas é um limite que eu chamaria de bom senso.

    Você já se sentiu particularmente ofendido com alguma piada que ouviu?
    Sim. Não lembro como era, mas já… Ah, é normal, óbviamente só te encomoda na hora, vc não vai ficar refletindo aquilo, pois não faz sentido, in my opinion.

  18. fRANCISCO LEAL disse:

    Sem dúvida, em primeiro lugaR O Público.Ninguém paga ingresso em algum evento para ser ridicularizado por um humorista, que não mede suas emoções, inerente, às diferenças na platéia.Segundo, como todas as coisas, o humor precisa sim ter limites , principalmente, se este vai contra a moral, os valores, os direitos e a liberdade, seja lá de quem for. Qualquer humorista, que ultrapasse essa linha merece ser punido legalmente.Em terceiro lugar,eu sou pardo, com descendência de indio, negro e branco. No Brasil, quem nasce com essas características fenotípicas, sempre sofre preconceito e discriminação;no trabalho, na escola, no lazer etc.

  19. newton disse:

    Assiste quem quer e gosta do estilo dele. o resto é gente frustrada e hipócrita fazendo papel de politicamente correto.

    Todo mundo se escandaliza com piadinhas mas quando ve alguem caido na rua, passa para o outro lado.

    me poupem da hipocrisia.

  20. Luiz Franco disse:

    O melhor gênero humorístico é a Comédia cujo objetivo, para Aristóteles, era fazer as pessoas refletirem de maneira lúdica sobre seus defeitos. Já o humor, para Aurélio Buarque de Hollanda, é a capacidade de apreciar e expressar o que é cômico e divertido. Então, o humorista tem que ser engraçado, senão ele é, ou um idiota ou um farsante. Esse é o limite do trabalho humorístico

  21. V. Silva disse:

    Faço das palavras de Alex Castro as minhas.

  22. Peter Pablo Delfim disse:

    Quer dizer ….pelo simples fato de ser humorista não se torna necessário observar limites!? Bom! Muito bom e verdadeiro pois o humorista aparece com uma coroa de Cristo na cabeça e não apareceu por aqui nenhum “patrulheiro de Cristo de plantão”. Dois pesos e muitas medidas. Já pensaram se fosse outro? Humor é bom. Privacidade também. Direito dos outros também. Tem um monte de coisas feias sendo feitas em nome do humor. Se for verdade que acreditam que o apresentado, ofendendo e agredindo pessoas é humor, o humor está doente. Muito doente e é feito na medida para doentes mentais, imbecis e hipócritas que não tiveram educação nem pais para educa-los. Se alguem é alimentado com lixo fervendo todos os dias, vai gostar muito de lixo morno. Xorume morno.

  23. CARLOS ALBERTO PEREIRA DE SOUSA disse:

    Na minha opinião o humor, tem que ser sadio, e ele é sadio quando o público é respeitado,pois tudo tem limite, tem muitos humoristas que confundem humor com baixaria.

  24. tharcisio vieira disse:

    Respeitar ao meu ver sempre sera bom, quando termina meu direito, possivelmente iniciara o de outros, a ética proficional deve existir em todos os seguimentos de vida, e jamais devo eu fazer a outros o que eu não gostaria que a mim o façam. POREM SOU FAVORAVEL DESDEQUE SUPORTE A CONSEQUENCIAS DE UM ATO IMPENSADO, NEM TODO MUNDO ACITA TUDO PACIVAMENTE.

  25. WELLER MARCOS DA SILVA disse:

    Depois do comentário que fizemos abaixo, tardiamente, nos lembramos de outro grande ator do humor brasileiro: Juca Chaves. É, na verdade, uma figura que não pode ser esquecida. Ele brincava consigo: ” Nariz, ai meu nariz. Como falam mal desse nasal que é tão normal…” Brincou com o presidente JK: “Como pode o peixe vivo viver fora d’água fria…” Esse fazia humor com talento e criatividade!
    Adios Muchachos

  26. Dorival Silva disse:

    Weller, “Peixe vivo” é uma música do folclore mineiro, a preferida de JK. Nada a ver com Juca Chaves.

    Juca fez “Presidente bossa nova” mexendo com JK.

  27. jorge disse:

    Imagine um humorista num auditorio lotado, mandar trancar as portas e gritar: FOGO!!
    Depois que a multidão tiver se estrebuchado ele avisa que era uma piada.
    Humor, como tudo, deve seguir o bom senso. Humor escrachado é de baixa qualidade. O humorista medíocre acha que pode falar qualquer coisa, mas é medíocre e não merece nossa risada.
    Tambem não se deve legislar sobre o bom senso. Um lei regulamentando isso seria falta de bom senso.
    Jorge

  28. renato disse:

    O polìticamente correto sempre me cheirou a algo meio fascista.
    As pesoas tem todo direito de pensar e falar. Se infringirem alguma lei que sejam punidas, mas jamais seja vetado o direito de falar.
    Nos EEUU o proprietário de uma revista pornô foi até a suprema corte e obteve ganho de causa no direito de publicar o que quisesse

  29. ""gin@"" disse:

    Acho que está faltando ética com uma pitada de estratégia acompanhada de inteligencia nos programas de humor. Não me lembro quando foi que assistir, ouvir ou até mesmo pela internet vi uma boa piada ou um bom comentário com uma pitada de humor em nossos programas.
    Será que a concorrencia fizeram nossos comediantes perderem suas identidades??????????????????????????????

  30. Felipe disse:

    Concordo. Liberdade de expressão. Não sou cristão, mas essa foto de Bastos vestido de Jesus pode soar como um desrespeito. Porra, o cara é judeu. Para ele Jesus tanto faz, eu sou ateu, pra mim Jesus também tanto faz, mas não vou fazer piada sobre isso só porque sou ateu. Tudo bem, liberdade de expressão… agora, e se eu fizer uma piada sobre judeu? Garanto que a mídia “holocáustica” iria me incomodar. Criticar e ser criticado. Liberdade de expressão, respeitar as liberdades. Alguém peça então, para o seu Rafinha, ser mais compreensivo em relação a Jair Bolsonaro também!

  31. DAYANA disse:

    bem acho q ele é um baita besta ,por fazer isso pois sei que ele é judeu mais ele não pode fazer isso Liberdade de expressão, respeitar as liberdades das pessoas e isso que ele faz não certo .

  32. Tatiana disse:

    O CQC está se achando um programa que forma opinião. Então, vamos ficar nas críticas políticas e de preconceito. Já está de bom tamanho. Querer ser o dono da verdade em todos os aspectos, cai na antipatia! Religião e futebol não se zoa ou discute(minha vó repetia sempre)! Tenho certeza que seu me vestir de judeu ou nazista para fazer “piada”, o comediante & Cia não vão gostar nada!

  33. Nao mais! disse:

    A influência da cultura norte-americana é o estopim contra a regionalidade da cultura brasileira, e nossa sociedade sempre se submeteu a ordem externa tanto na política e cultura.
    As linhas de operação desse comando são muito tênuas e ao mesmo tempo difíceis de serem mensuradas. O imperio caminha sob ímpeto do desesperado anti-heroi americano, abraçando os seus novos adeptos oferecendo sempre seu contrabando.
    ================================
    Não vou me ater a um caso funesto de um aspirante a financiador do sonho americano Danilo Gentilli. Antes de copiar um modelo de como lidar com o humor, crie o seu modo de pensar antes de formatar um modelo externo. Esse modelo caminha para um flerte ao convite primitivo do Odiar o diferente rindo, tudo que não é de conduta civilizada perante os diferentes.
    A democracia defendida nas linhas do lucro mercantil idealista tras soluções imediatistas para preservação do sistema desenvolvimentista e gera novos o fenômeno da necessidade prazeril. Nesse contexto todos caminham para a sociedade do espetáculo. O espetáculo é você.
    Esse sistema não vai sobreviver tão cedo

    BIG BROTHER ESTÁ TE ASSISTINDO

  34. Maria Daiane Ribeiro disse:

    Oi acho que o humor tem que ter limites,concordo totalmente com o zé bonitinho,essas piadas com a igreja,com Jesus é uma falta de respeito,muitas pessoas vão para os shows de humor para esquecer seus problemas se divertirem,não para serem ofendidas,um humorista que faz piadas ofendendo pessoas não é humorista de verdade tem piadas leves que falam de português essa são saudavéis, mais ofenderem alguém aí é demais,com certeza não são verdadeiros humoristas obrigado.

  35. Ricardo Rocha disse:

    O humor tem que ter limites…
    Mas fazer piada de português pode.
    Quanta coerência…
    Falando nisso, isso me lembra uma boa de português.
    Amigo perguntando para o outro.
    -Vai viajar?
    -Vou, vou para a Inglaterra.
    -Vai direto?
    -Não
    -Como assim?
    -Primeiro vou para Portugal, depois é que vou para a Europa.

  36. karina disse:

    Esse “humorista” Rafael Bastos no mínimo é um cara que não leva jeito para o humor não sabe ser engraçado daí decide ofender todo mundo,isso é apelação.Tem que haver respeito principalmente com nosso país em que a maioria é cristão.Quem iludiu esse cara dizendo que ele é humorista???

  37. Mauro Alessandro disse:

    Eu penso que a Liberdade de expressão permite que ele fale de quem ele quiser, a hora que ele quiser, onde ele quiser. Se for o que ele pensa, é problema dele, é o ponto de vista dele, não quer dizer se ele está ou não certo, ele põe o ponto de vista dele. Acho exagero processá-lo por não concordar, isto prova que tomamos como verdade o que ele disse e acabamos por concordar… Então ofendidos, procuramos o judiciário para puní-lo. Cara ele faz, o próprio nome já fala, “piada”, se vcs tomarem como verdade, ou pessoal, não é piada, é uma coluna de jornal… Cresçam e encarem piada como piada…

  38. LOURIVAL MUNIZ REIS disse:

    Tem piadas e piadas, não podemos é tripudiar de questões que mexem com sentimentos de uma determinada população.

  39. Luana disse:

    Que Idiota o Rafael Bastos! Quando uma mulher da família dele ser estuprada quero assistir comendo pipoca e refrigerante ele dar um abraço no estuprador!

  40. KATIA disse:

    ACHO QUE PRA TUDO TEM QUE TER UM LIMITE. MUITAS VEZES OS HUMORISTAS SE ESQUECEM DA ÉTICA. TEM QUE SER LEMBRADO QUE O HUMOR NÃO É PARA O HUMORISTA E SIM PARA O PÚBLICO QUE MUITAS VEZES TEM SIDO DESRESPEITADOS.

  41. Vera Luiza disse:

    Limite, liberdade de expressao, humor….tudo deveria terminar em respeito e isso nao acontece.

    Humor sem limites ehh bem diferente de humor cruel.

    esse cara faz humor cruel

  42. João disse:

    A verdade é que está faltando talento pra fazer humor e na minha opinião os atores estão apelando pra qualquer forma, fazer uma pessoa rir parece que não, mas é uma coisa muito dificil, ainda mais nos dias de hoje. Não tenho nada contra o senhor Rafinha, mas acho que ele deveria tomar um banho a água do CHICO ANISIO do RENATO ARAGÃO do JÔ SOARES e muitos outros experientes que ainda existem por aí. É preciso que se respeite classes sociais, religioes, etnias e enfim depois ver se realmente se tem talento pra fazer humor. Esses três ditos acima levantavam platéias e mais platéias nos anos 70 e 80, naquele tempo a gente não via a hora de chegar as 7 horas da noite pra assistir os trapalhões e assistir durante a semana o VIVA O GORDO e o CHICOCITY. E hoje? Bem hoje qualquer um acha que é humorista, que pode sair por aí fazendo piada de qualquer tipo que tá fazendo sucesso, em tempos dificeis como hoje em dia o cara deveria pensar melhor no assunto que usar pra fazer alguém rir.

  43. Leandro disse:

    Primeiramente um ato de estrupo não deveria ser tema para humor,e falar que um Estado todo só tem gente feia isso é um preconceito não com o Estado e sim com as pessoas……Mais respeito Senhor Rafinha.

  44. Rafael disse:

    O assunto é polemico, e muitos gostam de se defender atras de discursos como:
    “E a liberdade de expressão..”, “voltaremos a ditadura?”…”todos temos direito de falar o que queremos”…dentre varias outras.
    Mas a o que acontesse é que hoje vivemos uma onda de falta de respeito e amor ao proximo, transvestido de humor e apoiado pela velha desculpa da liberdade de expressão.
    O grande problema não é fazer humor com certos acontecimentos ou pessoas, o problema esta nas brincadeiras feitas por determidados programas que são humilhantes e “imbecis”, mas que infeliosmente o brasileiro(não todos) gostam de ver, ou seja tem prazer em ver a humilhação alheia. Sendo assim a discussão não deve tanger apenas a discussão em torno do que seja humor, mas tambem deve abranger o fatos das pessoas terem tornado-se menos Humanas e mais perversas, ao ponto de encontrar prazer e diversão na humilhação, necessidade e sofrimento dos outros; esquecendo-se totalmente de sua verdadeira essencia e natureza.

  45. Pb Luiz disse:

    não sou muito fã de piadas,pois a maioria sempre esta casuando de outro ser.
    muitos criticam a relião do outro,para mim é uma grande falta de respeito
    falam que em tal estado só tem preguiçoso,que em outro boiola e outras criticas que aparenta encraçado para quem estar ouvindo,para quem é o personagem da piada não é legal e nunca será

  46. Juliana Nascimento disse:

    Somos todos livres para pensar, para escolher, somos livres para falar… ou seja, “SOMOS LIVRES PARA SERMOS QUEM SOMOS”. Liberdade conquista, com muita luta e sangue.
    Porem temos que saber que existem limites, que existe o bom senso para tudo. Vale destacar que toda ação tem uma reação e toda reação sua consequencia seja ela positiva e negativa, e temos que ter a maturidade de assumir tais consequencias.

  47. Marcela Costa Damasceno disse:

    Sinceramente creio que tudo que fazemos deve ser pautado pelo respeito ao próximo.
    Eu não gostaria de ver meu filho rindo de algo que deve ser tratado com respeito e seriedade como no caso do estúpro, da discriminação ou preconceito.
    Um humorista reconhecido nacionalmente deve lembrar que possui o poder de formar idéias e opniões e apartir deste ponto policiar as suas próprias opniões e idéias, afinal, pelo que vi a respeito de muitos comediantes do stand’up percebi que se preocupam com a população brasileira e o que tem sido feita dela, acho irônico agora saber que alguns passaram para o lado de lá e começaram a dar maus exemplos.

  48. Everson disse:

    Acho que ele está certo, se a pessoa riu e ele riu, então é humor.
    Nenhuma das piadas dele o povo ficou calado.
    O que séria do humor brasileiro sem uma pimenta por cima ?

  49. andralls disse:

    liberdade de expressão de verdade é só quando vc se manifesta nas ruas ou na internet sem receio de sofrer represálias, agora se a pessoa é conhecida na mídia aí a coisa é diferente porque qualquer coisa que se fale que cause polêmica é motivo pra entrar com processo na justiça… existe muita diferença entre a teoria e a prática no que se refere à liberdade de expressão…

  50. Amanda Souza disse:

    Concluí disso tudo que sempre haverá dois lado, pois aqueles que se ofendem facilmente à piadas relacionadas com trabalho, cotidiano, irão querer um limite para o humor. E aqueles outros que sabem rir de qualquer assunto desde bobagens do dia a dia, até assuntos pessoais da vida cotidiana irão saber aceitar esse humor.
    Tanto o “humor negro” como aquele que entra em assunto mais íntimos de nossas vidas fazem parte do mundo da comédia e só quem trabalha nessa área pode perceber uma clara diferença. Para nós, platéia, temos o direito de ficar chateados ou sentirmo-nos ofendidos, mas isso não significa que aquela piada tenha sido exatamente para este fim de atingir nossa conduta pessoal.
    Meu ponto de vista, é que não deveria haver limites para o humor, como uma comparação por exemplo, de filmes de comédia que muitas vezes ridicularizam pessoas gordas, muito magras, “CDFs”, que muitas vezes geram até suspeitas de bulling, mas todos conseguem lidar com isso de forma pacífica. Então, em shows ao vivo também não deveria existir essa distinção de limites. Pois, quem quiser assistir compre seu ingresso e vá sabendo que pode haver piadas que não serão do seu gosto, e quem tem um senso de humor mais fechado opte pelos filmes e programas censurados. Esta é a minha sincera opinião, todos tem sua liberdade de expressão, contudo, devem saber ver a liberdade do próximo.

  51. garciane disse:

    penso eu, que todos nós temos direito de expressar nossas opiniões mas sempre com limites, pois muitas vezes nem sempre o que a gente acha correto aos olhos dos outros também vai ser. um assunto muito utilizado em humor é o preconceito ,é engraçado? é sim, mais ao mesmo tempo se torna uma falta de respeito ao proximo, não temos o direito de interferir na vida de ninguém.somos adultos e responsáveis por nossos atos, acho que para tudo na vida deve ter limites sim, devemos cumprir com os nossos deveres e expressar nossas opiniões de forma adequada sem desrespeitar o proximo.

  52. EU disse:

    Acho que o verdadeiro comediante usa como premissa coisas do cotidiano ou da realidade social para fazer suas piadas, não que realmente se tenha intenção de ofender alguém ou a um gênero social, mas sim que isso possa funcionar como crítica social. Afinal de contas, ninguém faria esse tipo de piada se ninguém risse. O preconceito sempre esteve e está atrelado á sociedade, mas esta, usando o (falso) moralismo, faz com que se tenha a impressão de que isso não ocorra.
    VIVA Á LIBERDADE DE EXPRESSÃO

  53. Bruna Cardoso disse:

    Eu vim buscar na internet sobre o tema ´´O humor deve ter limites ou não?´´ para uma tarefa que o meu curso pediu. Abro esse site, começo a ler e quando mostram o que Rafael Bastos disse sobre o estupro eu tenho vontade de ter entrado em outro site. Como um humorista que está na mídia pode dizer um absurdo desse sobre o estupro? Como alguém pode dizer que um estuprador merece um abraço? Como ele pode generalizar e dizer que todas as mulheres estupradas são feias? Alguém aqui tem noção do quão grave e horrível foi esse comentário que ele fez? Isso é o que ele pensa, e um homem que pensa assim não deveria nem ser chamado de humano. Como seria para ele se um dia isso acontecesse com alguém que ele ama? Meu Deus, eu tenho 14 anos e sei que em um estupro, a culpa nunca é da vítima. Não importa se ela era bonita ou feia ou se estava com roupa curta. A CULPA NUNCA É DA VÍTIMA. Fico me perguntando onde esse mundo vai parar. O que vai ser da minha geração tendo essas pessoas como exemplo e influência na mídia.

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