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Ilhéus: a capital do cacau

Ilhéus é conhecida mundialmente por ambientar famosos romances, como Gabriela Cravo e Canela de Jorge Amado. Por Fernanda Costta

Ilhéus: a capital do cacau
Ilhéus é capital do turismo na Costa do Cacau (Fonte: Fernanda Costta)

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Capital do turismo na Costa do Cacau e considerada o terceiro maior aglomerado turístico da Bahia, Ilhéus é cheia de atrativos. Dentre eles, patrimônios religiosos, instituições culturais, bairros históricos e belas praias (Avenida, Ponta da Tulha, Sul, Norte, Batuba e Olivença). Foi fundada em 1534, emancipada em 1881 e é conhecida mundialmente por ambientar famosos romances, como “Gabriela Cravo e Canela” de Jorge Amado.

Casarões, palacetes e igrejas em estilo neoclássico emolduram o Centro Histórico de Ilhéus e remetem aos tempos áureos do ciclo do cacau, no início do século XX. Entre os exemplares estão a Casa de Cultura Jorge Amado, instalada na residência onde o escritor morou; e os templos de São Sebastião e São Jorge dos Ilhéus. O passeio completo inclui ainda o Bar Vesúvio, que ganhou fama internacional com o romance “Gabriela” e o cabaré “Bataclan”, hoje transformado em espaço cultural.

As fazendas de cacau da cidade e arredores oferecem visitas guiadas que apresentam todo o ciclo do fruto, desde sua plantação até os processos realizados após a colheita, fundamentais para a produção dos chocolates. Os tours costumam incluir degustações e as fazendas mais procuradas são Yrerê e Primavera. Esta última foi cenário da novela Renascer e oferece ainda trilhas para caminhadas ecológicas, passeios de charrete e cavalo e visita a um pequeno museu que reúne, além de relíquias centenárias, objetos utilizados pelos artistas da novela.

As praias do litoral sul, consideradas point dos surfistas que procuram ondas perfeitas, chamam a atenção pela beleza e pela infra-estrutura. As mais concorridas ficam no distrito de Olivença, como Back Door e Batuba.

Mais do que atrativos a oferecer, Ilhéus é o principal portão de entrada para destinos ainda mais procurados como Itacaré, Barra Grande, Canavieiras e Ilha de Comandatuba, estes sim, verdadeiros paraísos ecológicos. Assim, sugiro que não gastem mais que 2 dias em Ilhéus, utilizando este apenas para complemento ao principal destino da sua viagem. Pacotes de uma semana para lá? Nem pensar! Jorge Amado que me perdoe, mas sinceridade nestas horas é fundamental!…

* Fernanda Costta é graduada em Turismo e já visitou mais de 40 países. Há três anos escreve suas aventuras no blog.

Artigo publicado originalmente no blog Viaggio Mondo, parceiro do Opinião e Notícia.

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2 Opiniões

  1. Jose Tadeu barbalho disse:

    Já não é de hoje que a Bahia ostenta uma hegemonia na produção de cacau no Brasil. O Pará, grande produtor de Cacau na transamazônica, com milhoões de pés desse fruto, vende a maioria de sua produção para a Cargil, que lucra com os baixos preços do cacau que compra para levar à Bahia essa produção e misturar no cacau baiano para compor os açucares necessários à produção baiana, que em função da agressão continuada do solo baiano pelo uso de adubos químicos, perdeu grande parte de seus componentes essenciais exigidos por países que importam o produto. mas por que então o pará não exporta direto seus produtos? Primeiro, porque um certo ministro (baiano) na década de 60 classificou o Cacau do pará de terceira categoria, Intitulado “cacau da Amazônia”, visando beneficiar o cacau baiano e depreciar o cacau paraense. Acontece que hoje o cacau do Pará é superior ao baiano na sua composição química e ainda vigora a classificação errônea na cacex sobre o nosso cacau. Um insulto, além de uma mentira que se arrasta há 50 anos….

  2. Cinai Machado disse:

    Esse artigo, nos remete ao passado.
    História e a cultura do cacau.
    No nosso Brasil imenso e bonito.

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