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Japão se rende e termina a Segunda Guerra Mundial

Em 15 de agosto de 1945, o Japão aceita os termos dos países aliados, pondo um fim à Segunda Guerra Mundial

Japão se rende e termina a Segunda Guerra Mundial
O presidente Truman, sem consulta aos demais aliados, lança a primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima (Reprodução/Opera Mundi)

Em 15 de agosto de 1945, o imperador Hirohito do Japão anunciava solenemente a rendição incondicional de seu país na Segunda Guerra Mundial através de uma mensagem radiofônica ao povo japonês.

Após o encontro com líder da União Soviética, Joseph Stalin na Conferência de Potsdam, perto de Berlim, a fim de determinar os termos do pós-guerra com a derrota da Alemanha, os governos dos Estados Unidos, então presidido por Harry Truman, com a morte de Franklin Delano Roosevelt três meses antes, e da Grã Bretanha do primeiro ministro Winston Churchill e da China emitiram um ultimato ao governo japonês no final de julho de 1945.

Segundo esses governos a oferta era simples: rendição incondicional aos aliados da Segunda Guerra Mundial ou o risco de total aniquilação. Em sua cautelosa resposta, com palavras medidas, embora todos soubessem que a derrota do Japão era inevitável, o governo japonês recusou-se a capitular completamente. Em 6 de agosto, o presidente Truman, sem consulta aos demais aliados, posto que o assunto era segredo de Estado, o bombardeiro norte-americano B-29 Enola Gay lança a primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima. Três dias depois, outra bomba semelhante foi lançada sobre Nagasaki.

Ambos os ataques provocaram instantânea morte e mutilação em dezenas de milhares de pessoas e destruição total das cidades atingidas. A ameaça de ataques nucleares adicionais levou os dirigentes japoneses em 10 de agosto a aceitar os termos expostos na Declaração de Potsdam e apresentar sua capitulação incondicional.

Na tarde de 14 de agosto, emissoras radiofônicas japonesas anunciaram insistentemente que o imperador faria uma importante Proclamação Imperial sobre a condução da guerra. No dia seguinte, ao meio-dia, Hiroito dirigiu-se pessoalmente a radio oficial, responsabilizando a rendição aos inimigos em virtude da utilização de “uma nova e mais cruel bomba, cujo poder destrutivo é incalculável, levando à morte grande quantidade de vítimas inocentes.” O imperador não era somente um líder político no Japão, era também uma figura reverenciada como um semideus e muitos japoneses não aceitavam a ideia da derrota final até terem ouvido da própria voz imperial aquelas impensáveis palavras.

 

 

Fontes:
OperaMundi-Japão se rende e chega ao fim a Segunda Guerra Mundial

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