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Uma história da violência

Livro conta a história da capital do Iraque

Em 'Baghdad: City of Peace, City of Blood', Justin Marozzi conta que a história de Bagdá é um misto de barbárie e alta cultura

Livro conta a história da capital do Iraque
Justin Marozzi caracteriza Bagdá como uma cidade de paz, cidade de sangue (Reprodução/Internet)

Bagdá nasceu em 762 D.C. e logo foi seccionada pela fitna, a divisão entre muçulmanos sunitas e xiitas. Mansur, o califa sunita cujo novo império se alastrava da Índia até o Atlântico, navegou pelo Tigre para escolher um lugar para estabelecer o seu lar. Quando morreu, uma década depois, deixou para trás uma tumba repleta de homens, mulheres e crianças xiitas.

A épica história de Bagdá de Justin Marozzi, cujo subtítulo é “Cidade da Paz, Cidade do Sangue”, tanto reforça essa ideia como apresenta boas razões para que se enxergue além dela. Isso era o começo, afirma Marozzi, “de um padrão de derramamento de sangue que data de séculos”.E mesmo assim, por entre os massacres e saques, Bagdá também ganhou uma reputação como um dos lugares mais cultos jamais conhecidos.

Os seus narradores, cientistas, artistas e intelectuais, estavam localizados na encruzilhada da Eurásia, e deixaram marcas tão profundas como aquelas dos mais cruéis dos governantes. Marozzi é corajoso, assim como seus editores. Bagdá já foi invadida por escritores estrangeiros, assim como por soldados, na década passada, e agora o mundo está enfadado dela, embora o Iraque esteja mais uma vez cedendo ao caos.

Fontes:
The Economist-A history of violence

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