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Cultura grega

Livro conta a importância de Delfos na mitologia grega

Como o oráculo, que ocupava o centro do mundo grego, sobreviveu por 1.000 anos

Livro conta a importância de Delfos na mitologia grega
Delfos ocupa há muito a posição de um dos locais mais interessantes da Grécia antiga

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Localizado aos pés do monte Parnaso, e com uma reputação de ser o santuário de Apolo, Delfos ocupa há muito a posição de um dos locais mais interessantes da Grécia antiga. Ele é mais famoso por ter sido o lar do oráculo pítico, representado por sucessão de sacerdotisas cujos pronunciamentos eram tratados com grande respeito.

Mas o oráculo não era apenas um “serviço de previsão do futuro” que dava “uma resposta rápida a uma pergunta direta”, argumenta Michael Scott da Universidade de Warwick. Ele estava mais para um consultor de gestão que auxiliava indivíduos e comunidades a tomarem decisões.

O seu sucesso é ilustrado pelo fato de ter se desenvolvido por mais de 1.000 anos, do século VIII A.C. até depois da chegada do cristianismo e do colapso de Roma, estabelecendo a si mesmo como “o forno de fundição comum da Grécia, a origem de seu fogo, o centro de seu mundo”. Diferentes estados a controlaram em diferentes momentos, mas ele sobreviveu com grande habilidade aos conflitos – as invasões dos persas e dos gauleses, as guerras do Peloponeso, as suas próprias guerras sagradas, a ascensão da Macedônia e depois de Roma.

Embora o auge de Delfos tenha coincidido com o da Grécia antiga, ele sobreviveu muito bem após ter sido dominado pelo império romano. Os imperadores Augusto, Adriano e Juliano o homenagearam, e o local floresceu até a ascensão do Cristianismo, o colapso do império e as invasões bárbaras que levaram ao seu declínio. A sua reputação permaneceu, mas ele desapareceu fisicamente ao ser sobreposto pela vila de Castri, e não reapareceria até que uma escavação começasse ao fim do século XIX.

Scott fornece um relato muito bem pesquisado e completo de Delfos – sua origem e história, sua relevância, à época e agora. Mas, ao pretender se comunicar tanto com o leitor médio quando com o especialista, ele corre o risco de ser detalhado demais para um, e insuficientemente acadêmico para o outro.

Fontes:
The Economist-Fortune-told

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