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Operação tem justificativa legal, mas é um fracasso do ponto de vista social e humano
A história da vida do empresário Gerald Ronson é contada por ele mesmo em sua autobiografia “Leading From the Front: My Story”.
Autobiografias de milionários costumam ser criticadas por serem mal feitas e por tirarem proveito das fantasias dos leitores, explicando maneiras de se tornar rico. Essa crítica não se aplica a Gerald Ronson, que está há mais de meio século no topo dos negócios britânicos. Ronson, que parou de estudar aos 14 anos, acredita que seu instinto para negócios pode estar nos genes. Ele afirma que seu talento empreendedor foi obtido graças a seu avô judeu da Europa do Leste. O empresário era jovem quando despertou a atenção ao administrar os negócios da família.
Ronson é agradavelmente sincero sobre sua sorte e diz que não se importaria de ser lembrado como alguém que é muito grato por tudo que conseguiu. Aos vinte e poucos anos, sua fortuna aumentou depois que ele inventou o moderno posto de gasolina de auto-serviço, inspirado nos supermercados norte-americanos.
Sua invenção se espalhou por toda a Grã-Bretanha e o negócio logo se tornou uma das maiores empresas de capital fechado do país. Ronson explica que o que contribui para o sucesso ou para o fracasso é um negócio a longo prazo. O colapso e a salvação de seu próprio império durante a crise das empresas de poupança norte-americana na década de 1990 é uma lição sobre o perigo do excesso de dívidas, dos mercados desconhecidos e de banqueiros traidores.