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Resenha

Guia politicamente incorreto da História do Brasil

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Este interessante livro, do jornalista Leandro Narloch, se propõe desmistificar famosas figuras de nossa história. Alguns exemplos:

Zumbi era escravocrata

Zumbi vinha de uma linhagem de reis africanos e reinava no seu quilombo de acordo com a tradição africana, escravizando quem estava disponível. Se um escravo fugido vinha pedir refúgio, ele era recebido como cidadão da comunidade. Mas quando Zumbi saía com seus soldados para saquear povoados da região, os negros capturados viravam escravos.

Alguns de nossos grandes escritores tiveram atitudes altamente reprováveis

O jovem Machado de Assis, antes de fazer sucesso como romancista, era crítico de literatura e teatro nos jornais. O governo de D. Pedro II o contratou para chefiar a censura às peças de teatro. Sua missão era não deixar passar conteúdos considerados obscenos ou imorais, ou críticas à Família Imperial. Mas Machado quis ir mais além e queria censurar textos que ele não considerasse de boa qualidade — queria ser um árbitro da qualidade teatral. Felizmente para os autores da época, o governo não concordou.

José de Alencar pronunciou-se repetidas vezes contra o fim da escravidão, chegando a escrever cartas ao Imperador sobre isso.

O jovem Jorge Amado escreveu textos elogiando Stalin, o que não surpreende, dado que ele era comunista, mas também elogiando Hitler! Também deixou textos elogiando Antonio Carlos Magalhães.

Graciliano Ramos disse que o futebol era um modismo que nunca teria sucesso no Brasil.

Gilberto Freire admirava a Ku Klux Klan. A sua dissertação de mestrado nos EUA em 1922 contém elogios à confraria racista. Ao republicá-la em 1964 ele expurgou esses trechos.

E tem mais…

A origem da feijoada é europeia.

O Brasil não praticou genocídio na Guerra do Paraguai

Solano Lopez era um ditador cruel que obrigou crianças a servirem no exército. Sua mulher, a ex-prostituta irlandesa Elisa Lynch, propôs matar meninas de sangue índio e substituí-las por outras trazidas da Europa, para “branquear” a população.

Aleijadinho é quase um personagem de ficção

A pessoa existiu, mas não existem indicações de que tenha realmente feito tudo o que se atribui a ele. E os entendidos em arte estrangeiros consideram sua obra essencialmente medíocre.

Santos Dumont não inventou o avião

O famoso voo de Santos Dumont é de 1906. Nós sabemos que os irmãos Wright, norte-americanos, voaram em 1903, mas o avião deles decolou impulsionado por uma espécie de catapulta, não pelo seu próprio motor. O que não sabemos é que em 1904 e 1905 os norte-americanos continuaram voando, chegando a voos de dezenas de quilômetros, enquanto o famoso voo do 14 Bis foi de 220 metros.

Em tempo: ele também não inventou o relógio de pulso.

E por aí vai, alguns famosos heróis políticos também perdem sua aura, a “luta armada” de Dilma, Genoíno e outros tem algumas verdades reveladas, nada resiste ao iconoclasta Narloch.

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Este redator não tem condições de tentar checar a veracidade de tantas afirmações surpreendentes, mas o autor, ao final de cada capítulo, cita extensamente suas fontes, de modo que a checagem, para quem tiver tempo,deve ser possível.

Um comentário à parte para o brilhante projeto gráfico, capa e ilustrações.  Um trabalho belo e criativo.

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Sua Opinião

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  1. Herbert willian disse:

    Gostei do livro porque independente de qualquer ideologia, ele me induz a raciocinar de forma mais lógica em relação ao contexto histórico dos fatos. Vi comentários que se opõem cegamente ao relato de que os índios destruiam a natureza. Me pergunto: por que estas pessoas não tentam raciocinar sem conceitos e preconceitos ensinados nos livros e escolas? Por que as pessoas não tentar raciocinar com o próprio cérebro?
    Não sei se realmente os índios acabariam com a natureza, mas raciocinar me leva a conclusão de que existiam várias tribos diferentes e com costumes diferentes e não haveria razão para preservar a natureza sendo esta aparentemente infinita para povos que não dispunham de Internet nem Atlas…

  2. Matheus Tramontini disse:

    Muitas pessoas dizem que o livro não conta a história completa, que é uma pesquisa rasa, mas o próprio autor diz que o livro é um conjunto de obras e pesquisas feitas ”para irritar os outros” e que o livro conta ”SÓ os erros das vítimas e dos heróis da vontade, só virtudes dos considerados vilões”. Ao meu ver é interessante, por exemplo: todo mundo sabe que Machado de Assis era um GRANDE escritor, mas poucos sabia que era sensor do império…
    Eu gostei bastante do livro, mas como em qualquer outro lugar a história nunca é 100% precisa..

  3. Alexandre Söldann disse:

    O livro é bom. Não é um livro de História, a como estamos acostumados a ver, nem tampouco se parece àqueles de faculdade. O livro é, em resumo, um tapa-na-cara da esquerda, que hoje domina os cursos de História, Sociologia e Filosofia (ou seja, os responsáveis pela “educação” da sociedade). Muitos dos comentários que se verão aqui é de gente dessa laia, que insiste que a História só se pode contar de acordo com a visão deles. Ao inferno!

    Leiam o livro. É ótimo para repensar a História e contestar os dogmas atuais da sociedade.

    Há muitos que desaprovam o livro somente porque ele, supostamente, apresenta uma visão de “extrema-direita” da História. Mentira.

    A primeira pergunta que surge é: quem disse que a História tem de ser escrita por gente de orientação marxista? Ora, é por tais paladinos que se cristalizou o maldito politicamente correto, que deve ser destruído, para que não mais inocule seu veneno cancerígeno em nossos jovens.

    Defendo a obra Guia do Politicamente Correto. Nela, citam-se muitos autores, em alusão ao que eles escreveram, que são usados como argumentos.

    O curioso é que aqueles que criticam a obra dirigem suas críticas ao autor do livro, porém, não tecem nenhum comentário ao que é, em si, apresentado no livro. Isso é falácia pura, argumento “ad hominem”, produto de mentes doentes ou covardes. Há, contudo, alguns que se referem às fontes do livros, desprezando-as. Todavia, ficam só na crítica… ou melhor, na fofoca, já que só sabem repetir os chavões insípidos ensinados por algum professor maconheiro.

    Decerto o autor dedica-se , durante todo o livro, a desmistificar a imagem de coitado e herói de alguns semi-deuses ou até mesmos deuses da esquerda brasileira (fato que a enfurece, certamente), bem como desmitifica a imagem de demônio do homem branco (o que deixa a esquerda estérica, sem dúvida). Feito isso, soa-nos que o autor é contra os “heróis brasileiros ou latinos”, mas, em verdade, o que ele nos dá é uma outra versão dos fatos, a qual foi escondida, forjada por historiadores desgraçados para dar lugar à sua visão miserável da vida. Quer dizer, que não existem semi-deuses ou deuses dentre nós, mas sim homens imperfeitos.

    O único mal do livro é que o autor, na minha opinião, não deveria ter ido além do apresentar o outro lado da história (que fora censurado), ou seja, não era tão necessário ter introduzido tanto suas queixas, uma vez que, como agora podemos ver, dá oportunidades à escumalha de o criticar e lhe querer questionar o caráter.

    É altamente recomendável que se leia a introdução do livro, para que não se pensa que há ali uma Bíblia da História, como o faz a visão de esquerda atualmente. Trata-se, como já disse, de uma versão da História que foi propositadamente escondida de nós.

  4. Maurício Montenegro disse:

    O livro acerta em muitos fatos, por sinal, já conhecidos de quem conhece um pouco da história do Brasil. O problema são as conclusões simplórias colhidas pelo autor. Antes de mais nada a obra é essencialmente contraditória, na medida que se propõe avessa a ideologias, ao mesmo tempo em que prega conceitos ideológicos fascista, racista e imperialista. De cara o livro nos deixa a clara impressão de que o grande culpado pela dizimação da população indígena nas Américas foi o próprio índio, além de que o responsável pela escravidão no Brasil seriam os negros. Isso é ridículo e falacioso. E o que dizer da tese ali exposta de que, se os europeus não tivessem descoberto estas terras, os próprios índios se dizimariam. É demais. Afora tudo isso, vem à tona a velha e abominável concepção preconceituosa anti-nortista, de que os estados brasileiros deficitários deveriam ser entregues ou vendidos ao estrangeiro, e cita como exemplo o Acre, Rondônia, Roraima e Alagoas. Por essas e outras, ainda assim, recomenda-se a leitura do livro, para termos a grata noção de como uma boa idéia, na cabeça de um troglodita, pode resultar uma pérola de chatice, rabugice e mau gosto.

  5. Henri Lalli disse:

    Lixo, ficção, sensacionalismo, esse livro é mal escrito, mal informado, fruto de pesquisas medíocres, descontextualizadas. O capítulo sobre Santos Dumont é ridículo de tão ruim. Não dá nem pra comentar – tudo errado. Como pode questionar fatos extensamente documentados, milhares de vezes, por jornais, fotos, filmagens, testemunhas, cartas etc, com observações subjetivas de outros autores que nem citam fonte ou provas? A obra é claramente uma ideia oportunista para faturar em cima de gente que deseja estar com um comentário na ponta da língua para ser “do contra”. Tem gente que busca qualquer jeito de ganhar dinheiro – adeus ética. E para todo esperto há um otário. O título do livro deveria ser “Guia Oportunistamente Incorreto da História do Brasil”. Li um terço e devolvi – ainda bem que era emprestado. Perdi meu tempo. Não perca o seu.

  6. Filipe Barata disse:

    O livro é ótimo e, ao contrário de um cidadão ali, eu não vi erro algum de português (pelo menos nenhum erro grosseiro, no máximo um ou outro “erro” de digitação que não passou no crivo da revisão de texto).

    Além do mais, o livro inteiro é embasado em uma extensa bibliografia. Não acho que ele mostra os fatos “crus” para o leitor, mas um contraponto a tudo o que vemos na escola. Talvez seja tão tendencioso quanto “o outro lado” da história, de maneira a equilibrar um pouco as coisas.

  7. Ismael disse:

    Gostei do livro, mas alguns assuntos foram deixados de lado e esquecidos, como a “Batalha dos Guararapes”, sequer mencionada, e o sul, cadê? Desde quando o Paraná é irrelevante??? E o povo gaúcho? cadê? Parece que o Brasil, para o autor, começa na Amazônia e termina em São Paulo. Além do mais, nenhuma passagem sobre a Guerra do Contestado. Lastimável o esquecimento do Sul.

  8. Márcio Calanzani disse:

    Excelente o livro. Mostra o verdadeira História do Brasil, como ela deve ser contada, sem o viés político, sem a guinada forçada da ESQUERDA mentirosa que insiste em deformar a cabeça de nossos filhos. O autor foi brilhante em suas fontes de pesquisa e muito corajoso em publicar a sua obra nesses tempos tenebrosos, onde livros de matemática ensinam contas erradas, e o MEC autoriza as pessoas a falarem errado nas escolas. Parabéns, Leandro Narloch, não é à toa que seu livro é um best seller.

  9. Fabricio disse:

    Engraçado é o comentário repetitivo de quem não gostou “li alguns trechos e parei”, ou chamam de lixo, provavelmente essas pessoas sequer conheçam a história de nosso pais como é contada nas escolas, pois provavelmente quando diante de um livro didático comentaram “li alguns trechos e parei” ou lixo.
    Não vejo como sensacionalista, o livro não se diz dono da verdade, ele apenas mostra que nossos “heróis” também eram humanos e passiveis de uma conduta nem tão elogiavel, em diversos trechos ele deixa claro isso,existem fatos e suposições.

    Ps.: Leiam primeiro, a zona de conforto que nosso cérebro busca, nos causa preguiça e pode ser bem perigosa.

    Ótimo livro.

  10. Ana Paula disse:

    Meu Deus de repente baixou nas pessoas o Patriotismo imenso, da onde surgiu esse amor ao Brasil?
    Calma pessoal,antes de julgar vamos lê e conhecer o assunto.
    E o Livro pra informação de muitos e rico em biografias, posso garantir que ele não inventou da cabeça dele, em nenhum momento ele deixou de fazer citações das obras em que usou.

    E Pelo amor de Deus, vamos parar de achar que nos brasileiros somos indefesos e bonzinhos.Tem muito brasileiro ruim.
    Esse amor pelo Brasil? Vê se os nossos Governantes tem tanto amor assim por nos brasileiros e pelo o Brasil. Se tivessem não deixariam tantos passando fome em condições precárias e muito menos roubariam milhões dos cofres públicos e colocariam em seus bolsos.
    Antes de julgar um livro pela Capa, lê ele primeiro.

  11. ananias disse:

    Li trechos do livro. Uma coisa é certa: o português usado no livro é péssimo e cheio de erros. Não entendo como pôde ser publicado, não passaria no crivo do meu professor do 2 grau.

    Quanto aos fatos históricos, precisariam ser verificados. Se a escrita está mal-cuidada, os fatos históricos talvez também estejam.

    O livro gosta de polêmica. Fala de Machado de Assis como censurador, mas nada diz sobre sua grandeza como escritor. Achar defeitos na vida de uma pessoa é fácil, fazer um tratamento balanceado é que é difícil.

  12. Mattias Hass disse:

    Li o livro e adorei! Um murro na cara dos ufanistas…

  13. Lucas disse:

    Dei uma folheada nele hoje e, sinceramente, achei fraco. No capítulo do Santos Dumont (que eu li), ele já começa afirmando que o aviador é gay, numa tentativa de, numa sociedade machista como a nossa, desmoralizá-lo. A argumentação que ele usa é fraca, baseada em sites de orgãos estadunidenses que claramente defendem os irmãos Wright e ele diz que o Santos Dumont não inventou o relógio de pulso como se tivesse descobrindo a América. Até as biografias a favor de Santos Dumont dizem que ele realmente não inventou o relógio de pulso, apenas popularizou o uso entre os homens.

    Aposto que, se houver uma continuação desse livro, o autor dirá que o Senna também era gay, que o Schumacher foi um piloto infinitamente melhor e que a batida que causou a morte do piloto foi um suicídio.

  14. Diego disse:

    O pior livro que li em 2010.
    O autor não comprova nenhuma de suas afirmações. Tudo o que diz é baseado em livretos sem valor ou trabalhos monográficos e teses de má qualidade.
    Parece defender os ingleses e norte-americanos com uma sede anti-brasileira. O capítulo sobre Santos Dumont é totalmente desprovido de fundamento. A única parte do livro que se aproveita alguma coisa é a dos “Comunistas”, e mesmo lá há afirmações oriundas exclusivamente da opinião do autor.
    Não foi à toa que duas editoras recusaram a publicação desse livro.

  15. Silvio disse:

    Obra de ficção, somente.

  16. Eduardo disse:

    Comecei a desconfiar da veracidade dos fatos históricos delineados pelo autor quando passei a verificar o índice de notas. Parece-me que a pesquisa realizada foi insuficiente para se poder contra-argumentar certos dogmas históricos, nem por isso inverídicos, cravados em nosso consciente. Exemplo quando conta-se sobre Alejadinho, sendo que das 24 notas 16 são de um único autor: Guimar de Grammont. Lembra-me, inclusive, de monografias estudantis pouco desenvolvidas!!!
    Outrossim, alegar que o Estado do Paraná e irrelevante para a Federação Brasileira, é não ter o mínimo de conhecimento econômico e político deste país.
    Realmente se queria irritar, conseguiu o jornalista, embora alterar significadamente qualquer fato histórico não foi de qualquer êxito.

  17. Ricardo Henrique disse:

    Pessoal, cuidado com essas opiniões bem elaboradas escritas abaixo, certamente as pessoas que as escreveram leram o livro. Provavelmente leram resenhas e a fúria de um falso moralismo falou mais alto. Por exemplo:
    - Quando que o escritor Leandro Narloch escreve que apenas os mecânicos testemunharam o primeiro vôo dos irmãos Wright? Comprovem lendo o livro e verão que essa afirmação é falsa.

    O livro utiliza uma lógica (matemática eu diria) ao expôr os fatos, além de uma rica bibliografia. Claro que muitos brasileiros iriam e irão se ofender. Quem quer deixar de acreditar que a maravilhosa feijoada e samba dos domingos originaram de pratos europeus e da musicalidade de jazz com machiche.

    Vamos esquecer os antiquados livro onde existe o mal e o bem; a vítima e o carrasco; o potente hemisfério norte e o indefeso e desprotegido hemisferio sul.

    Ninguém precisa ser um santo para virar um herói (tirando o superman). Só porque Machado de Assis era sensor do império o livro Dom Casmurro vai perder sua grandiosidade. Se por um lado Santos Drummont não inventou o avião (e nem o relógio de pulso obiviamente) por outro era o melhor com balões e inventou o dirigível.

    Vamos esquecer esse falso moralismo brasileiro e estrangeiro. É muito obvio falar que americanos querem rebaixar o Brasil, tão obvio quanto falar que brasileiros querem enaltece-lo. Usemos o bom senso, leiam o livro sem preconceitos ou com a guarda levantada, e depois pesquisem sobre os temas, reflitam.

    Quem sabe até bricar de telefone sem fio ajude a entender um pouquinho melhor sobre como histórias são contadas.

  18. Edison Michael disse:

    Heheh
    Uau, alguém mais percebeu que a maioria das críticas ao livro começa com “não li o livro, mas…” ou “só li um pedaço, mas…”. ^____^
    Honestamente, alguns detalhes do livro talvez estejam incorretos? Sim.
    Mas é muito fácil gritar e espernear sobre o trabalho de alguém. Será que é tão fácil comprovar os erros?
    O estudo da História possui uma fraqueza fundamental. Os autores, em suas pesquisas, referemciam-se não em fatos, testemunhos, documentos, ou o que seja. Em nosso mundo de teses, apenas repete-se o nome de outro autor, não se levanta as tais “provas” que ele providenciaria.
    Agora, me sinto vingado. Depois de crescer ouvindo isso, posso repetir: “prove que é verdade, mas não com citações, com PROVAS.”
    A Guerra do Paraguai foi um massacre covarde? Pare de citar autores, mostre dados do governo paraguaio, autenticados, levantamentos estatísticos do mesmo governo. Narloch não cria esses dados, ele cita dados financeiros do governo que dizem que nunca houve a tal “super-economia” paraguaia. Se ele mentiu, nada será mais fácil que provar, ué!
    Alguém já viu uma prova REAL do super-Paraguai, da conspiração da Inglaterra para destruir a economia sul-americana, covas coletivas dos “milhões de índios exterminados” ou atas de revolucionários clamando por democracia?
    Não? Nem eu. Mas Narloch cita específicas sobre índios migrando para cidades em vez de morrerem todos, dados financeiros de um Paraguai pobre antes da guerra e de uma Inbglaterra que mandou dúzias de diplomatas para evitar a perda de dinheiro investido no mesmo Paraguai e atas citando “a criação de uma ditadura trabalhista”.
    Talvez Aleijadinho tenha existido? Sim
    Talvez Zumbi fosse libertário? Sim
    Mas o que o livro nos mostra é que aceitamos essas teorias sem provas, simplesmente porque “o professor disse isso”. Ele mostra que algumas coisas não podem ser provadas e entram, assim, no rol da política mais do que da história.
    P.S.: Adorei a história da Carmen Miranda, que não levou desaforo para casa. Alguém mais bateu palmas para ela? ^_______^

  19. Alfredo disse:

    O único capítulo que li do livro foi uma enorme decepção. Ao repetir as bobagens que os americanos insistem em querer transformar em verdade sobre o genial Santos Dumont, o autor perde completamente a credibilidade. É triste ver um jornalista colocando suposições como fatos incontestáveis. As testemunhas dos alegados vôos dos Wright não são nominadas (nunca o foram). Nenhum jornalista presenciou um único vôo. As fotos só apareceram vários anos depois. E aceitar como prova da “façanha” os diários e os telegramas que eles enviaram ao pai é absurdamente ridículo. Também não é verdade que a França aceita os Wright como inventores do avião. De Santos Dumont existem fotos e filmes, dos Wright não. Além disso, o autor cita o dia 12 de novembro como o dia do primeiro vôo do 14 Bis. Não é verdade. Qualquer estudante minimamente informado sabe que naquele dia aconteceu o segundo vôo do 14 Bis, que decolou e voou – e não saltitou – pela primeira vez em 23 de outubro. O texto parece um resumo de um livro de um americano que, há alguns anos, escreveu as mesmas bobagens. Lamentável que sejam publicadas tantas inverdades sobre um assunto tão sério. Lamentável, também, que muitos aceitam e acreditam. Verdade seja dita: ele acertou quando escreveu que a esquerda que lutou comntra o regime militar não queria liberdade, queria implantar outra ditadura – ainda pior.

  20. fafa disse:

    Leandro Narloch, vale lembrar, como ele próprio disse na entrevista, não estava procurando “a verdade”, e sim “irritar o maior número de pessoas possível”. Tendo isso em vista, gostaria de saber qual é o poder que ele tem para estar certo ao contestar as conquistas de Santos Dumont e falar em nome da “verdade”, mascarando, manipulando a verdade. Só pelo fato de ele ter guiado o livro dele com a intenção de “irritar” os outros o torna algum Guru da verdade? Porque deveríamos desacreditar em todos os livros e autores e simplesmente acreditar cegamente em Leandro?
    Sobre Santos Dumont, Leandro apenas consultou Paull Hoffman, americano que não conhecia Santos Dumont até o ano 2000 e que escreveu um livro, obviamente em favor dos irmãos Wright e tentando rebaixar e diminuir os brasileiros. Se santos Dumont não é conhecido muito ao redor do mundo se deve a esse tipo de atitude dos estados Unidos, pois Santos Dumont era reconhecido sim, em todo o mundo, porém a propaganda americana, por décadas, tentou dissimular a realidade. Os argumentos de Leandro são muito frágeis, assim como quando diz que “Apenas olhando a foto podemos saber quem é o verdadeiro pai da avião”. Nunca li uma conclusão mais idiota, baseada na linha de raciocínio mais ridícula. Pois vou agora contar a verdade, com V maísculo: Leandro Narloch escreveu um livro com a intenção de irritar os brasileiros e consequentemente ganhar dinheiro com isso. Ele sabia que se simplesmente escrevesse um belo livro enaltecendo os nossos heróis, não venderia muita coisa. Ele quis ser diferente, porém esta fazendo um grande deserviço a história e a auto-estima brasileira, e pior de tudo é que com motivações interesseiras e manipuladoras.
    Vá ler um livro de Fernando Jorge sobre a vida de Santos Dumont ou qualquer um do Henrique Lins de Barros, biógrafos que pesquisaram a vida de Santos Dumont a vida inteira e não um jornalistazinho metido a dono da verdade que tentou ganhar uma bela grana em cima da manipulação e calúnia.
    Por fim, as “testemunhas” dos Wright eram os mecanicos que trabalhavam para eles, ou seja, pior fonte não há. A Patente que os Wright pediram em 1903 era a de um planador, e não a de um avião. A foto que apareceu do suposto voo deles saiu anos depois dos feitos de Santos Dumont, e como naquela época a foto não saia com a data, poderia ter sido tirada em qualquer época. Por fim, o avião de Santos Dumont voou sim, não saltou como ele tentou dissimular em seu livro. Se o avião dos Wright ficou anos depois mais tempo no ar, eles tem mérito em algum recorde, mas não na primazia do Voo. Por fim, acho uma pena presenciar uma forma tão baixa para se ganhar dinheiro e perceber o povo brasileiro se iludindo com esse autor. Sobre Santos Dumont, pesquisem as biografias que eu disse, assim como a de Jorge Dumont Villares “Quem deu asas ao homem” e vocês verão a grande mentira que Leandro esta falando, que certamente ele invetou assim como ele confessou que era a sua intenção na entrevista.
    Leandro Narloch é um falso, cuidado.

  21. Evandro Correia disse:

    Maria Rosane, entre no site da livraria Cultura de SP e compre, chega pelo correio sem falha, é muito eficiente.

  22. maria Rosane disse:

    Gostaria imensamente de obter esse livro, mas aqui em minha cidade, livro é caríssimo e este então depois da ida do autor ao programa do Jô Soares, ficou impossivel compra-lo, eu tenho lido pedaçinhos no google, mas mesmo assim fico feliz por ter net em casa, o que me possibilita saber e ler o que esta acontecendo, com nossos autores nacionais, um abraço Ro

  23. gabriela disse:

    Muito bom o livro,da um basta naquela coisa chata da historia que aprendemos nas escolas que os colonizadores eram os maus e os indios os bonzinhos que sofreram com a influencia dos homens brancos….

  24. Givanildo Colares disse:

    Da forma como estão postados os trechos da obra do jornalista parece que há um tom rancoroso na exposição dos fatos históricos. É como se o povo brasileiro se apoiasse em farsas históricas e sustentasse reminiscências de coisas que não viveu. Creio que a história não deva ser narrada com romantismo, muito menos com ranço anti-nacionalista.

  25. Guilherme Gomes de Souza disse:

    Com pesquisa ou sem pesquisa silogística, o autor comprova que nossa História é uma farsa. O próprio livro é uma piada, assim como nossa missigenação. Afinal quem somos????

  26. Jorge Alberto Rodrigues disse:

    O autor faz algumas afirmações que são consabidas: “Zumbi era escravocrata”, “a esquerda brasileira que lutou contra o regime militar não era adepta da liberdade pois desejava trocar uma ditadura de direita por outra de esquerda”, “Elsa Cupelo Coloni foi morta com o consentimento de Luis Carlos Prestes” e “Gilberto Freire, em uma fase de sua vida, teceu admiração pela KKK”, são algumas delas.
    Muitas vezes o ensino oficial tenta moldar a história de acordo com as suas concepções ideológicas, simpatias e aversões a determinados personagens.

  27. Daniel Sombra disse:

    Precisa-se investigar o embasamento desse jornalista! É muito fácil falar o que se pensa e travestir de ciência, no caso, história!

  28. joel Lima Cezar disse:

    Olha temos que fazer uma investigação minuciosa sobre qualquer revisão histórica sobre o Brasil.

  29. Daniel disse:

    A tirar pela passagem da Elisa Lynch e da Guerra do Paraguai, esse livro é puro lixo. (A tese da Elisa prostituta/sanguinária foi desfeita nessa obra: http://www.amalgama.blog.br/10/2009/elisa-lynch-resgatada/)

    E não vamos esquecer que a moda hoje é do politicamente incorreto, não do correto. Todo mundo quer ser, é fácil, não dá trabalho, é só pegar um jornalão e papagaiar os colunistas. Agora, pesquisa histórica séria, isso dá trabalho.

  30. Paulo Horta disse:

    “A história se repete mas a força deixa a história mal contada”

  31. P.F. disse:

    Complementação:

    O jornalista LEANDRO NARLOCH é editor da revista “Superinteressante”!
    http://super.abril.com.br/institucional/expediente.shtml

    Com base nisso, ele deve ter algumas afirmações de pesquisas, pretendo comprar o livro e nós poderíamos discutir aqui nesta página.

  32. José Antonio Alves disse:

    Parabens Weller Marcos pelo seu comentario!!!
    Sobre este livro, parece-nos que realmente é coisa encomendada para a distorção da historia de nosso País, (imitação do Hugo Chaves Frias, da Venezuela) principalmnete no que se trata da Dilma, tentando enaltecer as ações guerrilheiras que ela cometeu. Se assaltar bancos, roubar cofres, sequestrar e assassinar pessoas é mérito, então ele (Narloch) está com toda razão.
    Mas acho tambem que isto é estrategia dos PETEBAS DO PODER, haja visto que tambem produziram fatos como o tal filminho do Lulla que está por vir, afim de enaltecer as maracutaias do poder. Será que no filme aparece as cenas do metalurgico estuprando um homosexual quando esteve preso?
    Um livro deste e tambem o tal filme não me atraem a perder meu tempo. Tenho muitas coisas melhores a fazer.

  33. WELLER MARCOS disse:

    A grande maioria dos comentários mostra certa pressa em concordar com os autores do artigo (resenha) e do próprio livro. É difícil avaliar sem ler, mas pelo artigo não me empolguei a ler o livro. É mais uma coletânea de suposições sobre a História do Brasil. Parece uma coisa feita de encomenda para enfraquecer a construção da história atual do País, pois em certo momento o articulista faz referência à minsitra Dilma – e estaria o alvo principal. A prova cabal de contestação a um fato histórico é a exposição de documentos levantados ou descobertos pelo autor da matéria expositiva. Sobre Santos Dumont nem dá para acreditar que não foi o inventor do avião; os tais irmãos norte-americanos não criaram nada. Não conheço o escritor Narloch e nem a sua obra; por isso, por enquanto, não é bom acreditar em sua narrativa que bem parece mais uma fantasia do nosso anedotário cultural.
    Adios Muchachos

  34. Eduardo disse:

    LUCAS FERRARI,

    Anacrônico por quê?

    Jorge Amado nasceu em 1912.

  35. Antonio Campos Monteiro Neto disse:

    Só não concordo que o Aleijadinho seja classificado como um artista medíocre pelos europeus. O Prof. Germain Bazin o caracteriza como o “Michelangelo brasileiro”.

    Com relação a Zumbi ser escravocrata, não surpreende: Chico Rei e Xica da Silva também o eram. Numa sociedade onde o escravo era um meio de produção, a ausência de posse deles significava também ausência de riqueza. Essa é uma das faces cruéis da “democracia racial” brasileira: no Brasil Colônia, negros escravizando negros era situação mais comum do que imagina a nossa hipócrita historiografia.

  36. Liana disse:

    Demais! Precisamos de mais sinceros reveladores da maldade real de “nossos” heróis ou apenas admiráveis…

  37. Ari Navega disse:

    Esse tipo de livro deveria ser ensinado nas escolas de todo o Brasil. Para que os alunos possam ter uma ideia da verdadeira personalidade dos figurões brasileiros.

  38. Lucas Ferrari disse:

    “O jovem Jorge Amado escreveu textos elogiando Stalin, o que não surpreende, dado que ele era comunista, mas também elogiando Hitler!”

    Espero que o autor do livro seja menos anacrônico do que o autor da reportagem. Lamentável.

  39. Magda Lenard disse:

    Como jornalista sou curiosa e sempre li e pesquisei demais sobre a história da humanidade, pois desde os 5 anos de idade que vivia indagando “por que”? Minha mãe pedagoga e meu pai tinha uma biblioteca enorme e me ajudaram muito com minhas perguntas.Adoro ler e não gosto de ver televisão aberta. Só vejo, através da YVA, documentários, reportagens invesgativas, biografias. Assino a Folha de S.Paulo e o Jornal do Brasil ( nos finais de semana…) Bem, achei fantástica a decisão do jornalista Leandro Narloch escrever tal livro e que quero ler. Na verdade, devido a minhas constantes pesquisas e curiosidade, já sabia de algumas histórias que ele revela, como a do Santos Dumont. Quem leu “Agosto”do Rubem Fonseca ficou sabendo como o Getúlio Vargas era de fato. Então o Leandro Narloch está de parabéns. A História em geral, de todo o mundo, mistifica quase tudo, encobrindo como as pessoas eram realmente, endeusando-as, justamente para que as pessoas fiquem iludidas e admiradas com a história contada. O Leandro Narloch deve receber milhões de parabéns pela coragem das revelações.

  40. Cristiano disse:

    Livros desse tipo devem passar rapidamente pela mídia e se alojarem no esquecimento. Quanta informação distorcida. Devo pensar que o autor pouco afeito está aos trabalhos historiográficos. Esqueçam rapidinho…

  41. Enézio E. de Almeida Filho disse:

    Narloch consultou fontes primárias na elaboração deste livro???

  42. MARIA NEUSA DOS SANTOS disse:

    O Guia politicamente incorreto da História do brasil deveria ser adotado pelo Ministério da Educação ao invéz de adotar livros mentirosos sobre nossa história e nossos heróis. Cresci acreditando num monte de mentiras que a escola me obrigava a decorar. A história de um país não pode ter como alicerce a inverdade em favor de quem quer que seja.Parabens, Sr. Leandro Narloch.

  43. Tutty Gualberto disse:

    Alguém já disse que a história não pode ser levada ao pé da letra pois é sempre escrita pelos vitoriosos.
    Daqueles que perderam, pode-se falar qualquer coisa.

  44. Dimas disse:

    Que legal!!!! Se verdade acaba com muitos mitos, considerados e idolatrados pela nossa, impositora, midia Brasileira. Valeu Leandro, pesquise e escreva mais, tem muita mentira pairando como verdade neste mundo istórico Brasileiro!!!rsrsrsrsrs………..

  45. Nikaelly disse:

    Ainda bem que estão desmistificando algums fatos ocultos da História desses “Grandes Homens de Poder”, que não são o que todos sempre pensam e acham o que fizeram na história oficial… sempre há fatos ocultos e parciais em transmiti-las.

  46. Samuel Vital Ferreira disse:

    A História é feita conforme a vontade de quem está no poder. Basta ver o que acontece hoje. Até filmes…
    O tempo depura a História e pelo menos um pouco da verdade subtraída vem à tona.
    Parabéns ao Autor.
    Samuel

  47. Markut disse:

    O intrigante é que a História se faz, muitas vezes, apesar de… e, nem sempre, graças a …
    Os designios dos fatos fortuitos são os verdadeiros escrevinhadores da saga da humanidade,sobre este minúsculo pontinho no universo, este maravilhoso planeta azul.

  48. Dorival Silva disse:

    Parece muito interessante este “Guia politicamente incorreto da História do Brasil”, de Leandro Narloch. Vou ler.

  49. jose araujo caetano disse:

    algumas citações são historicas, outras são istorias!