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POLÍTICA

Livro defende aliança norte-americana com Irã e Turquia

Autor afirma que países são parceiros lógicos dos Estados Unidos

Livro defende aliança norte-americana com Irã e Turquia
Capa do livro

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Os Estados Unidos devem se aproximar da Turquia e do Irã, e diminuir seus laços com Israel e Arábia Saudita. Essa é a mensagem central de “Reset: Iran, Turkey and America’s Future”, o novo livro de Stephen Kinzer, um ex-correspondente do New York Times, no Oriente Médio. Escrito antes do ataque à embarcação de ativistas que tentou furar o bloqueio a Gaza e colocou a Turquia no meio da discussão entre israelenses e palestinos, o livro é surpreendentemente atual, de acordo com a revista britânica The Economist.

De acordo com Kinzer, a Turquia – velha aliada dos Estados Unidos na OTAN e um raro amigo muçulmano de Israel, que recentemente se tornou mais hostil a Israel e menos cooperativa com os EUA – poderia agir como mediadora, reunindo os Estados Unidos, Israel e a Palestina. A outra metade de sua tese afirma que o Irã poderia se tornar um aliado norte-americano, apesar das tensões que existem entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979.

Kinzer defende seus argumentos apresentando um pouco da história dos dois países, e comparando os esforços de seus principais modernizadores: Mustafa Kemal Ataturk e Reza Pahlavi. Ambos enfrentaram forte oposição por parte dos clérigos muçulmanos, embora Ataturk tenha se saído melhor em sua missão. O regime islâmico do Aiatolá Khomeini, que derrubou o Xá durante a Revolução, ainda controla o Irã, apesar dos esforços para removê-lo ou pelo menos apaziguar seu radicalismo. Na Turquia, o rígido secularismo de Ataturk só começou a perder espaço na última década, e ainda assim para uma forma de islamismo muito mais suave que a iraniana.

“Os iranianos desejam a liberdade que seus vizinhos turcos têm. A História sugere que eles a conseguirão, embora poucos se arrisquem a afirmar quando ou a que preço. A Turquia e o Irã são os únicos países muçulmanos do Oriente Médio, nos quais a democracia tem raízes históricas. Isso lhes confere um futuro brilhante, e faz deles parceiros lógicos dos Estados Unidos”, diz Kinzer. Depois de mais três décadas com os líderes do Irã chamando os Estados Unidos de “O Grande Satã”, fazer as pazes e esquecer o passado talvez não seja tão fácil assim para os dois países. Mas, apesar da análise por vezes superficial de Kinzer, a mensagem principal de seu livro ainda é intrigante.

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Fontes:
Economist - America in the Middle East

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