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RESENHA

‘O diário de uma camareira’ de Octave Mirbeau

O autor faz um retrato impiedoso da burguesia francesa na virada dos século XIX para o XX

‘O diário de uma camareira’ de Octave Mirbeau
Capa do livro (Foto: Divulgação)

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Publicado na França em 1900, este livro teve grande sucesso, vendendo mais de 140 mil exemplares em pouco tempo. O autor era muito respeitado na época: Tolstoi disse que ele era o maior escritor francês de seu tempo. No decorrer do século XX foram feitas quatro adaptações do livro para o cinema, algumas por diretores famosos como Jean Renoir e Luis Buñuel, além de pelo menos sete adaptações para o teatro na França.

O texto é narrado em primeira pessoa pela empregada doméstica Celestine, que vai de emprego em emprego no final do século XIX. Teve alguns bons patrões e patroas, outros maus, e muita vida sexual (“Fui para a cama com muitos homens por interesse, com muitos outros por desejo…”).

Pelos olhos dela, o autor faz um retrato impiedoso da burguesia francesa na virada do século XIX para o XX. O romance se passa durante o escândalo do “Caso Dreyfus”, também retratado por Proust em “Em busca do tempo perdido”.

O livro acaba de ser lançado pela Editora Xenon, com primorosa tradução do tradutor e escritor Mateus Kacowicz, autor do romance “Acidente em Matacavallos e outros faits divers” (Editora Record) e do livro de poesias “Nestes Termos” (Banda-de-Cá).

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1 Opinião

  1. helo disse:

    Ótima notícia. Estamos num bom momento para ler mais, faz bem.

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