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Cultura

Monteiro Lobato

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José Bento Renato Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusto Lobato, o escritor ficou popularmente conhecido pelo contexto educativo de sua obra, seja pela redação de livros infantis – que foi aproximadamente metade de sua produção literária – como pelos seus romances e contos para adultos, com os quais não alcançou tanto sucesso, mas que foram um grande passo para sua carreira e divisores de águas na literatura brasileira.

Desde a época de estudante, Monteiro Lobato escrevia pequenos contos para os jornaizinhos das escolas que freqüentou em Taubaté, sua cidade natal. Em 1898, aos dezesseis anos, ficou órfão de pai e, no ano seguinte, perdeu sua mãe. Seu avô materno, o Visconde de Tremembé, ficou com a guarda de Lobato e seus dois irmãos. Foi por imposição de seu avô que o escritor, que pretendia entrar para a Escola de Belas-Artes, começou a estudar Direito. Para isso ingressou na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo.

Dentre os muitos sucessos que Monteiro Lobato escreveu ao longo de sua carreira, destaca-se uma de suas mais famosas personagens, o Jeca Tatu, criado em 1914. Seu aparecimento gerou uma enorme polêmica em todo o país, pois era o símbolo do atraso e da miséria que representava o campo no Brasil. Além do Jeca, destaca-se a criação da menina Narizinho, e em seguida de outras que fazem parte do famoso Sítio do Picapau Amarelo, até hoje em evidência. São 23 os livros que compõem a coleção que conta essas peripécias.

Após algumas obras publicadas, o escritor comprou a Revista do Brasil e começou a editar seus livros para adultos. Surgiu, então, a Monteiro Lobato & Cia., primeira editora nacional. Até então os livros do Brasil eram impressos em Portugal.

Monteiro Lobato morreu na madrugada do dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos, em São Paulo, vítima de um derrame.

Algumas Obras:

• O Saci Pererê: resultado de um inquérito (1918)
• Urupês (1918)
• Problema vital (1918)
• Cidades mortas (1919)
• Idéias de Jeca Tatu (1919)
• Negrinha (1920)
• A onda verde (1921)
• O macaco que se fez homem (1923)
• Mundo da lua (1923)
• Contos escolhidos (1923)
• O garimpeiro do Rio das Garças (1924)
• O choque (1926)
• Mr. Slang e o Brasil (1927)
• Ferro (1931)
• América (1932)

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  1. Rafaela Marques disse:

    Eu acho importante!e bom!

  2. fabio disse:

    eu acho que o Monteiro Lobato he racista pq tdos os contos os negros sofrem!

  3. hilda disse:

    Taubaté, Pinda, Marcondes, êta gente boa.

  4. Charles Goodwell disse:

    A melhor seleção de artigos e críticas das obras de Monteiro Lobato na Internet pode ser vista em http://www.tecselecta.com/conectandoleitores/livros/livros_lista.htm

  5. luiz antonio vieira barbi disse:

    …ATÉ ENTÃO OS LIVROS DO BRASIL ERAM IMPRESSOS EM PORTUGAL…
    NOTÁVEL ESTE PONTO DO ÓTIMO ARTIGO SOBRE MONTEIRO LOBATO!!
    AO QUE PARECE, LOBATO FOI O PRIMEIRO EDITOR AQUI NO BRASIL, UM GRANDE MÉRITO!!
    E ISTO JÁ PRÓXIMO DA METADE DO SÉCULO XX…BEM QUE ELE CRIOU O JECA TATU…
    POIS ELE DEVE SER SEMPRE LEMBRADO E HOMENAGEADO PELAS EDITORAS BRASILEIRAS!!!

  6. Benedito Veloso disse:

    Só uma pequena correção. O nome de batismo do escritor É José Renato Monteiro Lobato. Ele adotou José Bento para poder usar uma bengala bonita deixada pelo avô, cujas iniciais gravada no cabo eram JBML.

  7. Fernando L. Silva disse:

    Parabéns pela matéria.
    Considero que sua coleção infanto-juvenil deveria ser componente curricular obrigatório do primeiro grau.Pois embora repletas de fantasias sua obra sempre mantém o jovem leitor com um pé na realidade, diferentemente das obras enlatadas de hoje, do tipo ” Ivete, a tartaruga que jogava basebol”
    Poder-se-ia enriquecer essa biografia relatando sua luta pelo petróleo nacional e ainda seu interesse pelo Espiritismo como ciência, tendo traduzido livros espíritas e participado de sessões espíritas.
    Abraço a todos

  8. Marluizo Pires Cruz disse:

    O Jeca Tatu, criado em 1914 era símbolo do atraso e da miséria que representava o campo no Brasil, 96 anos depois o símbolo do progresso que representa o campo no Brasil é a agroindústria de axportação que ocupou o campo,atualizou o Jeca Tatu na miséria transferindo a representação as cidade no Brasil.Dizem que estamos em desenvolvimento,estamos mesmo é com saudades do escritor que com a excelência de nacionalidade opinaria na polêmica do pré-sal,tema atualissimo apresentado como símbolo do socorro do atraso e da miséria do povo do Brasil.

  9. felipe disse:

    é que foi muito bom