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ARTE CONTEMPORÂNEA

Museu de arte contemporânea em São Francisco será o maior dos EUA

O maior museu de arte contemporânea dos Estados Unidos será inaugurado no próximo mês. Sua construção exigiu criatividade, persuasão e muito dinheiro

Museu de arte contemporânea em São Francisco será o maior dos EUA
O San Francisco Museum of Modern Art será o maior museu de arte moderna e contemporânea dos Estados Unidos (Foto: Flickr)

Em muitos países os colecionadores de arte ricos estão abandonando as salas de exposições de instituições públicas, ao construírem seus museus privados. Não em Bay Area, onde cerca de 200 colecionadores decidiram, após um esforço de persuasão, a doar mais de 4 mil obras de arte para o novo San Francisco Museum of Modern Art (SFMOMA). Como se não fosse suficiente, eles também contribuíram generosamente com US$305 milhões para a construção do novo prédio do museu projetado pela empresa norueguesa Snøhetta, e com uma verba destinada à manutenção da instituição no valor de US$245 milhões. Ao ser inaugurado em 14 de maio, SFMOMA será o maior museu de arte moderna e contemporânea dos Estados Unidos.

Após cinco anos de construção, o novo SFMOMA reflete a confluência do dinheiro antigo da Costa Oeste dos EUA com a nova riqueza do Vale do Silício. E demonstrou, de uma maneira que poucos outros projetos seriam capazes, a importância de colecionar arte contemporânea como uma prova de riqueza, bom gosto, ambição e dever cívico.

Há 10 anos, muitas doações de obras de arte aos museus americanos eram “presentes fracionários”; os doadores beneficiavam-se com as deduções de impostos na proporção das oscilações no preço de mercado das obras doadas, que quase sempre se valorizavam. Quando as regras mudaram com a aprovação do Pension Protection Act em 2006, a prática deixou de ser atraente do ponto de vista financeiro e as doações de obras de arte diminuíram.

Em seguida, o sistema de “presentes prometidos” começou a ser mais usado. O SFMOMA fez um bom trabalho de divulgação dos benefícios psicológicos e sociais dessa forma de filantropia. Assim que as doações de Robin Wright foram confirmadas, bem como a notícia que Charles Schwab, presidente do Conselho de Administração, e sua esposa Helen haviam doado 27 obras de sua coleção, entre elas quadros importantes de Fernand Léger, Jackson Pollock e Francis Bacon, sete colecionadores doaram mais de cem obras ao museu.

Fontes:
The Economist-Going public

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