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O melhor som

Música analógica ou digital?

Há os que garantem que o som do bom e velho disco de vinil é mais natural e mais satisfatório do que o dos atuais CDs. Verdade? Ou seria apenas um mito, ainda fruto de uma era musical — e tecnológica — que há não muito tempo ficou para trás?

Para a audição, há diferença entre o som dos tubos de vácuo da era analógica e os modernos transistores da tecnologia digital. Mas a maior discrepância está mesmo é na qualidade dos equipamentos utilizados para as gravações em ambos os padrões.

Por isso, nas mãos de especialistas, os melhores sistemas de gravação analógicos e digitais são praticamente indistinguíveis. No entanto, os puristas de ambos os lados têm os seus preconceitos confirmados por equipamentos inferiores ao ideal, aos quais estão limitados.

Fontes:
Economist - Hear the difference

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5 Opiniões

  1. Claudio H. Picolo disse:

    A mídia analógica permite sim um armazenamento mais natural e com muito maior largura de faixa dinâmica que um CD. Mas preproduzi-la corretamente é desafiador. Quase uma arte à parte.
    Embora as mídias digitais sejam práticas, as analógicas soam mais naturais por sofrerem com menos perdas em cada etapa da gravação ao armazenamento em mídia e da mídia aos alto-falantes ou fones.
    Quanto mais exigente e experiente é o audiófilo, menos ele prefere o armazenamento digital.
    E isso é no mundo todo, em especial em países desenvolvidos, onde tanto os discos quanto os aparelhos para reproduzi-los nunca deixaram de ser produzidos, ao contrário do Brasil, onde 50% do preço dos produtos é imposto.

  2. ShaoLIn JiangHU disse:

    Transístores são componentes que tanto podem funcionar como chave eletrônica (o que liga e desliga, 0 ou 1 – dando origem a sistemas digitais), como também funciona amplificando sinais analógicos. Portanto, transístor não é sinônimo de digital.

    A mídia analógica como um disco de vinil certamente oferece um som superior quando comparado com um CD original, seja ele remasterizado ou gravado na mesma época do vinil. As diferenças são mínimas numa audição normal, mas quem presta atenção no som prefere o vinil. Para gostar do vinil e conhecer sua superioridade, basta ter uma boa cápsula magnética, uma boa agulha de diamante e terá a conclusão que a música é como um copo cheio de água: No vinil essa água é líquida; no CD essa mesma água apesar de ser limpa é como pequenos cubos de gelo no copo.

    A tecnologia analógica em geral não morreu. HDs de computador são dispositivos analógicos que gravam dados digitais; Conexões banda larga como ADSL e DOCSIS são uma conversão de dados digitais para frequências analógicas; alto-falantes dos mais modernos amplificadores serão eternamente analógicos; Redes WiMax e Wifi também são analógicas, pois convertem dados digitais para frequencias analógicas, Câmeras digitais obtem suas imagens a partir de um CCD, que é um sensor analógico, o circuito da máquina que converte as imagens para digital…

    Isso só pessoas como engenheiros eletrônicos e eu me encaixo nesse grupo sabem perfeitamente que a grande maioria das novidades digitais dependem e sempre dependerão da eletrônica analógica.

  3. Joaquim Cutrim disse:

    Primeiro, não existe “música digital”: Toda música é analógica porque não ouvimos números. O tal som “digitalizado” é analogizado para que possamos escutá-lo. Nosso ouvido e captores ciliares do som são dispositivos analógicos orgânicos. Segundo, não existe a mídia digital integral por si só: O CD (disquinho com informações digitais) contém apenas a metade das informações numerizadas (Na Europa, nos altos níveis de graduação e discussão, não se utiliza e nem se conhece o termo digital) e como o CD só contém, como dito, a metade das informações, advinhe de onde vem a outra metade? Sim, exatamente, da leitora (De seu CDA): Ou seja, a leitora completa a metade dos dados que está dentro do CD “inventando” o som na hora de ouvir, pois este “inventando” significa CRIANDO SOM “NA HORA”, por interpolação de dados ou o conhecido anglicismo “samplemanto”. Ou seja, o CD é um objeto que contém apenas a metade dos dados de uma música, sendo a outra metade, feita no momento de ouvir. Só isso já é uma inferioridade. Quanto ao som analógico puro, lógico, a partir de um equipamento composto por um toca-discos de vinil de boa qualidade – Nem precisa ser excelente – E sem tantos desafios como disse o leitor retro, (Basta ter um bom DD ou belt de qualidade), reproduzirá um som muito mais aproximado do real que o numerizado. (Quem diz que não há essa diferença é porque não está habituado a ter em casa componentes de som de boa qualidade e corretamente ajustados no geral), pois até a acústica e vibração (ressonâncias) influem, tanto no som analógico proveniente de uma numerização por conversores (o “dito digital) quanto o som analógico puro, onde não há intrometimento de conversores, nem sempre tão bons, pois há os de 1ª, 2ª, 3ª e quarta ordem (C. Herrera). O disco de vinil possui todo o som gravado pela banda – Funciona como um “sampleamento infinito” (John Vestman), pois os registros são contínuos e fisicamente representam o sinal elétrico que traz o som (Onda senoidal analógica). O som do vinil até sem eletricidade, pode ser extraído (Cf. experiência com agulha e cone de papel). Só por aí já vimos o quanto a mídia é mais “inteira”, mais completa. E para arrematar, o Vinil (Ou LP, compacto, etc.) possui uma liberdade de transientes que não sofre o famoso corte típico da gravação numérica (Dita digital)(Confira estudo de Christine Tham), onde os transientes de sinais não podem ultrapassar o 0 dB Full Scale (zero decibel em escala cheia), enquanto o Vinil, simplesmente pelas características intrínsecas das cápsulas e agulhas (Lei de Fraday Leumman-Lenz), ultrapassa este limite artificial e problemático do CD com liberdade e qualidade, conferindo o que talvez seja a diferença cabal que torna o som analógico do vinil muito melhor. E não nos esqueçamos que uma mídia, para ser considerada também boa, há que existir o parâmemetro “durabilidade”: Um vinil tem uma previsão de extinção, pelos químicos, em condições ideais, para 500 anos. Um CD, composto de polímeros (Phtalocianina, Formazan, Azo Metallic, etc.), verniz e uma frágil camada refletiva de alumínio, é alvo, tanto da oxidação, implacável a quase todos os objetos mundiais, quando do ataque dos fungos da família Geotrichum, que “come” (Enraiza suas hifas até o alumínio destrindo os dados) o policarbonato do CD, coisa que é indiferente nos discos de vinil, que mesmo sendo atacados, não sofrem absolutamente estes danos, especialmente quando bem lavados. E um CD nem deve ser lavado! (A Sony-Philips proíbe, sob pena de perda de garantia, que é de 2 anos). Então temos para concluir, que o vinil além de ter um som melhor, se bem produzido, é infinitamente mais durável que qualquer CD, DVD, HD ou memória (Card) com sinal analógico numerizado (dito digitalizado). Se quisermos passar a cultura musical de um cantor, banda, etc., para a história, fora a qualidade, a opção inarredável é o Vinil-LP. (Joaquim Cutrim).

  4. giomar disse:

    Essa afirmaçao de que o vinil é superior ao cd acabou ficou no passado.
    Pois com o avanço no campo do audio nos dias atuais,somos capazes de gerar gravaçoes em alta resoluçao superando em muito as gravaçoes analogocas e cpm vantagens.
    E mesmo com equipamento de baixo custo, é possivel obter exelentes resultados. Ja no som analogico, para obter resultado satisfatorio, exige-se no minimo um equipameno de custo mais elevado alem de constantes ajustes nos equipamentos etc.
    Os primeiros cds prensados,realmente eram de qualidade duvidosa, mas atualmente os problemas foram corrigidos. Sem falar que existem gravaçoes em sacd e dvd-audio de 5.1 canais,algo inviavel e talvez impossivel no vinil.

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