Tragédia provoca debate sobre a eficiência dos processos de licenciamento e fiscalização
Documentário é uma emocionante sinfonia de som e imagem
PP deve sacramentar o deputado Arthur Lira (PP-AL) no cargo
Obras no Rio se tornaram caso de polícia. E achar um culpado vai ser difícil. Ai se eu te pego!
Ahmadinejad sabe que as sanções têm objetivos imediatos, mas também de longo prazo
Programação no Rio sofre uma reviravolta após desabamento de prédios ao lado do Municipal
O cartão-postal de Manama é o World Trade Center, construído com três turbinas eólicas
Panela de pressão da política dos acertos partidários chega a seu ponto alto de fervura
Diretor alemão filma em seu país drama histórico com sotaque britânico
A Opinião Pública da semana é do Jayme Mello. Participe também!
Operação tem justificativa legal, mas é um fracasso do ponto de vista social e humano
A revista O Cruzeiro foi criada em um contexto histórico em que surgiam os primeiros conglomerados de imprensa e o jornalismo tinha o caráter sensacionalista. Em 10 de novembro de 1928 foi publicado o primeiro número da revista, que trouxe inovações gráficas e editoriais para a imprensa brasileira, como a indicação do tempo que seria gasto pelo leitor para a leitura de cada texto.
Pertencente aos Diários Associados, grupo de Assis Chateaubriand, a revista era de publicação semanal, a primeira a abranger todo o território nacional, e possuía repórteres em todo país e correspondentes internacionais. Eram inúmeros os assuntos abordados pelo veículo: cinema, esportes e saúde, charges, política, culinária, moda, crônicas, coluna social.
O Cruzeiro misturava realidade e ficção e abrigava os melhores jornalistas do País. Uma dupla de sucesso que se formou na revista foi David Nasser, o repórter mais conhecido dos anos 50, e o fotógrafo francês Jean Manzon. Juntos arranjavam, produziam e ilustravam matérias impactantes.
Em outubro de 1943 a revista começou a publicar as histórias do Amigo da Onça, criadas pelo cartunista Péricles de Andrade Maranhão. O personagem, que se transformaria em um dos mais populares do país, fazia críticas a muitas situações como o casamento, o exército e a hipocrisia social. A seção Pif-Paf esteve por mais de dez anos na revista O Cruzeiro, assinada por Millôr Fernandes como Vão Gôgo. Em 1954, a matéria sobre o suicídio de Getúlio Vargas levou a revista a atingir a tiragem de 720.000 exemplares.
Com o regime militar e a ascensão de outros conglomerados, como as Organizações Globo – os Diários Associados começaram a perder seu prestígio. O desuso de suas fórmulas e o surgimento de novas publicações como Manchete e Fatos & Fotos também contribuíram para o fim da revista em julho de 1975. A última edição trouxe na capa o jogador Pelé, vestido de Tio Sam.