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Crítica de cinema

O Juiz: o longa tenta resgatar o prestigio do ‘filme de tribunal’

Na trama, um advogado de sucesso precisa retornar a pacata cidadezinha onde nasceu quando recebe a noticia da morte de sua mãe

O Juiz: o longa tenta resgatar o prestigio do ‘filme de tribunal’
O juiz, porém como dito acima, não ousa e acaba sendo um pouco previsível (Reprodução/Internet)

O juiz, filme que estreia nesta quinta-feira (16/10), já tem em seu próprio cartaz uma tradução do que é seu enredo: Pai e filho sentados, um de costas para o outro em uma sala de tribunal. Ambos estão do mesmo lado, mas o verdadeiro embate esta nessa relação familiar.

Na trama, um advogado de sucesso (Robert Downey Jr.) precisa retornar a pacata cidadezinha onde nasceu quando recebe a noticia da morte de sua mãe. Lá, porém, terá que enfrentar seu pai (Robert Duvall). O juiz da cidade e um bastião da moral local, depois de décadas de um difícil rompimento familiar. Mas a situação se transforma, quando o patriarca se vê no centro de uma acusação de assassinato – e precisa do filho cheio de recursos para defendê-lo.

Feito com pretensões de indicação ao Oscar, O juiz é um bom filme, mas pouco ousado. O longa tenta resgatar o prestigio do “filme de tribunal”, subgênero que já cativou Hollywood no passado, mas que hoje é decadente e, com isso, acaba sendo uma obra arrastada e sem grande impacto.

No entanto, o filme tem suas qualidades. Ele consegue balancear bem as doses de drama e humor e traz um Robert Downey Jr. em uma versão, digamos, mais humana e contida de seu Tony Stark. Esse humor é bem explorado pelo ator e da vida e brilho ao seu personagem.

Robert Duvall, no entanto, talvez seja o ponto alto da película. A interpretação do respeitado ator,  ganhador do Oscar por “A Força do Carinho” (1983) é estupenda. Ele protagoniza cenas memoráveis, sendo as mais sinceras e tocantes do longa.

O juiz, porém como dito acima, não ousa e acaba sendo um pouco previsível. Seu desenrolar é tudo dentro do esperado, tudo extremamente calculado. É um filme que pode agradar, mas está longe dos clássicos de tribunal e promete ser esquecível dentro de pouco tempo. Vale pelas atuações de  Robert Downey Jr. e Robert Duvall devem garantir ao menos indicações ao maior prêmio do cinema de Hollywood. Se era mesmo essa a intenção, então o que dizer? Dever cumprido.

*Wilson Spiler é jornalista, e escreve para o site BlahCultural, parceiro do Opinião e Notícia

 

Fontes:
Blah Cultural- O Juiz

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