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Autores convidam o leitor a refletir sobre as histórias da Bíblia
Livros

O que a Bíblia realmente diz sobre o sexo?

Tão velha quanto a própria Bíblia, a batalha pela interpretação 'correta' das Escrituras ganha novo fôlego com o lançamento de duas obras polêmicas

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O que a Bíblia realmente diz sobre o sexo? Dois novos livros tentam responder esta pergunta. Enfurecidos pelo domínio, na esfera pública, de cristãos conservadores, para os quais a Bíblia só permite o sexo dentro dos limites do “casamento tradicional”, Jennifer Wright Knust, pastora da igreja Batista norte-americana e professora de religião na Universidade de Boston, e Michael Coogan, diretor do museu de Semíticas da Universidade de Harvard, exploram instigantes contos bíblicos para mostrar que os ensinamentos das sagradas escrituras sobre o sexo não são tão rígidos quanto a direita religiosa faz crer.

De acordo com Jennifer, o Cântico dos Cânticos, por exemplo, é uma ode ao sexo fora do matrimônio, das convenções da família e da comunidade. “Estou cansada de assistir aqueles que deveriam interpretar corretamente a Bíblia reduzirem suas histórias e ensinamentos a clichês”, escreve Jennifer em “Unprotected Texts: The Bible’s Surprising Contradictions About Sex and Desire”. O livro será lançando este mês nos EUA. Já a obra de Coogan “God and Sex: What the Bible Really Says” chegou às livrarias norte-americanas no fim do ano passado.

Conservadores afirmam que coerência é precisamente o que a Bíblia oferece no que diz respeito ao sexo.Para estes, a interpretação das escrituras no contexto da tradição cristã, que parte da premissa de que o texto é “divinamente inspirado”, ou seja, transmitido aos humanos diretamente por Deus, um cristão pode chegar a apenas uma conclusão sobre as questões de sexo e casamento, a de que “a intimidade sexual fora de um compromisso duradouro e público entre um homem e uma mulher não está em conformidade com a ideia de Deus enquanto criador e salvador”, afirma Richard Mouw, presidente do Seminário Teológico Fuller, em Pasadena, na Califórnia. “Liberais poderiam até desejar que a Bíblia fosse mais permissiva quanto ao sexo, mas ela não é”, garante.

Entretanto, com seus novos lançamentos, Jennifer e Coogan esperam tirar as interpretações sobre sexo do domínio da direita religiosa. “A Bíblia não tem que ser uma invasora, conquistando corpos e vontades e determinando comportamentos e demandas”, diz Jennifer. “Ela também pode ser uma aliada no complicado processo de descobrir o que significa termos corpos que estão cheios de desejo.” Aqui, em resumo, estão os argumentos dos autores:

A Bíblia é um texto antigo, inaplicável em suas particularidades ao mundo moderno

Na Bíblia, “o casamento tradicional” não existe. Abraão gera filhos com Sarah e com sua serva Hagar. Jacó casa com Raquel e com sua irmã Lia, bem como com suas servas, Bila e Zilpa. Enquanto isso, Jesus era celibatário, como também o era Paulo.

Mulheres eram tratadas como propriedade de seus maridos e de seus pais. A virgindade de uma menina dependia da proteção do pai, que podia entregá-la a outro homem a seu capricho. Assim, Ló oferece suas duas filhas virgens à multidão furiosa que cerca sua casa em Sodoma. Deuteronômio propõe a morte para as adúlteras, e Paulo sugere que “as mulheres devem ficar em silêncio nas igrejas” (uma lógica adotada por seitas conservadoras para impedir que mulheres subam ao púlpito).

A Bíblia contém um “viés patriarcal generalizado”, escreve Coogan. Faz mais sentido ignorar detalhes e interpretá-la a partir de seus ensinamentos mais gerais sobre o amor, a compaixão e o perdão. Tomada como um todo, acrescenta, “a Bíblia pode ser entendida como o primeiro registro de um movimento contínuo em direção à meta da plena liberdade e igualdade para todas as pessoas.”

Na Bíblia, o sexo é por vezes mascarado

Aqueles que acompanham o debate sobre o casamento gay devem estar familiarizados com certos trechos da Bíblia usados como argumento contra o homossexualismo. Dois versos do Livro de Levítico descrevem relações sexuais entre homens como uma “abominação”. Outro do Livro de Romanos condena os homens que “ardem de desejo uns pelos outros”. Mas, Coogan defende que “há sexo em cada página da Bíblia, se você souber procurar”. Ele afirma que um entendimento completo dos ensinamentos bíblicos sobre sexo exige um olho treinado.

Quando os autores bíblicos queriam falar sobre os órgãos genitais, por exemplo, referiam-se a “mãos”, como no Cântico dos Cânticos, ou aos “pés”. Coogan cita uma passagem em que um bebê nasce “entre os pés de uma mãe”, e outra, em que o profeta Isaías promete que um Deus punitivo vai raspar o cabelo das cabeças, queixos e “pés” dos israelitas. Quando, no Antigo Testamento, Ruth se deita no escuro ao lado de Boaz — o homem que ela quer tomar como marido – ela “desnuda seus pés”. Quando Boaz acorda, assustado, ele pergunta. “Quem é você?” Ruth se identifica e passa a noite “a seus pés.”

O que é proibido também é permitido

A Bíblia é severa e preconceituosa quanto ao sexo. Há passagens que proíbem a prostituição, o adultério, o sexo antes do casamento para as mulheres e a homossexualidade. Mas existem exceções em todos os casos, ressalta Jennifer. Tamar, uma viúva sem filhos, por exemplo, se apresenta como uma prostituta e deita-se com seu próprio padrasto. Seu desejo de curar sua esterilidade é mais forte que a proibição contra a prostituição. Jennifer também argumenta, provocativamente, que o rei Davi “apreciou a satisfação sexual”com a sua alma gêmea, Jonathan. “Seu amor por mim foi maravilhoso”, diz David após a morte de Jonathan, “ultrapassando até o amor das mulheres”.

O divórcio é permitido no Antigo Testamento, mas é proibido nos Evangelhos. Jesus não gostava do divórcio, e deixa isso muito claro. “Quem se divorciar de sua mulher e casar-se com outra comete adultério contra ela, e se ela repudiar seu marido e casar com outro, ela também comete adultério”, diz Jesus no Evangelho de Marcos. Mas de acordo com Mateus, Jesus suaviza um pouco a sua posição e deixa uma lacuna para os maridos e esposas infiéis.

Por vezes, interpretações aceitas são equivocadas

A história de Sodoma e Gomorra é, como todos sabem, a história do julgamento de Deus contra a homossexualidade, a promiscuidade, e outros tipos de relações sexuais ilícitas. Entretanto, argumenta Jennifer, não é bem isso. É na verdade uma história sobre o perigo de ter relações sexuais com os anjos. No mundo bíblico, as pessoas acreditavam em anjos, e temiam que o sexo com os anjos conduziria à morte e à destruição. Na história de Noé, Deus envia o dilúvio para exterminar a descendência de “filhas dos homens” (mulheres humanas) e de “filhos de Deus ” (anjos, em algumas interpretações). Textos judaicos não-canônicos falam de anjos, chamados “Watchers”, que descem à Terra para engravidar as mulheres humanas, que produzem crianças monstruosas, incitando, assim a terrível vingança de Deus.

Deus arrasa Sodoma não porque seus habitantes do sexo masculino mantêm relações sexuais uns com os outros, como pregam muitos ministros contemporâneos, mas em parte porque os homens da cidade tinham a intenção de violentar anjos de Deus abrigados na casa de Ló, argumenta Jennifer. E quando o apóstolo Paulo diz que as mulheres devem manter suas cabeças cobertas na igreja, ele está emitindo uma advertência contra a incitação do desejo dos anjos: “Os anjos podem estar observando”, sugere Jennifer.

Coogan e Jennifer não são os primeiros a oferecer leituras alternativas dos ensinamentos da Bíblia referentes ao sexo. O que os diferencia é o populismo intencional das suas obras. Com títulos provocantes e publicados por grandes editoras, eles obviamente esperam vender milhares de exemplares. Mas sua maior causa é a luta contra as interpretações “oficiais” da Bíblia.

Jennifer, que foi criada em um lar cristão conservador, lembra vividamente de ler a Bíblia com sua mãe, e com uma mistura de fé e ceticismo, debater em voz alta sobre o que cada narrativa poderia significar. Em seus livros, de certa forma, ela e Coogan incentivam seus leitores a fazerem o mesmo.Como já dizia o historiador bíblico Elaine Pagels, ler e refletir sobre a Bíblia “é perceber que nós não temos uma série de respostas, mas um monte de perguntas”.

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  1. Frambell disse:

    A BÍBLIA E O SEXO
    A Bíblia é um dos assuntos que deveriam ser debatidos mais freqüentemente em foros como este. Afinal, a Bíblia escancara os mistérios de Deus, do qual somos parte importante. Em que pese muitos de nós, inclusive eu, não conseguir entender muito bem tais mistérios. Nem por isso deixamos de fazer parte. Por ser o mais importante e simples de todos, para nós humanos o mistério de Deus é, ainda, mais dificil de ser decifrado. A própria leitura da Bíblia deixa isso bem claro.
    A Bíblia não é e nunca foi um livro de auto-ajuda, como pensam por aí. Mas um livro de inestimável valor histórico e filosófico, além, do registro fiel de um grande período da história da humanidade. Trazendo séculos de cultura e a saga de um povo e suas personagens, seus dramas, sua grandeza e a miséria da natureza humana, além, de registrar os primeiros contatos de Deus com a humanidade, através de homens escolhidos pelo próprio Deus. Acontecimentos fundamentais para a humanidade estão neste inigualável livro que foi, é e sempre será. Tão sábio quanto atual, o passar do tempo o vai tornando fundamental para a reflexão do homem moderno de qualquer época, sob todos os aspectos.
    Vivemos em um mundo muito parecido com aquele narrado pelo Antigo Testamento. Como hoje, adoravam deuses pagãos, praticavam superstições, não tinham escrúpulos, desprezavam os valores éticos e morais e matavam os profetas, anunciadores do Deus do universo. Exatamente, quando a mando de Deus, Moisés resgatava o povo hebreu da escravidão do Egito, o povo que foi chamado por Deus de “gente de dura serviz”. Ou seja, gente teimosa e desobediente. Ainda, durante o resgate, depois de tanta insistência do próprio Deus, firmou-se uma aliança entre Ele e o povo de Israel. Uma Lei chamada de dez mandamentos, muito dura, por sinal, conhecida depois por Lei de Moisés, foi estabelecida. Única forma de disciplinar aquele povo. Entre as obrigações estava o culto ao Deus de Israel, com a proibição de construir, quanto mais adorar deuses pagãos. Para isso, Deus escolhe os judeus para firmar a aliança consigo. E assim, deu a conhecer a eles o Deus verdadeiro; Senhor do universo, do céu e da terra; Senhor de todas as coisas.
    Os profetas já anunciavam a vinda do Messias, o salvador, oriundo da casa de Davi, vindo tempos depois, para renovar a aliança com os homens. Entretanto, o anuncio da origem humana do messias decepcionou muita gente. Quando disseram que o rei que viria para salvar a humanidade, acabara de nascer em uma manjedoura de um estábulo, ninguém acreditou. O rei, geralmente guerreiro, oriundo de familia nobre, rica e poderosa, mandava prender, castigar, matar. O Messias, porém, não foi reconhecido como tal pela maioria. Os preconceituosos ficaram desapontados. Como um rei nasceria em Belém, uma cidadezinha sem nehuma expressão? Houve quem dissesse com desprezo, sobre a cidade de origem dos seus pais humanos: “poderá vir de Nazaré alguma coisa boa?”
    Jesus deu inicio a sua vida pública como um homem comum; que se misturava às multidões de pobres, doentes e desclassificados, contrariando todos os códigos sociais da época. Principalmente, para quem era anunciado como rei. Pregando o amor entre os homens, com suas idéias de repúdio aos corruptos e aos ricos descomprometidos com os mais fracos e excluídos, não temia os poderosos e desafiava os impérios. Como se fosse ontem, foi morto pelos poderosos e pelos impérios. Porém, como se fosse hoje, não conseguiram matar o seu ideal. A Nova Aliança que suas palavras de sabedoria representam para o mundo é indestrutível. E, como sempre, não passarão jamais.
    Transformando a Bíblia, em Constituição universal, Jesus deixou ensinamentos muito importantes sobre assuntos polêmicos, como o sexo e o adultério, por exemplo. Sobre isso, Jesus disse:
    “Se alguém repudiar sua mulher, dê-lhe um certificado de repúdio. Eu, porém, vos digo: Quem quer que repudie sua mulher – exceto em caso de união ilícita – expõe-na ao adultério; e se alguém se casa com uma repudiada, é adúltero”. – Mateus (5, 31-32).

    Quanto ao sexo, foi dito através de Paulo, na sua primeira carta aos Corinthios (7, 36): “Se alguém, transbordando de ardor, pensa não poder respeitar sua noiva, e que as coisas devem seguir o seu curso, proceda conforme a sua idéia. Ele não peca: eles que se casem.”
    Logo, o que está exposto, não é nada além de uma exigência de responsabilidade em uma ação delicada. É natural que a Bíblia jamais se adapte aos tempos, como querem muitos; os tempos sim terão de se adaptar a Bíblia, como quer Jesus. Nada na Bíblia está fora de moda; a moda é Deus.

    Frambell Carvalho

  2. Robson Mothé disse:

    A Bíblia deveria ser encarada por nós como um caminho a ser seguido, onde o correto e o justo imperam, mas também há uma evolução humana que deve ser respeitada e não discriminada, como: a relação homossexual, onde essas pessoas tenham uma filosofia de vida de respeito com o próximo, isto é o que é o mais importante e não a hipocrisia de uma pessoa que frequenta a igreja toda a semana e na sua vida peca, ou seja, mentindo, discrinando pessoas pela cor, posição social, etc.
    A igreja católica deveria abrir os seus conceitos, como: a permissão do casamento dos padres, onde a família é algo fundamental na vida de todos e os religiosos são tolidos dessa oportunidade.

  3. Gabriel disse:

    Cada um dos cristãos tem uma interpretação diferente. Por isso temos tantas facções religiosas no mundo de hoje (batistas, IURDs, calvinistas, neo-pentecostais, etc.). A publicação de mais 2 obras só vai trazer mais confusão.

    Ninguém QUER entender que a bíblia possui conceitos ultrapassados impraticáveis (incestos, assassinatos, estupros, homofobia, etc). E daí cada um começa a ter uma interpretação própria para “adaptá-la” ao mundo moderno.

    A bíblia é um livro de romance qualquer. Bem mal escrito e com muitas variantes.

  4. acm disse:

    A Biblia e’ a historia do povo judeu, sendo a base da cultura ocidental. E como tal tb deve incluir o sexo, sem o qual nao existiriamos.
    Eis algumas passagens exemplificativas (compiladas por Marcos Hochheim em 1962):
    Genesis: 19.1-8, 19.30-38, 20.1-18, 34.1-24, 38.1-30.
    Numeros: 5.11-31
    Juizes: 19.22-30
    II Samuel 12.8-12, 13.1-22, 16.20-23
    I Reis 1.1-4
    I Reis: 11.3
    Proverbios: 7.10-23
    Cantico dos canticos: 7.1-9
    Oseias: 1.2

  5. joaquim disse:

    gostei

  6. Markut disse:

    É muita pretensão. A palavra de Deus , criador do Universo,voltar-se, prioritariamente, para este ínfimo grão de areia, que somos nós os terrestres, ditos racionais?
    A palavra de Deus, na boca dos homens, sofre todas as variantes necessárias e convenientes para tentar a convivência gregária necessária à sobrevivência do bicho homem, esse raro espécimem da natureza, capaz de crueldades e santidades inimaginaveis e que deve ser permanentemente contido.
    A ganância de alguns autores e os seus recalques íntimos os levam, junto com ávidos e oportunistas editores, a, volta e meia, ousar “novas” interpretações.
    Felizmente, para eles, este assunto permanecerá eternamente controverso, tanto quanto a permanência do homem e a sobrevivência do planeta em que moramos, enquanto os eventos aleatórios da própria natureza, assim o permitirem.

  7. JONHSON COSTA disse:

    A BIBLIA E O LIVRO MAIS INTRIGANTE E FASCINANTE DE SER LER E ESTUDAR,NINGUEM QUE NUNCA PROCUROU LER A BIBLIA PODE QUERER ENTENDELA SEM FICAR CHEIO DE DUVIDAS E PERGUNTAS,SOBRE O VERDADEIRO ENSINAMENTO QUE DEUS NO DA ATRAVES DESTE MARAVILHOSO LIVRO QUE E BIBLIA.

  8. Helio disse:

    Rogerio diz “esse negócio de Bíblia é complicado”. Complicado, equivocado ou mesmo impossível é interpretar detalhes de um texto antigo animado por fé cega atual. O Corão sofre do mesmo mal.

  9. Rogerio disse:

    Nossa, esse negócio de bíblia é muito complicado. É melhor estudar física, matemática, biologia etc; além de mais construtivo é mais racional…

  10. Jorge Luís Luz de Queiroz disse:

    “Ler e refletir sobre a Bíblia é perceber que nós não temos uma série de respostas, mas um
    monte de perguntas”.Realmente, como: seria a
    a Bíblia a mais pura expressão da verdade e
    escrita por Deus? Ou seria ela um conjunto de
    textos e de tradições orais que provêm de di-
    ferentes fontes e foram redigidos em épocas
    diferentes
    Sodoma e Gomorra teriam sido destruídas por
    Deus ? Ou teriam sido vítimas de um fato geo-
    lógico, como aconteceu com Hereculano e Pom-
    peia e muitas outras cidades, que hoje sabemos
    através do noticiário.
    Um livro que nos fala de um pai que oferece
    suas duas filhas virgens para uma multidão en
    furecida,etc., etc. deve ser tomado como mode
    lo de retidão moral? È óbvio, que NÃO.
    Ainda bem que não estamos na época da Inqui-
    sição e que se pode questionar livremente,como
    Coagan e Jennifer. Além de que existem pessoas
    de Mente livre que não precisam de deuses ou
    de religiões para se viver bem, como nós, caro
    Luiz Mourão.

  11. mestry badahra disse:

    É um alvo de comentarios, as complexidades apresentadas neste livro Judaico Cristão, que tem mil e uma interpretações.
    Apear de ser uma leitura fantastica, pode-se notar a parcialidade Masculina , onde os Machos tinham todos os direitos, inclusive a permissão para agregar quantas mulheres assim pudessem sustentar etc
    E se uma mulher tirasse um onda com um olhar, já era massacrada a pedrdas, segundo a lei destes (que se dizem representante de Um ser Divino etc )
    Não aceito nem concordo, com muitas aplicações facciosas,onde pode se notar a total tentativa de manipulação da sociedade criada por estes espertos .
    mestrybadahra@gmail.com

  12. João Jarnaldo de Araújo disse:

    Reich morreu na prisão, por delatar a crueldade com que os “sistemas de poder” exerciam dominio ditatorial, utilizando da repressão da sexualidade da juventude, para exploraração de sua força de trabalho em prol de ganhos de capital.
    O mestre Freud propunha ” Penis eréctis in intervális constântis”, para o tratamento de diversos casos de histeria, ou seja desopressão dos institos naturais, como forma de obter-se saúde integral.
    Enfim a literatura Psicanalítica, dentre outras fontes do saber, que se ocupam de desvendar o núcleo da verdade, calcada em métodos confiáveis, vêm nos abastecer de vasto cabedal de conhecimento, tratados e estudos, demonstrando que a questão da sexualidade, no mínimo, deva ser melhor investigada e retirada dos porões do obscurantismo medievalesco, como forma de oferecer uma possibilidade saudável ao desenvolvimento do indivíduo, no que tange ao desabrochar e exploração de suas potencialidades, como foco e fomento na disseminação do higienismo social,”conditio sine qua non” fica inviabilizada a instalação da propolada ordem e progresso sustentável da coletividade planetária.
    Se refletirmos bem, poderia nos ocorrer, de fazermos a seguinte indagação: O que seria das inúmeras seitas e religiões, se o homem atingisse a sua auto-realização plena? Se cada indivíduo tornasse de repente um autêntico templo e catedral?
    Religião vem de “Religare” e não tem como fazer acontecer o almejado religamento de nossas funções egóicas na magistral,santificada e esperada condição divina, sem antes estarmos livres, plenos e desobstruidos em nossa condição sexual. Daí teremos que gritar em altos brados: transcender sim, suprimir jamais.

  13. Luiz Mourão disse:

    Ainda bem que minha Mente é LIVRE dessas quimeras medievais, implantadas na Mente do Homem por ESPERTOS MILENARES que sempre intentaram dominar a Humanidade e dirigir seu Destino…
    Quem ESTUDA a História, conhece quem é a igreja católica, a ÚNICA mantenedora do livro por SÉCULOS!!
    Conhecendo a história dessa empresa, e todos os crimes que cometeu contra a Humanidade, dá, MESMO, para confiar que a bíblia é a “palavra de deus”, ditada ou inspirada por ele????
    Só mesmo querendo MUITO!!!
    Não precisamos de deuses nem de religiões: precisamos de CONSCIÊNCIA PESSOAL, que produz pessoas de qualidade, e um mundo melhor para todos!!
    Suecos (só para citar UM povo) são mais de 80% ateus e agnósticos, e ostentam um dos IDH mais altos do planeta; e são um povo extremamente pacífico, e voltado para o estudo e para a Evolução; o que isso lhes diz??
    Minha Mente é LIVRE!!

  14. Amadeu Pereira dos Santos disse:

    Sempre tive muitas dúvidas sobre as inúmeras interpretações que se fazem da bíblia. E penso que existem milhões de pessoas que padecem dessa mesma incerteza que me atormenta. Mas, não sei se por comodidade, ou por ingenuidade, ou por ignorância , ou por preguiça, ou por imaginar que esse tema não é fácil de se entender, as pessoas preferem se calar. Parte dessas pessoas que assim se comportam, por certo, já incorporaram a idéia de que “futebol e religião não se discutem”. Gostaria muito de ler os livros de Jennifer Wright Knust e Michael Coogan. Porém, confesso que se um dia ler essas obras, estarei tomado pelo preconceito de que nenhum dos dois vão conseguir mudar minha opinião. Por falar em opinião, esse texto, a meu ver, se encaixa muito bem nesse espaço porque fala de livros. E estes não são mais opiniões.