Início » Cultura » Os Jogos Olímpicos da Era Moderna
História

Os Jogos Olímpicos da Era Moderna

1.Coubertin

As escavações que começaram em 1875 excitaram a imaginação de muita gente na Europa. O ideal grego de perfeição física e espiritual andava esquecido e o conhecimento sobre os Jogos Olímpicos era quase nulo, a ponto de o assunto ser tratado como uma lenda.

Uma das pessoas que se entusiasmou ao ouvir o relato dasBarão de Coubertin - Uol Esporte descobertas na Grécia foi o barão francês Pierre de Coubertin (1863-1937). Ele achava que o povo francês andava com a moral muito baixa, passados mais de cinqüenta anos de decadência após a derrota de Napoleão, e a volta do ideal olímpico seria uma maneira de levantar essa moral. Em 15 de janeiro de 1894, Coubertin enviou uma carta aos principais órgãos esportivos de vários países, conclamando-os a colaborar na volta dos Jogos Olímpicos. Após longas negociações, o governo grego concordou em realizar os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.

As negociações foram longas porque a Grécia estava em má situação financeira e não queria assumir os custos dos Jogos. Além disso, houve forte pressão dos Estados Unidos e Inglaterra no sentido de os Jogos se chamarem Pan-Britânicos e se realizarem nos EUA (aparentemente os britânicos, que estavam no auge do poder de seu Império, se achavam os sucessores mundiais dos Impérios Grego e Romano). Só depois de muito esforço, ajuda de outros países, e doações em dinheiro da população grega, é que o governo da Grécia aceitou a idéia. Um antigo estádio que fora construído em Atenas em 300 A.C. foi todo reconstruído em mármore, e os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna aconteceram em 1896.

Atenas-1896 - Olympic.orgCompareceram 13 países, com um total de 195 atletas, todos homens. Foram realizadas 42 provas dentro de dez modalidades diferentes. Os Jogos duraram de 6 a 15 de abril. A primeira medalha de ouro foi do americano James Conally, no salto-triplo. Caracterizando o espírito amador dos Jogos, ele tinha ido para lá por conta própria. Nesta primeira competição da Era Moderna, o número de provas já foi muito maior do que nos Jogos antigos.

Os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar na contagem de medalhas de ouro, mas no número total de medalhas a Grécia ficou em primeiro. O fato de o país sede ganhar mais medalhas ia se repetir algumas vezes no início dos Jogos, isso porque eles inscreviam muito mais atletas do que os outros países, que levavam equipes pequenas. França, Hungria, Austria, Austrália, Dinamarca e Suíça também chegaram ao topo do pódio nesta edição do evento.

Um ano após Atenas, foi realizado um congresso para decidir sobre o futuro dos jogos. A maioria dos presentes preferia mantê-los permanentemente em Atenas, mas Coubertin fez prevalecer sua idéia de variar o país-sede. A cidade de Paris, então, foi escolhida para sediar os Jogos de 1900. O número de países participantes aumentou para 21, e desta vez participaram 11 mulheres. O número de provas aumentou, e com o desenvolvimento dos Jogos, a cada ano eram acrescidas novas provas, às vezes algumas eram abandonadas.

Concomitante aos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900, acontecia uma grande Exposição Universal e a Torre Eiffel estava sendo também inaugurada. Com isso, o evento esportivo não recebeu atenção da imprensa ou do governo, foi tudo improvisado. As provas de natação foram realizadas num trecho do rio Sena e as de atletismo num local pouco apropriado, no Bois de Boulogne, com o chão esburacado e com árvores atrapalhando as provas de arremesso.

Houve discussões entre os franceses, que não queriam provas no dia 14 de julho — data nacional — e os americanos, que não queriam provas aos domingos por razões religiosas. O vencedor da maratona foi o parisiense Michel Théato, que era um entregador de pão em Paris. Como a corrida foi disputada nas ruas da cidade, o fato de ele conhecer bem os trajetos ajudou-o a chegar quatro minutos e meio na frente do segundo colocado. Houve acusações de que ele tivesse cortado caminho, mas a vitória foi oficializada. Os Jogos acabaram com a França em primeiro lugar em número de medalhas, tanto de ouro como no total, e os Estados Unidos em segundo. A maioria dos outros países europeus conseguiu medalhas, assim como Canadá e Austrália (ambos de cultura inglesa) e, para surpresa geral, Cuba.

Como veremos adiante, acusações de fraude continuaram ocorrendo enquanto a direção de cada Olimpíada ficou por conta de cada país-sede. Mais tarde, quando o Comitê Olímpico impôs regras uniformes e a adoção de juízes neutros em cada prova, o problema terminou.


2. A fase inicial
Medalha olímpica - St. Louis 1904

As Olimpíadas seguintes, em 1904, ocorreram na cidade de Saint Louis, no estado de Missouri, Estados Unidos. Mais uma vez cometeu-se o erro de fazer coincidir os Jogos com uma grande exposição mundial, o que levou a um fracasso. Além disso, os americanos cometeram o absurdo de criar competições em separado para "não brancos", em dias denominados "dias antropológicos". Foram os primeiros e únicos Jogos Olímpicos modernos racistas (as antigas Olimpíadas, na Grécia, eram racistas, mas naquele tempo isso era a norma).

Na maratona houve mais uma tentativa de roubo. No meio da prova um corredor americano chamado Fred Lordz pediu carona a um carro dizendo que estava cansado e ia para casa. O carro o deixou perto da chegada e ele disfarçou e entrou no estádio correndo, fingindo que era o vencedor. Alice Roosevelt, filha do presidente Theodore Roosevelt, já ia lhe dando o prêmio quando o motorista que dera a carona chegou e desmascarou o malandro.

As Olimpíadas de Saint Louis foram pequenas e mal organizadas, com pouco mais de 500 participantes, dos quais oito mulheres.

 

Os Jogos Olímpicos seguintes, em Londres, em 1908, mais uma vez desapontaram. Havia uma feira, a franco-britânica, que tirou o brilho dos jogos. Choveu quase o tempo todo, o que atrapalhou bastante. E pior: os ingleses impuseram suas próprias regras às competições, ignorando as sugestões do Comitê Olímpico. Todos os juízes eram ingleses. Essa atitude foi tão radical que a partir daí o Comitê conseguiu impor a sua disciplina, que passou a ser aceita por todos nas Olimpíadas seguintes.

Na corrida de 400m houve um pequeno escândalo. O favorito era um inglês, e os juízes acharam que dois corredores americanos lhe haviam barrado a passagem, terminando a prova em primeiro e segundo lugares, com o inglês em terceiro. Os juízes ordenaram que a prova fosse disputada novamente. Os americanos se recusaram, o inglês correu sozinho e levou a medalha de ouro. A Inglaterra ganhou primeiro lugar na contagem de medalhas, com os Estados Unidos em segundo.

3. Os jogos modernos atingem a maioridade

Estocolmo 1912 - Olympic.orgOs próximos Jogos Olímpicos, de 1912, foram em Estocolmo (onde mais tarde, em 1958, o Brasil ganhou sua primeira Copa do Mundo). O número de atletas ultrapassou a barreira dos dois mil, com mais de 50 mulheres. Pela primeira vez, todo o evento foi muito bem organizado, criando um exemplo para o futuro.

Vários acontecimentos insólitos marcaram estes Jogos: um índio americano chamado Jim Thorpe ou, na sua língua natal, Wa To Huck, ganhou duas medalhas de ouro, no pentatlo e no decatlo. Quando voltou para casa após o fim dos jogos teve que devolvê-las por ter sido acusado de profissionalismo já que uma vez, anos antes, recebera US$ 20 como ajuda de custo para participar de uma excursão de um time de beisebol. As medalhas de ouro passariam para um sueco e um norueguês, respectivamente. Os dois, numa belíssima demonstração de cavalheirismo e espírito esportivo, recusaram as medalhas.

Na maratona houve também um fato incomum: Francisco Lázaro, um carpinteiro português de 23 anos, disse antes da corrida: "ou ganho ou morro". Pois morreu mesmo, durante a corrida, de esgotamento e insolação. Nesses Jogos foi aberta a participação nas competições de natação às mulheres, que até então só podiam participar de patinação, tiro-ao-alvo e tênis. Outra novidade que surgiu na natação foi um novo estilo chamado crawl, usado por um havaiano nos 100m nado livre.

Houve mais uma surpresa: competições de Belas Artes, um dos sonhos do Barão de Coubertin, com concursos de pintura, arquitetura, literatura, escultura e música. No concurso de literatura ganhou um poema sobre o esporte, escrito por um autor que se apresentou com pseudônimo. Mais tarde soube-se que o dono do pseudônimo era o próprio Barão de Coubertin.

Ao final dos Jogos, a Suécia, país-sede, ficou em primeiro lugar e os Estados Unidos em segundo.

 

No ano de 1916 não houve Olimpíadas por causa da Primeira Guerra Mundial, que estava em pleno andamento. Em 1920 foi a vez de Antuérpia, na Bélgica. Inaugurou-se aí a bandeira com os cinco círculos interligados, que até hoje é o símbolo do acontecimento.Guilherme Paraense - Rio.rj.gov.br

Uma curiosidade foi o imigrante irlandês radicado nos Estados Unidos, John Kelly, pai da atriz Grace Kelly, futura princesa de Mônaco, que venceu a prova individual de remo. A primeira medalha do Brasil em Jogos Olímpicos veio para Guilherme Paraense que tirou primeiro lugar numa das provas de tiro, trazendo para o nosso país uma medalha de ouro.

 

Os Jogos de 1924 foram realizados em Paris, agora com organização impecável. Uma das grandes estrelas da vez foi o finlandês Paavo Nurmi, o maior corredor da sua geração. Neste e em futuros Jogos ele ganharia um total de nove medalhas de ouro e três de prata, batendo 24 recordes mundiais. Na natação, um jovem americano de 17 anos, chamado Johnny Weissmuller, ganhou três medalhas de ouro. Depois ele se tornaria ator, vivendo o papel de Tarzan em diversos filmes. Ele veio a morrer muito mais tarde, louco, num hospício, gritando feito Tarzan. O país vencedor destes Jogos foram os Estados Unidos, seguidos da França.

 

Em 1928 os Jogos aconteceram em Amsterdam, na Holanda. Foi a primeira vez em que se acendeu a chama olímpica, trazida da Mulheres no atletismo - Olympic.orgGrécia. Desta vez permitiram que as mulheres participassem do atletismo. Aos poucos o sexo feminino ia se aproximando do seu ideal de obter direitos iguais aos dos homens. Os finlandeses brilharam, com Paavo Nurmi e outros ganhando muitas medalhas, principalmente em corridas. O americano Johnny Weissmuller novamente ganhou três medalhas de ouro na natação, provando ser o melhor nadador do mundo, na época. Acabados os Jogos, os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar, a Alemanha em segundo e a Finlândia em terceiro. Foi a primeira vez que o país-sede não ficou em um dos dois primeiros lugares.

Interessante notar que dez anos após o fim da Primeira Guerra Mundial, perdida pela Alemanha, esta recuperara sua posição de grande esportista. Quanto à Rússia, que antes da guerra participara dos Jogos, passados agora onze anos da Revolução Comunista de 1917, ainda optava por não participar. Só viria a fazê-lo após a Segunda Guerra Mundial, quando teria uma grande equipe esportiva.

 

Los Angeles, 1932. Houve um erro dos juízes numa corrida deWikipedia 3.000m, deixando que os corredores disputassem uma volta a mais: com isso o finlandês que estava em primeiro deixou de ganhar. Além disso, o grande finlandês Paavo Nurmi foi proibido de competir, sob acusação de profissionalismo.

Dois fatos pitorescos aconteceram: a equipe argentina rebelou-se contra o chefe de sua delegação, e promoveu desordens na Vila Olímpica. Ao chegar de volta a seu país, foram todos parar na cadeia. A equipe brasileira, de 69 atletas, viajou sem apoio oficial. Foram em um cargueiro de café, com a idéia de ir vendendo café em cada porto de escala do navio, conseguindo assim dinheiro para a viagem e demais despesas. Apenas 45 chegaram a Los Angeles, e nenhum levou medalha.

O primeiro lugar nesses Jogos, como era de se esperar, ficou com os Estados Unidos. A Alemanha caiu para nono lugar.

Berlin, 1936. Hitler estava no poder há três anos, e sem dúvida já pensava na sua Segunda Guerra Mundial, que iniciaria três anos depois. Ele era um mestre da propaganda política, e resolveu usar www.ushmm.orgas Olimpíadas como instrumento de publicidade de seu regime e da raça branca, que ele afirmava ser superior às outras.

Essa foi a maior competição até então. O número de participantes masculinos foi a 3600, e femininos 328, representando 49 países.

No atletismo a Finlândia confirmou sua tradição, ganhando muitas provas, e ficando em quinto lugar no total dos Jogos — um ótimo resultado para um país pequeno. Até aí tudo saiu bem para Hitler: os finlandeses eram de pura raça branca. Já a maratona foi vencida por um japonês, de raça amarela. A maior decepção para Hitler, porém, foi o desempenho do atleta negro americano Jesse Owens,Jesse Owens - Wikipedia que ganhou quatro medalhas de ouro em salto em distância e corridas. Eram justamente as provas em que a Alemanha esperava brilhar. A medida que Owens ganhava cada prova Hitler ia ficando mais irritado, e mandava algum assessor entregar a medalha, em vez de fazê-lo ele mesmo. Quando o americano venceu a quarta prova, o ditador retirou-se do estádio, furioso. Jesse Owens passou para a história como símbolo da estupidez das teorias racistas de Hitler. Seu recorde mundial no salto em distância, de 8,06m só foi superado 24 anos depois, em 1960.

Terminados os jogos, os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar nas medalhas de ouro, mas perderam para a Alemanha no total de medalhas.

Devido à Segunda Guerra Mundial não se realizaram as Olimpíadas em 1940 e 1944.

4. Pós-guerra: o crescimento do bloco soviético

Em 1948 os Jogos foram realizados em Londres. Alemanha e Japão não foram convidados, ainda por causa do ressentimento da guerra. Zaptopek - en.beijing2008.cn

Um grande destaque dessas Olimpíadas foi o corredor tcheco Zatopek, que ganhou a medalha de ouro dos dez mil metros. No Brasil ele mais tarde ficou muito famoso por ter ganhado mais de uma vez a Corrida de São Silvestre. Outro destaque foi Fanny Cohen, holandesa de trinta anos de idade, mãe de dois filhos, que surpreendeu todo mundo ao ganhar quatro medalhas de ouro em atletismo.

O basquete brasileiro ficou em terceiro lugar, atrás de Estados Unidos e França. Era a primeira colocação importante do nosso país em basquete, e iniciou uma longa tradição de bons resultados do Brasil nesse esporte.

No final, os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar, a Suécia em segundo. A Inglaterra, país sede, ficou em décimo segundo, refletindo ainda os efeitos da guerra, com o abandono dos esportes e a morte de milhares de jovens soldados.

 

Em 1952 foi a vez de Helsinque, na Finlândia. Compareceu um número recorde de 69 países, com mais de 5.000 participantes masculinos e mais de 500 femininos.

O tcheco Zatopek venceu os 5.000m, os 10.000m e a maratona, e sua mulher Dana o arremesso de dardo. A tocha olímpica entrou no estádio trazida pelo grande corredor finlandês Paavo Nurmi, aquele que tinha sido podado dos Jogos de Los Angeles por ser acusado de profissionalismo.

Pela primeira vez a União Soviética compareceu — e veio com um grande time. Acabados oAdhemar Ferreira da Silva - esportes.terra.com.brs jogos, ela estava em primeiro lugar no número total de medalhas. Em medalhas de ouro, entretanto, os Estados Unidos ganharam. Ficou claro que os russos estavam se preparando há décadas, e vieram para brilhar.

O nosso Ademar Ferreira da Silva ganhou a medalha de ouro no salto triplo, dando início a nossa tradição nessa modalidade, continuada depois por Nelson Prudêncio e João do Pulo.

 

Em 1956 chegou a vez do Hemisfério Sul. Pela primeira vez as Olimpíadas atravessaram o Equador, e foram para Melbourne, na Austrália. Ademar Ferreira da Silva de novo levou a medalha de ouro no salto triplo. A União Soviética teve uma vitória completa, ficando em primeiro em medalhas de ouro, de prata e bronze. Os Estados Unidos vieram logo atrás, e em terceiro ficou a Austrália. A Alemanha Oriental, que mais tarde se firmaria como grande potência esportiva ainda não aparecia, nessa época.

 

Em Roma, em 1960, estreou a cobertura ao vivo pela televisão. Destaque para o etíope Abebe Bikila, que venceu a Maratona correndo descalço. Quatro anos depois ele adotaria o uso de sapatos, e venceria de novo. Em um dos maiores erros cometidoswww.topfoto.co.uk na história dos Jogos Olímpicos, na prova de natação de 100m os juízes deram a vitória a um australiano, deixando em segundo lugar um americano. Mais tarde filmes de cinegrafistas amadores mostraram que eles erraram. Em terceiro lugar, sem controvérsia, o brasileiro Manuel dos Santos.

No basquete mais uma vez levamos a medalha de bronze. No total, a União Soviética ganhou novamente, os Estados Unidos ficaram em segundo, a Itália, país-sede, ficou em terceiro.

Tóquio foi a sede dos Jogos em 1964. Foi o ano de entrada do voleibol nas Olimpíadas. O basquete brasileiro de novo ficou em terceiro. No boxe, o americano Joe Frazier ganhou a medalha de ouro no peso-pesado. Esse lutador esteve ativo durante muito tempo, chegando a campeão mundial, e perdendo a supremacia para Cassius Clay (que depois mudou de nome para Mohamed Ali).

Os Estados Unidos retomaram a liderança, ficando em primeiro lugar, com a União Soviética em segundo, e o Japão em terceiro.

 

México, 1968. Esses Jogos foram marcados pela tragédia causada pela polícia, que matou 70 estudantes durante uma manifestação.Wikipedia - saudação Black Power Esse foi o ano dos grandes protestos mundiais. Foi quando os estudantes franceses se levantaram e levaram à queda do governo do General de Gaule, foi o ano de grandes protestos estudantis no Brasil, e era época dos grandes conflitos raciais nos Estados Unidos. Foi também o ano dos assassinatos de Robert Kennedy e do líder negro Martin Luther King. Refletindo esse clima, diversos atletas negros americanos, ao receberem suas medalhas, fizeram a saudação característica do movimento "Black Power", erguendo os braços com os punhos fechados.

Nessas Olimpíadas foram inaugurados grandes progressos técnicos: laboratórios para exame de doping e determinação de sexo, células foto-elétricas para definir o vencedor nas corridas, cronômetros modernos, etc.

O brasileiro Nelson Prudêncio ficou em segundo lugar no salto triplo, no box Servílio Oliveira também levou a medalha de prata no peso mosca. No peso pesado o americano George Foreman ficou em primeiro lugar, profissionalizando-se em seguida.

Os Estados Unidos acabaram em primeiro lugar, seguidos da União Soviética. A Alemanha Oriental, que até agora não tinha participado, desta vez veio e ficou em quinto lugar.

 

Munique, 1972. Nesse ano houve grande crescimento das Olimpíadas. Vieram 123 países, com 8.500 participantes masculinos e 1.600 femininos. Foram disputadas 205 diferentes provas.

Estes Jogos foram marcados por uma grande tragédia. Um grupo terrorista palestino chamado Setembro Negro invadiu o edifício onde estava hospedada a delegação de Israel e prendeu como reféns os atletas israelenses, pedindo a liberação de 200 palestinos presos, em troca da vida dos reféns. A polícia fingiu concordar com a exigência, e os terroristas partiram para o aeroporto levando os reféns. Lá eles foram atacados pela polícia, e no tiroteio morreram 5 terroristas e 11 atletas israelenses.

Olga Korbut - www.olympic.orgA ginasta russa Olga Korbut encantou o mundo com sua graça, e levou 3 medalhas de ouro. Desde então as ginastas da Europa Oriental têm fascinado o mundo nas Olimpíadas. É pena que no Brasil as estações de televisão só pensem em mostrar futebol, basquete e vôlei, dando tão pouco espaço para esportes tão bonitos como este, saltos ornamentais e outros.

O nadador americano Mark Spitz ganhou sete medalhas de ouro, façanha inédita. O brasileiro Nelson Prudêncio ganhou a medalha de bronze no salto triplo. Ao final, União Soviética em primeiro, Estados Unidos em segundo, Alemanha Oriental em terceiro e o país-sede, Alemanha Ocidental, em quarto.

 

Montreal, 1976. Inaugurando uma era de utilização dos Jogos Olímpicos para finalidades políticas, houve uma série de protestos, inicialmente contra Taiwan e, em seguida, contra a Nova Zelândia acusada de racismo por ter boas relações com a África do Sul. Vinte e três países se retiraram.

Destaques para: Edwin Moses no atletismo, atleta esse que continuou uma carreira brilhante durante longo período; a ginasta romena Nádia Comaneci, com três medalhas de ouro; no salto triplo João de Oliveira, o nosso João do Pulo, medalha de bronze; no box, no peso super-ligeiro, medalha de ouro para "Sugar" Ray Leonard, que nos quinze anos seguintes foi talvez o maior boxeador do mundo, e nos meio-pesados ganhou Leon Spinks, que também fez carreira profissional brilhante. Resultado final: União Soviética em primeiro, Alemanha Oriental em segundo, para surpresa mundial, já que era a primeira vez que os Estados Unidos não estavam entre os dois primeiros, mas sim em terceiro.

 

Moscou, 1980. Devido à invasão do Afeganistão pela Uniãohttp://www.olympic.org Soviética, o presidente Carter, dos EUA não permitiu que seu país participasse das Olimpíadas. A Alemanha, o Canadá e o Japão acompanharam a sua decisão. A festa de abertura foi muito bonita, com um trecho da platéia ocupado por jovens que formavam quadros coloridos através do jogo de cores que faziam ao movimentar painéis coloridos que seguravam. Na festa de despedida repetiram-se esses quadros, com a figura do ursinho que era o símbolo dos Jogos de Moscou, o qual deixava correr de seu olho uma lágrima.

A romena Nádia Comaneci brilhou de novo na ginástica. João do Pulo obteve uma medalha de bronze no salto triplo, no iatismo ganhamos duas medalhas de ouro, e na natação uma de bronze, somando a melhor atuação de nosso país até então, que ficou em 18° na classificação geral. No primeiro lugar acabou a União Soviética, depois a Alemanha Oriental, em terceiro a Bulgária e em quarto Cuba, dando assim uma vitória retumbante para o mundo comunista, tornada possível pela ausência de Estados Unidos e seus aliados. Mesmo o resultado do Brasil deve ser visto à luz disso, pois se os americanos estivessem lá provavelmente não teríamos conseguido as quatro medalhas.

 

Los Angeles, 1984. Em clara represália ao boicote a Moscou, a Rússia e seus principais aliados não compareceram aos Jogos, usando um pretexto qualquer ligado a acusações de racismo.

Carl Lewis, um grande atleta negro americano, ganhou quatroCarl Lewis - en.beijing2008.cn medalhas de ouro no atletismo, repetindo a façanha de Jesse Owens quase cinqüenta anos antes. Joaquim Cruz, do Brasil, ganhou os 800m. O português Carlos Lopes venceu a Maratona, conquistando pela primeira fez uma medalha de ouro para Portugal. No futebol ficamos em segundo lugar, ganhando nossa primeira medalha olímpica nesse esporte. No judô Luis Onmura, brasileiro, ficou com a medalha de bronze; no box, peso meio-pesado, nosso compatriota Douglas Vieira ficou com a medalha de prata e na natação, 400m, Ricardo Prado levou a medalha de prata. Também ganhamos medalha de prata no voleibol e em iatismo, dando um total de oito medalhas para o Brasil, mais uma vez beneficiado pela ausência de importantes competidores.

No resultado geral os Estados Unidos, como era inevitável, ficaram em primeiro, a Romênia — um dos poucos países do bloco comunista a comparecer — em segundo e a Alemanha Ocidental em terceiro.

 

Seul, 1988. A capital da Coréia do Sul foi o local escolhido para as Olimpíadas desta vez. Cuba e Coréia do Norte boicotaram os Jogos. Ainda assim, o número de países participantes foi a 160, caracterizando o maior acontecimento esportivo da história.

Havia medo de a Coréia do Norte tentar atrapalhar os Jogos com alguma ação hostil. A perspectiva de protestos estudantis também preocupava. Em conseqüência a presença policial nas ruas era muito grande, e a TV mostrou cenas violentas de confrontos entre estudantes e polícia. Felizmente nada de sério ocorreu, e os JogosBen Johnson e Carl Lewis - esporte.uol.com.br transcorreram normalmente.

Um dos fatos que mais chamou a atenção desta vez foi a bela vitória do canadense Ben Jonhson sobre Carl Lewis nos cem metros rasos, e a posterior desclassificação do vencedor por ter usado drogas que melhoravam sua performance. Foi o primeiro escândalo de doping na história das Olimpíadas.

O Brasil levou um total de seis medalhas:
Judô: Aurélio Miguel, ouro.
Futebol: medalha de prata.
Atletismo: Joaquim Cruz, nos 800m, prata.
Atletismo: Robson Caetano, nos 200m, bronze.
Iatismo: Lars Grael e Clinio de Freitas, bronze.
Iatismo: Torben Grael e Nelson Falcão, bronze.

Na classificação geral a União Soviética ficou em primeiro, a Alemanha Oriental em segundo, e os Estados Unidos em terceiro.

 

Em 1992, foi a vez de Barcelona, na Espanha, sediar as Olimpíadas e o evento foi marcado por grandes transformações. Desde os Jogos de Seul em 1988, a geopolítica do mundo havia mudado. A Alemanha se reunificou com a queda do muro de Berlim em 1989 e levou uma única equipe para Barcelona. Em 1991, a União Soviética foi dividida em 15 nações independentes e no ano seguinte, três delas — Estônia, Letônia e Lituânia — levaram equipes próprias para os Jogos. As outras 12 repúblicas da ex-URSS participaram unidas sob o nome de "Comunidade dos Estados Independentes" (CEI), ficando em primeiro lugar no quadro de medalhas, seguida por Estados Unidos e Alemanha.

Com o desmembramento da Iugoslávia em quatro partes, Bósnia-Herzegovina, Croácia e Eslovênia participaram da competição pela primeira vez. Devido às agressões militares contra bósnios e croatas, a Ioguslávia foi sancionada pela ONU e proibida de enviar uma equipe nacional, mas os atletas iugoslavos puderam se inscrever como "participantes olímpicos independentes". A África do Sul havia decretado o fim do apartheid e pôde voltar a participar das Olimpíadas. Cuba e Coréia do Norte também retornaram aos Jogos.

Magic Johnson - http://www.infoplease.comPela primeira vez desde os Jogos de Munique em 1972, os Jogos Olímpicos aconteceram sem nenhum boicote. Participaram 169 nações, totalizando 9.356 atletas. O Comitê Olímpico Internacional (COI) autorizou a participação de atletas profissionais a partir desta Olimpíada. Com isso, a equipe norte-americana de basquete formado pelos astros da NBA foi o grande destaque em Barcelona.

Outro fato marcante foi a vitória da etíope Derartu Tulo na prova dos 10.000m femininos, tornando-se a primeira africana negra a conquistar a medalha de ouro nas Olimpíadas.

O Brasil conquistou três medalhas: Ouro no vôlei masculino, ouro no judô com Rogério Sampaio na categoria meio-leve e prata na natação com Gustavo Borges. Foi a primeira vez em que nosso país ganhou ouro em esportes coletivos e a equipe do vôlei consagrou-se como a "Geração de ouro".

 

Atlanta, 1996. A data marcava a comemoração de 100 anos dos Jogos Modernos, desde Atenas-1986. Era de se esperar que o evento fosse na cidade grega, mas por pressão dos patrocinadores, Atlanta (EUA) foi escolhida como sede. Foram as primeiras Olimpíadas totalmente financiadas por empresas privadas.

A competição contou com a participação de todos os 197 países membros do COI e com um número recorde de 10.318 atletas. Mas uma tragédia deixou o centenário dos Jogos marcado pela violência: um atentado a bomba no Parque Centenário, no centro da cidade, matou duas pessoas e deixou mais de 100 feridos. As competições esportivas não foram suspensas e no dia seguinte a Olimpíada continuou. O responsável pela explosão, o terrorista norte-americano Eric Rudolh, só foi preso em 2003.

Para o Brasil, Atlanta trouxe excelentes lembranças. O país não ficou em sua melhor colocação, mas foi o ano em que conquistou oJacqueline Silva - www.arenasports.com.br maior número de medalhas de sua história: 3 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze, subindo ao pódio 15 vezes no total. Destaque para o vôlei de praia feminino, que fez uma final totalmente brasileira: Ouro para Jacqueline e Sandra — as primeiras brasileiras a ganhar um ouro olímpico — e prata para Mônica e Adriana Behar. A vela também nos rendeu dois ouros com Robert Scheidt, na classe laser; e Marcelo Ferreira e Torben Grael na classe star.

Na classificação geral, Estados Unidos em primeiro, Rússia em segundo e Alemanha em terceiro.

 

Sydney, 2000. Os australianos foram excelentes anfitriões e fizeram os Jogos mais organizados da história, com grande preocupação com o meio ambiente. Pela primeira vez, a organização do evento foi acompanhada por grupos ecológicos.

As Olimpíadas de Sydney representaram também um novo recorde: 199 países participaram, com um total de 10.651 mil atletas. Dos 200 membros do COI, só o Afeganistão ficou de fora, proibido de participar por uma retaliação ao regime do Talibã. Num episódio memorável, as duas Coréias, embora com equipes distintas, desfilaram na cerimônia de abertura sob uma mesma bandeira. E os atletas de Timor Leste, nação que acabara de se separar da Indonésia, ainda sem hino nem bandeira, desfilaram como participantes independentes.

Numa enorme frustração, o Brasil deixou Sydney sem nenhuma medalha de ouro. Mas nossos atletas conquistaram um total de 12 medalhas, sendo seis de prata e seis de bronze. No atletismo, tivemos um grande destaque: a equipe brasileira do revezamento 4×100 masculino superou os cubanos e levou a prata, ficando atrás apenas dos americanos, que eram favoritos absolutos.
O grande campeão das Olimpíadas foi novamente os EUA. Rússia ficou em segundo e China em terceiro. A Austrália, anfitriã do evento, ficou apenas em quarto.

 

Atenas, 2004. Os Jogos Olímpicos finalmente voltaram ao seu local de origem. Temia-se que a capital grega não fosse dar conta da organização do evento, mas tudo correu bem. Na cerimônia de abertura, os gregos deram um espetáculo que remetia à Antiguidade e à criação das Olimpíadas.

Foram os maiores Jogos da história até então, com 201 países participantes e 10.625 atletas. Infelizmente, a quantidade de casos de doping confirmados também marcou Atenas-2004. Como resultado de uma rígida política de controle, foram registrados 24Michael Phelps - http://en.beijing2008.cn casos positivos.

O grande destaque dos Jogos foi o nadador norte-americano Michael Phelps, que conquistou seis medalhas de ouro e duas de bronze.

O Brasil conseguiu um feito inédito: conquistou cinco ouros e ficou em 16º na classificação geral, sua melhor posição na história das Olimpíadas. E dessa vez não foi beneficiado pelo boicote de potências Olímpicas aos Jogos, como ocorreu em Moscou-1980. Na vela, Robert Scheidt na classe laser e Marcelo Ferreira e Torben Grael na classe star ganharam novamente a medalha dourada. A seleção de vôlei masculina e o vôlei de praia masculino, com Emanuel e Ricardo, também subiram ao lugar mais alto do pódio. O ouro de Rodrigo Pessoa no hipismo só veio após a confirmação de doping no cavalo do atleta que tinha ficado em primeiro. Ganhamos ainda duas pratas e três bronzes, totalizando 10 medalhas.

O fato mais marcante — e lamentável —Vanderlei Cordeiro de Lima - BBC veio da maratona, quando o nosso Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a prova e foi agarrado por um manifestante religioso, o padre irlandês Cornélius Horan, que furou o esquema de segurança. Vanderlei só conseguiu voltar à corrida com a ajuda de outro espectador, mas perdeu o ritmo e acabou ficando em terceiro. Junto com o bronze, ganhou a medalha Barão de Cobertin, honraria entregue somente a atletas que demonstram elevado grau de esportividade e espírito olímpico.

No quadro de medalhas final, a China ficou em segundo, com apenas três medalhas de ouro a menos que os EUA, primeiros colocados. Rússia veio em terceiro e a Grécia em 15º, apenas uma posição à frente do Brasil.

 

Em 2008, Pequim será a sede dos Jogos. A China promete um grande espetáculo, com investimentos bilionários, construções magníficas e atletas de ponta. Vem ainda com a promessa de ser a maior potência olímpica. Aproveitando a coincidência no calendário e a importância que os chineses dão ao número oito – indicador de sorte, fortuna e prosperidade – a abertura dos Jogos está marcada para 08/08/08 às 20h08 (ou 08:08 p.m.).

Por trás da festa, não são poucas as preocupações e polêmicas em torno das Olimpíadas deste ano. Mais recentemente, em meio aos preparativos, estouraram os conflitos no Tibete. Os já existentes debates sobre a questão dos direitos humanos e da liberdade de imprensa durante os Jogos de Pequim ficaram ainda mais intensos. A tocha olímpica vem gerando protestos por onde passa e surgiram ameaças de boicote ao evento. A China tenta melhorar sua imagem internacional ao mesmo tempo em que precisa reduzir a enorme poluição do ar de sua capital para não prejudicar a saúde dos esportistas. Enquanto isso, os atletas, os chineses e o resto do mundo protestam, defendem ou se calam, mas aguardam pelo que pode ser o maior evento esportivo da História.

Fontes:
Allnationalanthems.com

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

30 Opiniões

  1. Melissa disse:

    Super show

  2. nicole disse:

    achei otimo

  3. sancha disse:

    Isso é interessante para mim pois tenho 9 anos e sempre gostei das Olimpíadas.

  4. luís henrique disse:

    Muito interessante a matéria, além de nos informar, nos transporta para a época ,
    no início dos acontecimentos.

    Muito bom tb. ter sido ressaltado o papel do país anfitrião, que molestou o povo Tibetano (com o assassinato de mais de 1 milhão de tibetanos ),
    a poluição Ambiental das indústrias, a Censura dos meios de comunicação ( recentemente, cm o espancamento
    de dois repórteres japoneses que trabalhavam
    no exercício da informação jornalística).
    Triste td isso que o governo Chinês tenta esconder, mas que a Imprensa Livre Internacional haverá de mostrar ao mundo.

    Para mais respeito do governo chinês aos seus cidadãos, à comunidade cidadã do Mundo..

  5. sara ferreira da trindade disse:

    eu acho que essas olimpiadas de pequim vao ser o maior espetaculo das olimpiadas.

  6. Max disse:

    Boicotar olimpiadas de Pequim é um racismo disfarçado com interresses políticos e econômicos.

    Boicotar a china por causa da pirataria? Pois os ingleses saquearam o mundo todo, usaram ópio para escravizar as antigas colônias, cometeram inúmeros genocídios. Então vamos boicotar inglaterra? huahuahuah hipocrisia!

  7. Geovana disse:

    eu ahei muito interesante o qque esta escrito…

  8. deusdará disse:

    Olá
    Que interesses econômicos e políticos movem os Jogos Olímpicos? Quanto se gasta, qual o retorno, quem paga o quê?
    Parabéns pelo trabalho

    Deusdará

  9. deusdará disse:

    Olá
    Que interesses econômicos e políticos movem os Jogos Olímpicos? Quanto se gasta, qual o retorno, quem paga o quê?
    Parabéns pelo trabalho

    Deusdará

  10. Ivan Barros Linares disse:

    Boa matéria, mas acho que a manipulação dos jogos visando o lucro (incluindo politicagem, doping e suborno de juízes) merecia uma matéria própria. Desde que gente como Adolf Dassler(falecido dono da Adidas) tomou o controle da organização, a vergonha se instalou.

    Dassler e seus comparsas puseram gente como Juan Antonio Samaranch e João Havelange no poder do esporte para garantir visibilidade para suas marcas. Samaranch era um fascista que nunca deixou de ser leal a Francisco Franco na Espanha. Havelange é aquela desgraça que conhecemos bem. Que bem trazem eles ao esporte?

    Agora o esporte é uma vitrine para marcas, e para tanto é preciso haver sempre quebras de recordes e vitórias impressionantes, mesmo que sejam necessárias manipulação de resultados ou dopagem de atletas.

    O pior é que, de olho na audiência e nos patrocínios, quase ninguém da imprensa fala sobre isso. A última coisa que vi escrita sobre essa nojeira que viraram os Jogos foi um ótimo livro chamado "Os Senhores dos Anéis", ("The Lords of the Rings"), de Vyv Simson e Andrew Jennings, da editora Best Seller. Mas esse é de 1992!!! Precisamos fazer alguma coisa! Eu mesmo não me animo mais a assistir…

  11. Ivan Barros Linares disse:

    Boa matéria, mas acho que a manipulação dos jogos visando o lucro (incluindo politicagem, doping e suborno de juízes) merecia uma matéria própria. Desde que gente como Adolf Dassler(falecido dono da Adidas) tomou o controle da organização, a vergonha se instalou.

    Dassler e seus comparsas puseram gente como Juan Antonio Samaranch e João Havelange no poder do esporte para garantir visibilidade para suas marcas. Samaranch era um fascista que nunca deixou de ser leal a Francisco Franco na Espanha. Havelange é aquela desgraça que conhecemos bem. Que bem trazem eles ao esporte?

    Agora o esporte é uma vitrine para marcas, e para tanto é preciso haver sempre quebras de recordes e vitórias impressionantes, mesmo que sejam necessárias manipulação de resultados ou dopagem de atletas.

    O pior é que, de olho na audiência e nos patrocínios, quase ninguém da imprensa fala sobre isso. A última coisa que vi escrita sobre essa nojeira que viraram os Jogos foi um ótimo livro chamado "Os Senhores dos Anéis", ("The Lords of the Rings"), de Vyv Simson e Andrew Jennings, da editora Best Seller. Mas esse é de 1992!!! Precisamos fazer alguma coisa! Eu mesmo não me animo mais a assistir…

  12. Ivan Barros Linares disse:

    Só pra corrigir um erro no meu comentário anterior: o canalha que chefiou o império da safadeza no esporte não foi Adolf Dassler, o falecido dono da Adidas, mas seu filho e herdeiro, Horst Dassler (também falecido).

  13. Ivan Barros Linares disse:

    Só pra corrigir um erro no meu comentário anterior: o canalha que chefiou o império da safadeza no esporte não foi Adolf Dassler, o falecido dono da Adidas, mas seu filho e herdeiro, Horst Dassler (também falecido).

  14. fabio augusto disse:

    gostei muito desse artigo,um momento muito especial da nossa historia.

  15. MARCELO BRAGA MAIA disse:

    parabéns pelo artigo. Conseguiu nos contar um pouquinho de tudo das Olimpíadas.

  16. daiane disse:

    texto impecavel

  17. HeraModerna disse:

    Habran sido esos juegos con la seriedad y confianza y honestidad que suponemos fueron, el tiempo cambia y pasa yq uedan solo los recuerdos.
    HeraModerna

  18. mariana disse:

    muito legal essa historias

  19. Milena disse:

    jogos são essenciais para a nossa atividade física.
    PARABÉNS PELO ARTIGO!

  20. maira carolaini disse:

    isso é imteresante pois gosto de olimpiadas

  21. AUGUSTO SANTOS disse:

    Muita melhor do q Wikpedia! Muito bom mesmo!!! 🙂

  22. lucas disse:

    esse texto esta otimo pra pesquisar tarefas de aulas ainda que eu achei esse site

  23. priscila disse:

    minha opiniao é que eese testo é muinticimooo grande ate demais mais ate que ele é INTERESANTE mais a priguissa de ler é demais eu adoro as aulas de historia pq discubro muintas coiswas interesantes e legais mais sao cada testo que meu deusssssss kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk brincadeira adoro textos grande e nao tenho priguissa de ler pq eu me jogo na leitura e paresse que eu estou la…e que fasso parte da estoria

  24. Dayanny disse:

    só tenho a pedir muito obrigado o texto salvou aminha nota é sempre bom saber que podemos contar com saites asiim
    Muiito obriigado*–*;

  25. Kawana disse:

    E queria saber quais são os locais de competição da era moderna como por exemplo se são em estadios, ruas e etc….

  26. yasmin disse:

    onde eles faziam as olimpíadas

  27. simone aparecida mota disse:

    é realmente mto interessante, as olimpiadas são parte de nossa vida, pois alem do conhecimento nos traz muitos beneficios a saúde … simone…

  28. Larissa Cristina disse:

    eu não quero saber sobro as Olímpiadas da era moderna eu quero saber dos mascotes!!!

  29. julia disse:

    isso foi um show

  30. annya disse:

    adoro as Olimpiadas

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *