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CULTURA ESBANJADORA

Os monarcas mais extravagantes do Reino Unido

A rainha Anne, como visto no filme 'A Favorita', tinha gostos extravagantes, mas outros membros da realeza foram muito além dela

Os monarcas mais extravagantes do Reino Unido
Cenas do filme ‘A Rainha’ (Foto: Reprodução/ Miramax)

O reinado da rainha Anne, como a maior parte do século XVIII, costumava ser ignorado como um período monótono entre a Revolução Gloriosa e a Guerra Napoleônica. Agora, de repente, graças ao surpreendente filme de Yorgos Lanthimos, A Favorita, e à representação de Olivia Colman da rainha lésbica, caprichosa e amante de coelhos, a história está em toda parte.

Um relatório dos arquivos do Palácio de Blenheim – casa de Sarah, a Duquesa de Marlborough, até ela ser substituída por conta da afeição da rainha Anne por sua prima Abigail Masham – sugere que os gastos pessoais de Anne, entre 1708 e 1711, chegaram a 12 milhões de libras, na cotação atual. Grandes quantias foram gastas em bebidas de chocolate – um luxo na época.

“O que os membros da realeza gastam é sempre excessivo comparado ao que as pessoas gastam em média. Havia uma diferença maior entre a rainha e a pessoa comum, mas a rainha Anne certamente não tem uma reputação de extravagância. Havia pessoas que achavam que o gerenciamento das contas pessoais da rainha era muito restrito”, diz Ophelia Field, autora da biografia de Sarah, Duquesa de Marlborough (o livro também é chamado de A Favorita).

Então, quem deveria obter o título de monarca mais extravagante do Reino Unido? Field aponta que James I e Charles II gastaram desenfreadamente. George IV liderou uma pesquisa conduzida pela English Heritage, em 2008, que visava encontrar “o pior monarca do Reino Unido”. “Sua natureza preguiçosa e esbanjadora e desagradável para sua esposa, a rainha Caroline, parece ter lhe valido o título”, disse o historiador Andrew Roberts.

Henrique VIII era ainda mais extravagante, obcecado com cerimoniais caros, banquetes e divórcios caros (ou sangrentos).

O monarca do início do século XIII, King John, também é forte candidato. Ele era tão gastador que não pôde pagar seu exército de mercenários e foi forçado a aumentar os impostos, irritando seus barões e desencadeando a cadeia de eventos que levaram à Carta Magna. A extravagância real, como o gosto da rainha Anne pelas corridas de lagosta, não pode competir com isso.

Fontes:
The Guardian-Banquets and bloody divorces: Britain’s most extravagant monarchs

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