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Cinema americano

Os segredos de John Wayne

A nova biografia de John Wayne, relata os segredos, os altos e baixos de uma longa carreira, de uma das estrelas favoritas do cinema americano

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Pouco depois de seu aniversário de 57 anos, John Wayne ficou sabendo que tinha um grande tumor maligno em seu pulmão esquerdo. “Recebi a notícia, refleti, e tentei reagir como John Wayne o faria”, brincou algum tempo depois. Quem era essa figura imaginária? Herói do faroeste? Um gigante tímido? Um mito americano? Scott Eyman conhece as perguntas, mas deixa que os outros respondam o que o enorme personagem de John Wayne fora das telas significa. Em sua nova biografia, John Wayne: The Life and the Legend, ele se concentra no que John Wayne, o ator, fez.

Com detalhes minuciosos, essa nova biografia registra uma grande estrela em atividade. Sem se concentrar no lado negro de Hollywood, ela relata os altos e baixos de uma longa carreira. O seu registro paciente sobre como Wayne conseguia cativar ao mesmo tempo o público, os críticos e os financiadores se esforça para desvendar um fato impressionante sobre um homem que nasceu em 1907, não muito tempo depois do nascimento da película: o de que mesmo hoje em dia Wayne continua a ser uma das dez estrelas favoritas dos EUA, um ponto fixo em uma área que costuma estar em constante mudança provocada por atores e atrizes jovens o bastante para serem seus bisnetos.

A partir do fim de década de 20, quando Wayne começou sua carreira em Hollywood como figurante e dublê, até pouco antes de sua morte, em 1979, ele apareceu em cerca de 200 filmes. Ele começou com papéis rápidos em filmes mudos e em seguida atuou em papeis menores em filmes produzidos por estúdios secundários. Tornou-se amigo de Yakima Canutt, patrono dos dublês. O longo aprendizado ensinou Wayne a usar mais gestos que palavras. O diretor John Ford detectou o estilo simples e natural de Wayne e lhe deu um papel em “No Tempo das Diligências”, o primeiro grande western de Wayne. “Ele vai ser a maior estrela de todos os tempos”, previu Ford. “Ele é o homem comum perfeito”.

Como um fotógrafo, Eyman oferece aos leitores uma visão de Wayne a partir de diversos ângulos, de acordo com suas próprias palavras e com as daqueles que trabalharam com ele. Ele emprega poucos estereótipos e não faz julgamentos definitivos. Após Wayne, os filmes de faroeste se tornaram mais violentos. Os mocinhos se tornaram primeiro super-heróis e em seguida cartoons. Wayne, não mais líder da matilha, ocupará posições cada vez menos importantes. Sua imagem desmesurada vai se turvar e desvanecer. Enquanto isso, Eyman criou um registro cativante de como o Duque permaneceu na dianteira por tanto tempo.

 

 

Fontes:
The Economist-A man in full

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