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Música clássica

OSB propõe volta de músicos afastados

Músicos podem escolher entre três alternativas e a decisão pode ser individual ou coletiva

OSB propõe volta de músicos afastados
Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) (Fonte: Reprodução/G1)

A direção da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) apresentou nesta terça-feira, 26, uma proposta para recontratação dos 33 músicos afastados há meses por se recusarem a se submeterem às avaliações do maestro Roberto Minczuk.

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O cerne da proposta apresentada pela fundação à presidente do Sindicato dos Músicos, Deborah Cheyne, é a recontratação dos músicos para formar uma nova orquestra — que já vem sendo chamada de OSB do B — sem a regência de Minczuk, que deixou a direção artística da orquestra no dia 15 de julho mas permanece como seu maestro titular.

Três alternativas

O documento, elaborado pelos novos diretores artísticos da OSB, Fernando Bicudo e Pablo Castellar, permite que os músicos escolham entre três alternativas e a decisão pode ser individual ou coletiva. Veja abaixo as três alternativas propostas aos músicos pela Fundação OSB:

1- Todos os 33 músicos serão reintegrados imediatamente à FOSB, através de um novo corpo artístico que será criado pela Fundação, sem a regência do maestro Roberto Minczuk, sem a necessidade de avaliações de desempenho e mantendo o mesmo regimento interno e piso salarial originais. A Instituição também cuidará de realizar o pagamento dos salários retroativos referentes a todo o período de negociações, descontando apenas um mês de suspensão. Os músicos deste grupo não necessitam ter dedicação exclusiva à OSB, podendo participar de outras atividades e orquestras, desde que cumpram o número de funções estabelecidas pelo Regimento Interno.

2- Todas as demissões por justa causa serão revertidas em demissões sem justa causa, com o recebimento das indenizações cabíveis, para os músicos que optarem por não retornar à Fundação OSB.

3- Reintegração de 12 músicos pré-selecionados pela direção artística em conjunto com a Comissão de Músicos da OSB, levando em consideração as necessidades atuais da orquestra. Este retorno ao corpo orquestral se dará mediante a adesão ao novo regimento interno e a realização de avaliações de desempenho em formato de música de câmara. Todos os demais poderão escolher entre as duas primeiras opções.

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5 Opiniões

  1. Ricardo Ramalho Almeida disse:

    Perdão. Digo: Jesuína. Foi sem querer que disse Janaína.

  2. Ricardo Ramalho Almeida disse:

    Janaína, o maestro não pode ser tão mau assim. Só se fosse um monstro, o que não acreditamos. Vcs. nunca aceitam nada; são intransigentes: pense nisso. Acordo pressupõe concessões recíprocas. Entendi da proposta que a FOSB vai criar uma nova orquestra, como a OSESP fez, para o músicos que não quiserem se adaptar ao novo regimento. É uma proposta que preserva os empregos. E essa nova orquestra será excelente, pois todos sabemos como os músicos são qualificados. Quem sabe não encontra um caminho de realização? Não fique brava, mas acho que os músicos vão aceitar.

  3. Elisa disse:

    Gente, eu não sou artista, só toco campainha, infelismente! Mas essa proposta? Socorro, Abel! E eu fico pensando que pocavergonha é só no meio político? Na OSB também tem disso? Afrontar a sensibilidade dos músicos (artistas), que têm competência para grandes espetáculos perante o público, é o mesmo que tripudiar, agredir e desrespeitar a sensibilidade do povo. Politicagem barata!!! Resistam, bravos músicos guerreiros, que a vitória é certa! E que Deus os ilumine!

  4. Jesuina Passaroto disse:

    Perdão Ricardo Almeida, mas como assim reconciliação se o grande causador desta guerra toda ainda permanece dentro da orquestra? Como ter bom senso com este maestro continuando a mandar por debaixo dos panos.
    Mais uma vez fizeram acreditar que poderiam dar uma solução para esta crise.
    Mais uma vez tentam fazer com que a sociedade fique contra os músicos. Lançam uma reportagem onde apasrece a FOSB de braços abertos e os músicos rejeitando o abraço….
    Triste, sempre mentiras e mais mentiras.
    Será que aida não entenderam que com este ser que se diz maestro não dá para trabalhar?
    Esta nova orquestra será criada aonde? Nos estatutos da FOSB NÃO existe esta orquestra; vai ser criada? Façam-me o favor.
    Como esquecer o que fizeram na OSESP e na Sinfônica de MG? Como esquecer as tentativas de privatização do TM?
    Sempre a mesma coisa, cria-se uma nova orquestra e coloca num curral os músicos que não se sujeitam aos desmandos desta gente.
    Será que a nova OSB será uma futura OS-ong? É nisso que estão pensando os diretores da FOSB? Poder lucrar muito com os jogos, a copa? E a verdadeira música? Onde fica? Que preocupação com a sociedade estas pessoas têm?
    Qual a proposta desta “Mini-OSB” como foi falado na reportagem do Estadão?
    Que coisa mais ridícula este termo.
    Usar o diminutivo para diminuir os músicos demitidos.
    VERGONHOSA esta proposta, NÃO SOMOS IMBECIS!!!!!
    A sociedade não vai aceitar esta proposta vergonhosa.

  5. Ricardo Almeida disse:

    Graças a Deus! Tomara que o bom senso agora retorne ao meio musical. Todos torcemos pelo melhor para a OSB e seus valorosos músicos. Gente, pelamordeDeus!!!, agora é hora de conciliação.

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