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Pais & Filhas

Confira a crítica do drama estrelado por Russell Crowe e Amanda Seyfried

Pais & Filhas
Jake Davis é um escritor que tem que enfrentar uma doença mental para conseguir criar sua pequena filha Katie (Foto: Divulgação)

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Pais & Filhas (2015, EUA), dirigido por Gabriele Muccino, não é o tipo de filme que vai fazer o espectador soluçar, como provavelmente aconteceu em À Procura da Felicidade e em Sete Vidas, do mesmo diretor. Mas com certeza é um drama que vai fazer com que o espectador reflita sobre como cada indivíduo cria seu próprio escudo para se preservar de seus medos e de seus conflitos pessoais.

Jake Davis (Russell Crowe) é um escritor, vencedor do Pulitzer, que tem de enfrentar uma doença mental para conseguir criar sua pequena filha Katie. O filme acompanha o passado e o presente de Katie, 25 anos depois.

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Pequena Katie e Jake Davis (Foto: Divulgação)

Jake nunca mais foi o mesmo depois da morte da mulher, principalmente, no aspecto psicológico. Além de ter de lidar com a dificuldade da situação da morte da mulher, ele tem de enfrentar uma doença mental, sendo que sua maior motivação, provavelmente a única,  é poder criar sua filha. Basicamente, o filme mostra a odisseia que um pai é capaz de enfrentar pelo amor à sua filha.

Depois de passar sete meses internado numa clínica psiquiátrica, Jake tem de lidar com inúmeros desafios. A cena que mostra ele saindo do hospital é bem emblemática, quase como um símbolo da alegoria da caverna, de Platão. O escritor precisa decidir se ele prefere ficar na luz ou na escuridão.

Katie adulta (Amanda Seyfried) é uma assistente social, que estuda psicologia. Algo que provavelmente foi influenciado pela condição de seu pai. A Katie profissional é bem diferente da Katie pessoa. Enquanto a assistente social se entrega ao trabalho e se conecta com as crianças que ajuda, em sua vida particular, Katie tem dificuldade em enfrentar seus próprios dilemas.

O filme é pautado em flashbacks. Então cada cena do passado é acompanhada por uma do presente, provavelmente, para fazer com que o espectador entenda os dilemas que a Katie adulta agora enfrenta.

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Kate adulta e Lucy (Foto: Divulgação)

O elenco em geral é bom, mas a atuação de Crowe em suas crises é excepcional. Além disso, as crianças também são um sucesso à parte. A conexão entre Crowe e Kylie Rogers, que interpreta a pequena Katie, é surpreendente. Outro destaque é Quvenzhané Wallis, que interpreta Lucy, menina que Katie atende. Com uma história de vida extremamente complicada, a pequena consegue demonstrar sem exageros o trauma de seu passado.

Na parte técnica, é possível destacar a fotografia e a trilha sonora. Shane Hurlbut acerta no uso de movimentos rápidos de câmera para demonstrar a aflição dos personagens ou a intensidade das lembranças. Já a trilha sonora de Paolo Buonvino faz com que o espectador sinta a emoção real do momento.

Este é um filme delicado, que trata de assuntos difíceis. O pai tem de enfrentar inúmeros desafios, enquanto seu amor pela filha é sua única fonte de força. Ironicamente, sua filha acredita ser incapaz de amar e, por isso, se protege dessa condição em relacionamentos vazios, nos quais a relação é apenas física. Mas assim como seu pai teve de provar a todos que seu amor pela filha era maior que tudo, Katie tem de enfrentar a si mesma na hora que encontra alguém que muda sua perspectiva de vida. Resta saber se ela vai conseguir…

A produção estreia nos cinemas na próxima quinta-feira, 19.

Ficha técnica:
FATHERS & DAUGHTERS| 2015| EUA| Drama| 116 min.
Direção: Gabriele Muccino
Roteiro: Brad Desch
Direção de fotografia: Shane Hurlbut
Edição: Alexandro Rodriguez
Figurino: Isis Mussenden
Música/Trilha sonora: Paolo Buonvino
Supervisão Musical: Thomas Golubic
Coordenação de Elenco: Mary Vernieu
Desenho de produção: Daniel Brian Clancy
Produção executiva: Russell Crowe, Keith Rodger, Richard Middleton, Romilda De Luca
Produção: Nicolas Chartier, Craig J. Flores, Sherryl Clark
Co Produção: Andrea & Raffaella Leone, Dominic Rustam, Babacar Diene
Distribuição: California Filmes

 

 

 

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1 Opinião

  1. Solange disse:

    Filme com uma história muito bonita e dramática ao mesmo tempo. Trilha sonora linda e atores excelentes. Gostei muito.

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