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Picasso e os mestres II

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Chegamos à parte final da grande exposição Picasso, que deve ser o maior acontecimento cultural do ano. Filas de três horas ou mais, Grand Palais lotado. Nós marcamos hora com um mês de antecedência para não pegar fila. Mesmo assim ficamos lá fora, no frio, esperando uns vinte minutos. A obsessão dos franceses com cultura às vezes é irritante.

Para quem não leu a primeira parte deste relato: a exposição está no Louvre, no Museu D'Orsay e no Grand Palais, cabendo a este último a parte do leão. No Louvre temos o "Femmes d'Alger" (Mulheres de Argel), de Delacroix, acompanhado de 26 obras ou esboços de Picasso. No D'Orsay, é o quadro "Déjeuner sur l'herbe" (Almoço sobre a relva), de Manet, cercado de 46 peças de Picasso. Dá a impressão de que ele queria conhecer a fundo um quadro que admirava. Copiava, fazia esboços variados até chegar a uma peça abstrata cuja composição utilizava a do original.

Finalmente entramos no Grand Palais e valeu o trabalho e a espera. Agora são dezenas de obras de grandes pintores, acompanhadas cada uma de um ou alguns estudos de Picasso, e de obras acabadas, baseadas nos originais.

O quadro de Gustave Courbet "Les demoiselles des bords de la Seine", de 1857, é tido como pioneiro em levar o retrato de pessoas para fora do estúdio, na natureza.

 

 

 

 

 

 

 

No "Portrait de Lee Miller em Arlésienne" de Picasso, de 1937 podemos reconhecer a composição do "L'Arlésienne", de Van Gogh, de 1888.

 

 

 

 

 

 

 

O "Bal de moulin de La Galette" de Renoir, de 1876, serviu de inspiração para o "Le moulin de la Galette" de Picasso, de 1900, o jovem espanhol iniciando sua carreira. Podemos reconhecer as cores e a luminosidade de Renoir na tela de Picasso.

 

 

 

 

 

 

 

O "Nature morte au cran de mouton" de Picasso, de 1939, meio macabro, me dá a impressão de conter uma gozação em cima do "Nature morte à la tête de mouton", de Goya, de 1808-1812.

 

 

 

 

No "L'Infante Marie Marguerite" de Velásquez e no de Picasso vemos mais uma reconstrução cubista do gênio moderno espanhol.

 

 

 

O "Scène de corrida" de Picasso é mais figurativo que muitos de seus quadros e usa elementos do original de Manet sobre a tourada sem copiar a composição.

 

 

 

 

 

 

Para o "Retrato de Theotocopoulos" de El Greco, Picasso faz mais uma desconstrução abstrata.

 

 

 

 

 

 

 

Para o  “Vénus et l’Amour”, de Lucas Cranach l’ancien, Picasso mostra mais uma vez sua criatividade e senso de humor em seu "Vênus e Cupido".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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3 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Deve ser fascinante ver o gênio de Picasso em ação, a evolução da cópia de um quadro clássico passando por mudanças até chegar a uma pintura abstrata que preserve elementos do quadro original.

  2. angeli rose disse:

    "O tempo não pára"
    mas ainda bem que a velocidade da luz para nós não é palpável totalmente, pois se Picasso tivesse feito de sua arte a "evolução" ao extremos das obras de referência que usou, nesses exemplos dados, teria caído na "incomunicabilidade" que a arte Abstrata caiu. Para a mente ocidental esse abstracionismo tornou-se enfadonho. Por isso o que se pode perceber em Picasso e em tantos outros grandes mestres da pintura ocidental é a preservação consciente da dualidade,a manutenção dos referentes.

  3. GEL SANTOS disse:

    Existe uma verdade não tida sobre a arte do Picasso, sou fã da arte dele como dos artistas cubistas dos Países da Africa. Só que os artistas Plásticos Africano durante muito tempo foi visto como primitivo e o Picasso não.Ao Picasso foi dado o título de Pai do cubismo. Você acha que isso é o que? O cubismo do Picasso foi uma pesquisa realizada por sob a arte Africana. Belas artes que até hoje emtope os museus da França.Mas seus artistas são na maioria das vezes vivem na invisibilidade, isso significa o quê?

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