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Boas maneiras

Por favor, leia esta matéria. Obrigado

Tradicionais palavras mágicas 'por favor' e 'obrigado', que muitas pessoas aprendem quando crianças, parecem estar desaparecendo

Por favor, leia esta matéria. Obrigado
Boas maneiras eram mais comum em 1960 (Reprodução/NPR)

Escute as conversas ao seu redor — colegas no escritório, clientes na fila da cafeteria, aqueles que te servem, aqueles a quem você serve, as pessoas que você conhece a cada dia. “Dê-me um café com leite.” “Passe-me aquele martelo.” Notou alguma coisa faltando? As tradicionais palavras mágicas “por favor” e “obrigado” que muitas pessoas aprendem quando crianças parecem estar desaparecendo.

Lisa Gache, co-fundadora do Beverly Hills Manners em Los Angeles, notou o gradual desaparecimento da linguagem cortês. Ela culpa o problema no coloquial. “A lenta erosão das ‘palavras mágicas’ no nosso dia-a-dia vernacular”, diz Gache, que treina pessoas para serem mais civilizadas, “tem a ver com a predileção a todas as coisas casuais na nossa sociedade hoje. Conversas descontraídas, vestuário casual e comportamento casual sequestraram praticamente todas as áreas da vida, e eu acho que isso não está ajudando ninguém”.

Outras frases educadas também parecem estar caindo no esquecimento. “Seja bem-vindo”, por exemplo. Dizer “obrigada” a alguém e ao invés de ouvir “de nada”, é mais provável que você ouça: “claro”, “sem problema”, “pode apostar”, ou uma longa lista de respostas que substituem o tradicional “de nada”.

Ao invés de dizer “obrigado”, as pessoas dizem “valeu”, ou mais frequentemente não dizem nada. E no lugar de dizerem “não, obrigado”, reações como “tô bem” são cada vez mais comuns. “Respostas como ‘tô bem’ e ‘pode apostar’ não carregam o mesmo sentimento ou transmitem a mesma convicção de quando estamos sinceramente expressando nossa gratidão”, diz Gache. “Elas parecem menos francas, quase como se fossem dolorosas para serem proferidas.”

Então, estamos apenas encontrando novas formas de dizer velhas frases educadas? As boas maneiras estão apenas mudando? Ou elas estão simplesmente sumindo?

Se tornando mais rude

“Coisas simples que dávamos como certas quando crianças não parecem mais fazer alguma diferença”, diz Gregory Smith, psiquiatra e blogueiro em Augusta, na Geórgia. Ele diz ter notado uma mudança tectônica durante seus 25 anos na medicina. “Dizer por favor e obrigado, perdir permissão, oferecer ajuda, e acompanhar soluções de problemas não têm mais tanta importância”.

Ele também observou uma mudança drástica em transações do dia-a-dia. “Passe por qualquer drive-through em uma lanchonete fast-food nos Estados Unidos. Passe por qualquer fila de caixa em uma mercearia. Entre na fila em uma loja de conveniência. Se você tiver sorte, o funcionário que te atender fará contato visual. Talvez falem. Porém mais provavelmente eles irão te entregar sua bebida e sacola enquanto olham sobre os ombros, sem sequer notar seu status de pessoa e não somente de consumidor”.

“Como aconteceu comigo em um aeroporto nos últimos dias, um atendente de quiosque pode colocar suas compras na sacola, passar o seu cartão de crédito, te entregar o recibo, tudo isso enquanto conversa no celular”. “Incrível e revoltante”, diz Smith. Um levantamento recente confirma as observações de Smith. Em 2011, 76% dos entrevistados de uma pesquisa do Rasmussen Reports disseram que os norte americanos estão se tornando mais rudes e menos educados.

Margareth Lacey, por outro lado, acha que muitas pessoas têm muito boas maneiras na sua vida cotidiana. No segundo ano na Universidade de Charleston — na cidade da Carolina do Sul, citada como uma das mais cordiais do país — Lacey nota que as pessoas podem ser bem educadas sem pisar sobre as gentilezas tradicionais.

Ela descreve uma situação rotineira: “Eu tomo café toda manhã na mercearia que tem ali na rua”, diz Lacey. “Essa manhã eu entrei e eles disseram, ‘Bom dia, vai querer o de sempre?’ Eu sorri e respondi, ‘sim, por favor’. Eles perguntaram como tinha sido a minha manhã enquanto faziam o meu café. Na saída eles disseram, ‘Aproveite. Até amanhã’”. Ela não espera que pessoas digam sempre a mesma coisa.

Princípios atemporais, boas maneiras em transformação

Nem a especialista em etiqueta Cindy Post Senning, diretora do Emily Post Institute em Burligton. O instituto, dedicado a promover a etiqueta e a civilidade, foi fundado há mais de 60 anos por Emily Post, que escreveu o livro de referência em boa maneiras, “Etiquette”, em 1922.

Para Senning — que é bisneta de Emily Post — etiqueta e cortesia abrangem dois componentes essenciais e interrelacionados: princípios e boas maneiras. “Os princípios de respeito, consideração e honestidade são universais e atemporais”, ela diz. Mas “boa maneiras mudam com o tempo e de cultura para cultura”.

Para fortalecer relacionamentos, ela diz, “precisamos articular esses princípios em todas as nossas interações. É respeitoso fazer pedidos ao invés de dar ordens, mostrar gratitude e apreciação, saudar os outros, dar nossa completa atenção, reconhecer apreciação mostrada e mostrar respeito por idade, posição e importância”.

No entanto, quando se trata da articulação em si, ela diz, “as palavras que usamos realmente mudam”. Por exemplo, Senning diz, é importante mostrar respeito por outras pessoas saudando-as quando as vê pela primeira vez — no corredor, em uma reunião, na rua. A forma de saudação, porém, se alterou com o tempo.

“Como vai você?” se tornou “Oi, tudo bem?”, que eventualmente mudou para “Oi, e aí?”. Como resultado da metamorfose, Senning diz, “hoje soaria um pouco afetado e talvez até desrespeitoso se em tom sarcástico, dizer ‘Como vai você?’”.

E outras substituições populares, como “sem problema” para “de nada”? Senning diz que prefere o segundo, “mas se a apreciação é expressada de forma genuína, eu não vejo o uso com uma perda de cortesia”.

Fontes:
NPR - Please Read This Story, Thank You

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40 Opiniões

  1. FRANCIELI DEZORDI disse:

    Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
    Clarisse Lispector

  2. Roberto disse:

    esta materia foi excelente.obrigado por terem me alertado.

  3. FRANCIELI DEZORDI disse:

    ANDRÉ
    Dizer por favor, obrigado etc, não faz de uma pessoa alguém de bem, criminosos podem dizer por favor antes de roubar e obrigado depois matar.
    Antes de induzir seu filho a achar que determinados valores são do “bem”,deixe-o autenticamente questionar o que é o bem e se ele realmente existe.
    Jogar valores prontos nas futuras gerações pode causar alienação,dogmatismo,conformismo e falta de posicionamento crítico.

  4. FRANCIELI DEZORDI disse:

    ANDRÉ,você tocou no ponto exato, aquilo que estou desde o começo tentando demonstrar.O ser humano “precisa” de agrados para sentir-se bem.
    Nós nos julgamos tão evoluidos, porém não passamos de animais desesperados por reconhecimento.

  5. André Luiz D. Queiroz disse:

    @FRANCIELI DEZORDI,

    Bem, espero que todos do seu convívio bem entendam seu sentimento, e assim percebam que você tem respeito por todos.

    Sim, normalmente a pessoa que desempenha trabalhos modestos, de pouca paga, o faz pela mera necessidade de sobrevivência e porque não tem melhores oportunidades. Mas certamente qualquer pessoa se sentirá mais feliz se, além do retorno financeiro, receber a expressão de gratidão de outras pessoas! Veja o exemplo dos jogadores de futebol, dos artistas de teatro; o que os empolga mesmo não são os ganhos vultosos (no teatro, nem tanto…), mas sim o aplauso dos torcedores no estádio, dos espectadores na platéia! É isso que realmente os motiva!

    Tomara também que meu filho, quando for homem feito, seja como você prevê. Se assim for, terei conseguido passar a ele valores que farão dele uma pessoa de bem (assim espero!) Tomara, né? 🙂

    Mas, se me permite a sugestão (apenas uma sugestão!…): tente usar um pouco o ‘por favor’, e ‘obrigado’, um pouquinho mais, justamente naquelas situações que você, a princípio, considera desnecessário: Eu garanto, não dói! 🙂
    E você terá feito alguém mais feliz! 🙂
    []’s!

  6. Goethe-Br. disse:

    …-cortezia…delicadeza…polidez…educação doméstica…”instrução moral e cívica” a base
    elementar que nos foi subtraída dando-nos em troca o Mobral…tiraram o canto orfeônico,o latin ,base para um conhecimento mais amiúde do português e dos demais idiomas latinos…a raiz…-menos mal…-alguma “otoridade” gênio
    cultural da nação,ja dizia que ” aquí não é o
    Vaticano”… -o soldado,treinado para cumprir ordens dos seus superiores que, sob o comando
    de autoridade representante da nação(o povo)
    …e não educado para governar… –o grande estadista britanico Sir.Winston churchill,ja
    dissera que as grandes decisões,mesmo referen
    tes ás guerras, eram importantes demais para
    serem entregues á soldados… – o retrocesso cultural de um povo,o leva quase sempre á ado
    ção de costumes que contradizem as tradições
    …ao bajulismo áo poder da força,ao gosto pe
    las subserviencias ás prepotencias…e até que este povo reencontre e retorne ao caminho
    reincide as vezes em experiencias desastrosas
    sacrificando as vezes gerações na busca da dinâmica democracia antes relegada ao descaso
    dos que nunca nada fizeram pela cidadania mas que posam de democratas ovacionados pelos”ino
    centes úteis”…-os nossos amígos da grande nação do norte,vítima da beliculosidade de gerações que os antecederam e tambem da atual se tornam insensíveis para com os compatrio
    tas,para com os vizinhos…e para consigo mes
    mos…daí a frieza de sentimentos orquestra
    dos e como autômatos para os quais o presente
    e o agora não passa de teorias confundidas a cada dia com os ditames da internet…-a meu ver ainda nos resta e a eles restícios de ci vilização a serem resgatados no caso deles,um grande passo seria a reeleiçaõ do presidente Obama,o primeiro que procurou resgatar a lide
    rança americana sem o antiamericanismo antes imposto pelos seus antecessores, falando ao mundo de paz com justiça…e a nos”a esperan ça de que DEUS seja mesmo brasileiro”!…- SHAVUA TOV !…Goethe-Br.

  7. Luciano Pinheiro disse:

    Na década de 2000, Chico Anísio, esse mestre do humorismo, disse uma vez que a melhor coisa, ou a única coisa boa que a juventude teria criado nas últimas décadas foi a palavra “oi!” que em consonância com outras substituiu nosso vocabulário. Dizer por exemplo que você está otimamente vestido, deu lugar a “demorou!” ; arrasou!” e outras onomatopéias esdruxulas. Oi, por exemplo substitui uma variante de palavras como: tudo bem!; como você está?; olá!, etc.
    Entender, passou a ser “sacou”, “copiou”, “cai na real”, etc. Perguntar se alguma coisa deu certo, virou “rolou”. Namorar virou, ficar. E, a língua vai se deteriorando na literatura novelistica que utiliza tal linguajar para atingir seu público. Afora as abitrariedades cometidas no dia a dia em placas publicitárias e anuncios como “concerto” no lugar de conserto; “lavajato” no lugar de lavagem a jato. Se somos educados, somos “gente fina”. Não dar certo é “sujou”. E por aí vai. Na verdade o excelente artigo de Opinião e Notícias nos remete a situações que vislumbramos apenas em algumas situações em família. Desejar boa sorte soa muito mal quando trocamos por “pode crê”. As escolas tem uma missão quase impossível de recuperar nossa maneira de tratamento de nossa tão maltratada língua. Não basta a agressão violenta em vídeos e filmes brasileiros nos quais a verborreia virulenta agride e ameaça nossa cultura. São tantos nomes amorais que o Ministério da Justiça já deveria ter tomado uma medida mais séria. Fica o dito. Salvemos nossa cultura.

  8. AMARILDO disse:

    Concordo plenamente, acho que as formas de tramamentos mudam com o tempo, isso faz parte da evolução linguística, e a sociedade e levada a se adaptar a essas novas forma, no entanto a educação e a maneira cordial de outrora também mudaram. Hoje não se tem mas tempo de ser cordial, educado. O mundo capitalista faz com que as pessoas tenham menos tempo p se dedicarem ao outro, a luta pelo poder, pelo dinheiro está transformando a sociedade em verdadeiros robôs.

  9. FRANCIELI DEZORDI disse:

    André,você ensina seu filho a agradecer a todo e qualquer serviço que lhe seja prestado, e por isso provavelmente depois de adulto ele continuará a agradecer. Mas o fato é que as pessoas que estão prestando serviço geralmente fazem isso por pura necessidade (mesmo que até gostem de certa forma), se fosssem milionários não sairiam por ai prestando serviços.
    O garri varrendo a rua provavelmente está mais preocupado em sustentar seus filhos do que colaborar com o próximo,ele esta cumprindo uma função tão importante como qualquer outra e em troca recebe um valor financeiro.
    Respeitar as pessoas, seja um grande empresário, um lixeiro, uma faxineira, uma celebridade não implica necessariamente em utilizar palavras e gestos afetivos.
    O meu respeito não muda de pessoa para pessoa, de conhecido para desconhecido, o meu respeito não implica em utilizar gestos e palavras,
    o meu respeito é demonstrado quando respeito a liberdade do outro, ou seja, SEMPRE!

  10. rosangela disse:

    muito bom

  11. Benedito Lacerda disse:

    Para uma educadora a colega Ana Luisa tem um português péssimo.
    “E está mudança de linguagem…”. Sem acento, minha cara.
    “Nem todos tem a opurtunidade…”. “Têm”, e “oportunidade”, com “o” e não “u”.

    Deve ser professora de educação física…

  12. Ana Luisa Vargas disse:

    No mundo atual as pessoas estão sempre correndo.E está mudança de linguagem para eles é normal fica mais facil, temos que nós adaptar e tentar compreender sem perder nossa formação dada pela familia ou pela propria vida.
    Nem todos tem a opurtunidade de estudar ou conviver com pessoas cultas, sabes que em nosso País ainda há muitos leigos. Eu como educadora faço a minha parte desde a educação Infantil até ao EJA e me sinto muito gratificada com o,que consigo passar dentro dos padrões da educação pois ninguém nasce sabendo.
    Ana Luisa

  13. francisco tiago de carvalho. disse:

    eu concordo plenamente com estes e outros bem educado por que tenhamos que respeitar o mais proximo
    obrigado.

  14. FRANCIELI DEZORDI disse:

    André realmente você entendeu meu comentário, mas não podemos chegar a uma conclusão sem realmente questionarmos o porque o ser humano é tão carente afetivamente ao ponto de precisar de agrados para viver bem,mesmo as pessoas mais frias apresentam este padrão “demasiado” humano.
    (eu apenas procuro compreender o que está por detrás da civilidade), quiz apenas demonstrar minha visão do que de fato acontece na maioria das vezes.

  15. Maria Rodrigues Pereira disse:

    Concordo em genero e número que a falta de cordialidade entre as pessoas,principalmente entre os mais jovens,nos faz esquecer que somos civilizados.Já morreu o muito obrigada e com licença?

  16. André Luiz D. Queiroz disse:

    @ FRANCIELI DEZORDI,
    Lamento que sua percepção do tema seja de que as pessoas sejam polidas no trato com as outras em uma atitude hipócrita e/ou interesseira (ou, ao menos, é isso que tiro de seu comentário).

    Parece que a vida nos grandes centros urbanos leva as pessoas a serem individualistas e egoístas, e é isso que as faz frias e descorteses. De fato, se perguntarmos a várias pessoas se conhecem o significado das palavras ‘egoísmo’ e ‘altruísmo’, certamente a maioria dirá que conhece a primeira, mas não saberá o significado da última palavra! Justamente porque não estão acostumadas a pensarem primeiro no próximo!… Uma pena.

    Então, o que devemos exortar é que todos prestem um pouco mais de atenção nas demais pessoas com quem convivemos, todas elas!(e principalmente naquelas que ocupam as posições mais modestas no edifício social), e as valorizemos como pessoas! Se vamos usar as ‘palavras mágicas’, ou suas variantes do falar coloquial, é mero detalhe, desde que seja com sincera expressão de respeito e gratidão!

  17. André Luiz D. Queiroz disse:

    Eu me lembro de uma vez quando voltava da escola e, ao saltar do ônibus, agradeci ao motorista, como já me habituara a fazer; ele, que parecia absorto em preocupações, olhou para mim com cara de surpresa e retribuiu o agradecimento com um “de nada” que mostrava sincera gratificação! Um semblante feliz de quem era percebido como ser humano e profissional, digno de respeito!

    Por isso que hoje ensino a meu filho a sempre agradecer por todo e qualquer serviço que lhe seja prestado, seja o garçom no restaurante a cada momento que vier à nossa mesa trazendo os pedidos; o caixa da loja na hora em que pagamos a conta; o carteiro ao trazer nossa correspondência; o porteiro do prédio, ao abrir a porta; o gari que limpa nossa rua… Enfim, estamos sempre sendo servidos por outras pessoas, e reconhecê-las e valorizá-las, por mais humilde que seja o serviço que elas prestam, é uma expressão de civilidade!

  18. Carneiro disse:

    Bom dia:

    Ótimo texto, que me levou ao questionamento do comportamento humano.

    Tenho 66 anos, sou aposentado no primeiro trabalho, não me arrependo de nada do que fiz e nem por algo que tenha deixado de fazer, tive a felicidade de descobrir a minha vocação com três ou quatro anos de idade e fui a luta para conseguir o que eu queria.
    Consegui e trabalhei 36 anos lá, mesmo quando em razão do tempo no cargo fui coordenador de setor nunca tive subordinados e sim colegas de trabalho, nunca mandei alguém fazer algo e sim pedi por favor tendo agradecido depois, hoje 12 anos depois de aposentado continuo trabalhando e muito, não pelo que possa receber em troca mas sim pelo prazer e pela realização pessoal.
    Coisa de velho? talvez! mas tenho sido feliz assim e vou continuar dizendo “Muito obrigado”, “Por favor”,

  19. Jairo Pinto Barbosa disse:

    Eu sou do tempo em que estas “palavrinhas magicas” eram um sinal de boa educação de berço, em que os pais cobravam que seus filhos pedissem a benção dos mais velhos, em que uma Senhoura tivesse preferência em uma fila, na entrada de uma porta, e tantas outras coisas que a modernidade engoliu caiu em desuso.
    É uma pena ver crianças desrespeitando o professor, um idoso, não lhes faz a menor diferença entre um outro elemento de sua troça.
    O ser “cortes” não existe mais BP fundador do Escotismo colocava como ponto primordial da educação, que hoje os pais fazem questão em não dar aos filhos.

  20. FRANCIELI DEZORDI disse:

    Quando crianças aprendemos a nos tornar hipócritas em nome da suposta boa convivência. Nossos pais nos corrigem caso não usemos palavras como – bom dia- de nada-, e nada disso é autêntico,são apenas formalidaes ensinadas incessantemente por pais e educadores, que a criança assimila sem questionar de fato quão verdadeiro é .
    As boas maneiras que no final das contas não passam de um conjunto de palavras (e atitudes) clichês, utilizadas geralmente de forma automática para agradarmos e sermos agradados, revelam a nessecidade quase infantil de afeto do ser humano.
    Socialmente quase todos temos uma determinada função (emprego),sabemos que o que nos move a cumprir funções é a sobrevivência (geralmete aliada ao fator conforto), ou seja, estamos ali para “merecer dinheiro”, e mesmo assim somos (nem sempre)
    educados, cheios de formalidades sem necessidade objetiva, agimos de forma artificial e inautêntica, e quem sair deste padrão é visto como prepotente,grosseiro, estupido, arrogante e não como verdadeiro.
    Parece que as boas maneiras tornaram-se uma forma hipócrita de amor ao próximo,um acordo para não perdermos a utopia de um mundo fraterno.

  21. Luiz Alberto Franco disse:

    A última linha resgata o texto que, até então, parecia de um saudosismo irritante. Acho que a essência da coisa está na “forma genuína”. Nossos políticos tratam um aos outros como “excelência” e “nobre” sem que isso transmita qualquer sinal de reconhecimento de qualidades no interlocutor.
    Precisamos não esquecer da cortesia e de suas implicações para o convívio civilizado, mas as “formas de cortesia” podem mudar e, até mesmo, serem suprimidas e substituídas com perfeita adequação e civilidade por um sorriso, um olhar, um gesto. Mudamos com o tempo.

  22. Regina Caldas disse:

    Caro Sr Freitas, o senhor se esquece que esta avó ignorante foi quem educou a filha….

  23. Renato disse:

    O texto é bem vindo. Ótima publicação.
    Lido com pessoas todos os dias. Cada dia é um novo dia, portanto, quando encontro as pessoas com quem me relaciono diariamente, eu cumprimento-as da melhor forma possível. E se eu não fizer isso elas chamam a minha atenção e com razão.

  24. alaides disse:

    Otexto é ótimo, e verdadeiro. Passamos todos os dias pelo mesmo lugar e não notamos a construçao de um gigantesco predio por onde passamos. quantas vezes passamos pelo nosso vizinho e o cumprimentamos sem olhar pra ele, e as vezes nem o cumprimentamos.Atribuimos essa falta de cordialidade ao pouco tempo, ao excesso de trabalho, na verdade sao os valores se perdendo por conta das redes sociais,com palavras abreviadas e linguagem robotica.Deveriam economizar na falta de respeito pra cm o proximo , no entanto economizam na falta de educaçao.

  25. Paulo Nascimento disse:

    O que era para ser uma atitude corriqueira passou a ser estranho. Muitas vezes fazer uma gentileza pode ser confundido com segundas intenções. Isso passou a ser “careta” com a nova linguagem adotada. E não quero jogar a culpa nos jovens, pois até pessoas da minha idade entraram no ritmo.
    Na medida do possível procuro escrever e me expressar corretamente, mas às vezes me sinto “fora da casinha”. Já não sei mais se acentuo as palavras, se começo uma frase com letra maiúscula, se mando bjs ou beijos e por aí vai. Sem conservadorismos, mas a linguagem como estava era infinitamente melhor.
    Ah, e antes que me esqueça: Obrigado pelo artigo!

  26. SANDRA disse:

    Parabés pela matéria,dessa forma vocês incentivam a volta das “palavras mágicas”.Por diversas vezes cheguei em determinados ambientes e ao cumprimentar com um bom dia ou boa tarde precisei repetir por duas vezes ou mais porque parece que não ouvem, até aumento a voz na sequencia de vezes, e com ar de
    incômodo respondem sem olhar.Apesar de ser assim não fico chateada e não deixo de praticar o que aprendi em outros tempos.É o fim do ciclo do respeito ao outro, é uma pena.

  27. Aureo Ramos de Souza disse:

    Quando criança ao sair da escola fui pedir a um cidadão para ele aceder meu cigarro o senhor tomou meu cigarro e disse seus pais sabe que fumas e rasgou meu cigarro. Hoje tenho 65 anos e uma criança de 12 anos mais ou menos chega a mim e diz “sende aqui coroa” e depois diz valeu!Vejam só que penso ser uma besteira mas acontece: você passa a frequentar uma igreja evangélica e passa a receber a PAZ DO SENHOR e se por acaso você se afasta passa a ser bom, boa tarde ou boa noite. Qual a diferença? Já corrí muito atrás do padre para dá a bença seu padre, hoje nem se ver um padre de batina nas ruas. A benção se dava a todas pessoas mais velha, é incrivel mas meu neto me dá a benção, acredito que é por ordem de seu pai. O mundo vira de ponta cabeça.Entrei na lanchonete e pedí um cafezinho e moça logo respondeu R$ 2.00 eu lhe respondí não perguntei preço só pedí.

  28. IVOREMA SAYÃO LOBATO CHAPON disse:

    SEMPRE FUI UMA PESSOA COBRADORA DAS BOAS MANEIRAS. QUER PARA OS MEUS FILHOS COMO PARA MEUS ALUNOS. HOJE TENHO BONS RESULTADOS. AGRADEÇO A OPORTUNIDADE DE ME EXPRESSAR.

  29. freitas/itaipu disse:

    SÓ PODIA DAR M…
    A VIDA MODERMA, OBRIGOU A FAMILIA A PERDER A MÃE EDUCADORA, QUE FOI PARA RUA TRABALHAR DEIXANDO AVÓ IGNORANTE OU UMA EMPREGADA DEBIL MENTAL A FUNÇÃO DE EDUCAR A CRIANÇA, SÓ PODIA DAR M…

  30. joaquim vieira disse:

    nas grandes metropoles, o mundo hoje é bem virtual. o ensino nas escolas desapareceu,o que se aprende é pra lá de superficial,o negocio é deixa do jeito que tá, ou tomar uma atitude pra educar, ainda ha tempo.

  31. re disse:

    o relacionamento interpessoal está cada vez mais fora de moda atualmete e realmente tem casos que um atendente de qquer lugar um exemplo na padaria ou até numa lanchondeete periga te atender e nem olhar para ti…..AS PESSOAS ESTÃO CADA MAIS FRIAS

  32. Mario Ficarelli disse:

    Entendo que é sempre uma questão importante e que é resolvida com a vida em família educada e com boa escola. Pessoalmente valorizo e muito o “obrigado”, o “de nada”, o “bom dia” o “tudo bem com você” e etc. Praticar isso com natualidade nos torna mais simpáticos e mais dignos de viver em sociedade.

  33. Regina Caldas disse:

    Tratar as pessoas com delicadeza e respeito, embora haja um repúdio generalizado s/tal comportamento, ainda causa impacto positivo. Experimente tratar com delicadeza a moça do caixa, o porteiro e todos os que lhe prestam serviços, e ao término do atendimento agradeça com um sorriso. Elas ficarão nas nuvens, pois sentiram-se vistas como quem merece atenção e respeito.

  34. MARIA NEUSA DOS SANTOS disse:

    Sou professora universitária e noto que as “palvras mágicas” desapareceram do vocabulário do jovem.É uma falta de respeito total em todos os lugares ja citados no texto. Eu sabia que as palavras desaparecem,mas não sabia que o modo cortês de tratamento mudaria um dia.

  35. Werinton Kermes disse:

    Excelente texto .
    Muito Obrigado

  36. Endrius Lopes disse:

    Tudo evolui , até a forma de expressar boas maneiras . Quero deixar claro que não sou a favor da substituição das ” palavras magicas ” , eu as apoio e costumo usa – las quando convém , mas com amigos da minha idade em uma conversa totalmente descontraída eu não às uso , uso palavras mais leves e ” da moda ” , se assim posso dizer , como um ” eae” , beleza ( ou em uma linguagem internetês ” blz ” , essa eu não uso de forma alguma ) são palavras mais simples e que soam melhor em uma conversa entre amigos . Tudo é questão de com quem conversa e onde conversa .

  37. gerusa contti disse:

    OI Como vai? obrigada pela matéria. Concordo plenamente. Hoje a cortesia está fora de moda. Só para acrescentar mais um dado a pesquisa… Esses dias dei bom dia para uma colega de trabalho, quando cheguei a redação. Resposta: Bom dia porque? tá vendo algum motivo aqui para se ter um bom dia? E assim caminha(ou seria descaminha?) a humanidade. Abraços e mais uma vez obrigada pela matéria, é sempre bom a gente saber que existem outras pessoas prestando atenção a detalhes como esse.

  38. raufe disse:

    Uma constatação da falta de educação galopante do brasileiro. Claro, há exceções.

  39. Israel Beloch disse:

    No Rio, sentimos todos esse fenômeno nas caixas de supermercados, portarias e outros lugares públicos. A cortezia torna a vida diária um pouco mais amena e seu desaparecimento é um fator do stress geral e da desconcentração (celulares, computadores etc)generalizada.

  40. cesar H Arthou disse:

    Ha’ muito que tambem observo que cada vez as pessoas estao mais mal educadas. Parece que a vida estressante as obriga a isso. Ser educado, gentil nao custa nada e os beneficios valem a pena.

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