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Por que as grandes realizações criativas são realizadas a dois?

Livro de Joshua Wolf Shenk mostra que conflitos resultantes de admiração mútua ou rivalidade podem gerar obras extraordinárias

Por que as grandes realizações criativas são realizadas a dois?
A competição, explícita ou não, existe em todo grande par, diz Shenk (Reprodução/Economist)

A sociedade há muito romantiza o poder criativo da figura solitária, seja o cientista que trabalha a noite inteira em um laboratório ou o escritor introspectivo envolto no mundo de sua própria imaginação.

“Por séculos o mito do gênio solitário paira sobre nós como um colosso”, afirma Joshua Wolf Shenk no início de seu novo livro, “Powers of Two”. Ele tenta refutar a ideia de que “coisas que mudam o mundo” vêm de mentes solitárias, e propõe o argumento controverso de que são “pares criativos”, em vez de indivíduos, que produziram as obras mais criativas da história.

Shenk, que costumava escrever para a Economist, sustenta seu argumento recorrendo a três duplas criativas arquetípicas: “o líquido e o recipiente”, “a estrela e o diretor” e “o sonhador e o executor”. Ele usa John Lennon e Paul McCartney, líquido e recipiente respectivamente, como um tema em todo o livro. “Paul pegou o material desafiador e ousado que John lhe apresentava e descobria maneiras de fazê-las funcionar no vocabulário da música popular”, escreve.

A competição, explícita ou não, existe em todo grande par, afirma Shenk. Pablo Picasso e Henri Matisse, rivais e admiradores mútuos, alimentavam a obra um do outro: “Les Demoiselles d’Avignon” foi um esforço para exceder a selvageria do “Nu Bleu”, de Matisse. Cada mente criativa precisa que outra lhe pressione para atingir o seu potencial, de acordo com esse interessante livro. O conflito resultante pode gerar uma obra extraordinária.

Fontes:
The Economist-It takes two

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