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Por que tantos homens negros são assassinados em Los Angeles?

Uma repórter segue um grupo de detetives do Departamento de Polícia de Los Angeles em uma tentativa de entender por que tantos homens negros são assassinados

Por que tantos homens negros são assassinados em Los Angeles?
Objetivo de Leovy é mostrar que a epidemia de homicídios ainda é intensa (Fonte: Reprodução/Getty Images)

Os crimes brutais nos Estados Unidos diminuíram de uma maneira drástica nos últimos 20 anos. Em Nova York e Los Angeles, o número de homicídios caiu de cerca de 2 mil por ano no início da década de 1990 para 500 em dados atuais. Mas os índices de assassinatos de homens negros nos guetos urbanos mais violentos são alarmantes. Em Watts, uma dessas áreas turbulentas de Los Angeles, Jill Leovy, uma repórter policial veterana fez uma investigação assustadora para o Los Angeles Times.

Em 2007, frustrada com o descaso das autoridades por esses assassinatos nas ruas da cidade, Jill Leovy começou a escrever um blog para o jornal intitulado “Homicide Report”, no qual descrevia todos os homicídios que aconteciam em Los Angeles. Após dez anos seguindo um grupo de policiais da seção de homicídios do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD), a jornalista reuniu o material que escreveu sobre essa experiência no livro “Ghettoside: A True Story of Murder in America”. Enquanto o Twitter divulga a mensagem #BlackLivesMatter, um grito de protesto contra o assassinato de homens negros por policiais, o objetivo de Leovy em Ghettoside é mostrar que a epidemia de homicídios ainda é intensa e que a vida dos negros na cidade de Los Angeles é importante e deve ser ainda mais valorizada.

Jill Leovy, a partir da história de um assassinato, narrado nos mínimos detalhes aterrorizantes e com um ritmo de um drama trágico e fascinante, descreve o ciclo de violência em Watts. Bryant Tennelle é o filho de 18 anos de um detetive negro do LAPD, um bom rapaz assassinado por engano; John Skaggs, um detetive da seção de homicídios e ex-surfista louro, investiga o caso com obstinação.

Enquanto narra o caso de Bryant Tennelle, Jill Leovy relata outras histórias pungentes, conduzindo o leitor aos interrogatórios policiais, às casas das mães que choram pelos filhos mortos, e aos hospitais onde os pais rezam pelas vidas dos filhos à morte. É um retrato de uma comunidade traumatizada e isolada do mundo, onde os assassinos matam impunemente e os moradores têm tanto medo de represálias, que não dão informações à polícia.

Fontes:
The Economist - Homicide investigation in America: Murder, she wrote

3 Opiniões

  1. Renato Fregapani disse:

    Para realmente esclarecer o assunto é preciso reformular a pergunta: porque tantos homens negros são mortos em qualquer parte do mundo onde eles estejam, principalmente na África ?

  2. Vitafer disse:

    Imagina, no civilizadíssimo (!) Estados Unidos…

  3. Roberto1776 disse:

    Na periferia de Porto Alegre os negros e mulatos se matam entre si.

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