Início » Cultura » Por uma vida melhor, rir é o mais apropriado
Cultura

Por uma vida melhor, rir é o mais apropriado

Eles “pega” o peixão, nós pagamos o pato, mas engolimos o sapo. Para digerir esta receita indigesta, recomenda-se desopilar o fígado com muita diversão. Por Solange Noronha

Por uma vida melhor, rir é o mais apropriado
Corra para o cinema mais próximo e divirta-se

Desaproprie-se o camelô que vende “um a cinco real e três a vinte”. Ou escritores e editoras que vendem peixe podre por milhões de reais. Está com 485 mil livros (des)educativos entalados na garganta? Melhor rir para não chorar.

Corra para o cinema mais próximo e veja Johnny Depp encarnar mais uma vez o pirata Jack Sparrow. O bebum espertalhão adora um tesouro, mas não é do seu dinheiro que ele está atrás. Produção bem menos ambiciosa, mas também divertida é “Santa paciência” — da qual andamos muito necessitados. No filme inglês, um muçulmano descobre que foi adotado e é judeu, isto às vésperas de casar a filha. E o pai do noivo, claro, é um líder radical do Islã. Pode não ser histriônico como “A gaiola das loucas”, em que é preciso esconder as plumas e os paetês do político conservador candidato a sogro, mas tem bons momentos e boas piadas. E os fãs de “The good wife” vão gostar de ver Archie Panjabi como a fiel esposa do protagonista de “The infidel”, título original da comédia.

Ainda não se esqueceu dos sapos servidos esta semana, mas gosta da supracitada série? Pois aqui vai uma boa notícia: ela tem nova temporada garantida. Outra que começou como quem não quer nada e vai voltar é “Body of proof”, drama forense cujos roteiristas têm sérios problemas não com o idioma lá deles, mas com a matemática: sua personagem principal é vivida por Dana Delany, de 55 anos, e tem uma relação difícil com a mãe, interpretada por Joanna Cassidy, de 66. Mesmo sem saber a idade das atrizes, basta olhar as duas contracenando para ver que a conta não fecha — como tantas no nosso país.

Comédias renovadas

Voltando a quem faz graça voluntariamente, no terreno das sitcoms podem rir à vontade os fãs da atrapalhada família de “The Middle”, dos desajeitados geeks de “The big bang theory”, do casal peso pesado “Mike & Molly” e até mesmo dos amalucados tipos de “Two and a half men” — Charlie Sheen, obviamente, está fora, mas Ashton Kutcher está confirmado no elenco da série, embora faça mistério sobre o seu papel.

Alegria também para os muitos admiradores de Chuck, o rei dos nerds — será por pouco tempo, apenas 13 episódios, mas já é um presentão. E não é só: os irmãos Winchester, cada vez mais engraçados em suas batalhas com anjos, demônios e outros seres sobrenaturais, continuarão firmes na telinha, assim como os simpaticíssimos Castle e Patrick Jane (ou “The mentalist”), que raramente resvalam para o dramalhão.

Ainda com problemas de azia e má digestão? Procure na programação do Telecine o recém-estreado “Esquadrão Classe A” que é um santo remédio. A adaptação para o cinema do famoso seriado dos anos 80 põe até James Bond no chinelo. Afinal, o agente 007 jamais tentou fazer manobras aéreas com um tanque de guerra, entre outras loucuras de que são capazes Hannibal, Cara de Pau (ou Face), B. A. Baracus e, especialmente, Murdock. Liam Neeson, Bradley Cooper, Quinton “Rampage” Jackson e — também especialmente — Sharito Copley estão ótimos e parecem se divertir horrores em cena. Prepare-se para distrair a cabeça durante duas horas, com planos mirabolantes, ação quase ininterrupta e muitas piadas. Há muito dinheiro em jogo também, com uma gigantesca vantagem: nessa história cheia de embustes, a realidade é desapropriada.

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Cib disse:

    Cinema e TV são mesmo a maior diversão, né? E acho que o mais legal é quando os próprios atores visivelmente estão se divertindo com seu trabalho. É o caso do Depp e seu Sparrow e da turma de Chuck e Castle – eles curtem o que fazem e nós curtimos – DEMAIS – o que eles fazem. 😀

    Quanto à diferença de idade entre Dana Delany e Joanna Cassidy, eu não vejo a série, mas às vezes isso pode funcionar. Um exemplo? Sean Connery e Harrison Ford como pai e filho na série Indiana Jones. Simplesmente o máximo.

    Beijos, Sol!

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *