Início » Cultura » Restos mortais de Monalisa podem ter sido encontrados
Da Vinci

Restos mortais de Monalisa podem ter sido encontrados

Pesquisadores fazem busca em convento de Florença, onde possivelmente a modelo foi enterrada

Restos mortais de Monalisa podem ter sido encontrados
Monalisa teria sido mulher de rico comerciante

Pesquisadores italianos informaram que irão desenterrar ossos em um convento de Florença, para tentar identificar os restos mortais de uma mulher que viveu no tempo do Renascimento. Os pesquisadores acreditam que possa ser a modelo do famoso quadro Monalisa. Se for bem sucedida, a pesquisa pode determinar, finalmente, a identidade da mulher retratada por Leonardo Da Vinci, um mistério que intriga estudantes e amantes da arte ao longo dos séculos.

O projeto, lançado na terça-feira, 5, quer localizar os restos mortais de Lisa Gherardini, esposa de um rico comerciante conhecido como Francesco del Giocondo.  Há tempos Lisa vem sendo ligada à pintura, que, em italiano, é conhecida como “La Gioconda”. Giorgio Vasari, um artista do século XVI, e biógrafo de Leonardo Da Vinci, já escreveu que Da Vinci teria pintado um retrato da esposa de Giocondo.

Lisa nasceu em 1479. Alguns anos atrás, um historiador amador italiano disse ter achado uma certidão de óbito, mostrando que a data de sua morte seria 15 de julho de 1542, tendo sido enterrada no Convento de Santa Úrsula, em Florença. Silvano Vinceti, um historiador de arte, e líder do projeto, também informou sobre documentos que mostram que a família de Giocondo fez generosas doações para o convento.

O projeto se insere em uma tendência no emprego de métodos forenses na história da arte,  utilizado, por exemplo, para saber sobre a técnica adotada por determinado artista, ou até mesmo para descobrir detalhes escondidos em uma pintura. O grupo, liderado por Vinceti, já reconstruiu rostos de alguns artistas italianos a partir de seus crânios. No ano passado, disse ter identificado os ossos de Caravaggio e descoberto uma possível causa para sua morte, quase 400 anos depois que o artista morreu em situação misteriosa.

A pesquisa vem atraindo muitas críticas, com alguns especialistas duvidando que as análises possam ser conclusivas. Outros estudiosos dizem que a técnica tem pouco a acrescentar quando trata-se de obras de arte. O projeto da Monalisa utiliza as mesmas técnicas aplicadas para a pesquisa de Caravaggio.

O método consiste no uso de um radar que penetra  no solo para procurar túmulos escondidos no convento. Depois, os ossos serão procurados, para identificar aqueles que possam ser compatíveis com Lisa – que pertençam a uma mulher que morreu aos 60 anos, no período em questão. O grupo também procura algumas características como vestígios de possíveis doenças ou estrutura óssea que corresponda ao que se sabe da vida de Lisa.

Se identificarem os ossos, os pesquisadores irão extrair o DNA, que será comparado aos ossos extraídos dos filhos de Lisa – alguns também foram encontrados em uma basílica de Florença. Caso também seja encontrado algum fragmento do crânio, dependendo de qual seja sua preservação, o grupo ainda pode tentar uma reconstrução facial. Esta etapa é essencial para determinar se Lisa é de fato a modelo do quadro de Da Vinci.

Vinceti estuda há tempos o quadro Monalisa. Ele afirma ter encontrado símbolos escondidos na pintura, que está no Museu do Louvre, em Paris, e, recentemente, sugeriu que um modelo do sexo masculino, provavelmente um companheiro de longa data de Da Vinci, era a influência para o famoso quadro.

Fontes:
MSNBC - Is that Mona Lisa? Bones to be dug up for ID

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *