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Revista de ensaios cria prêmio e traz Geoff Dyer para palestras no Rio e em SP

Interessados em participar do encontro com o jornalista e escritor inglês devem se inscrever com antecedência. Por Solange Noronha

Revista de ensaios cria prêmio e traz Geoff Dyer para palestras no Rio e em SP
A revista 'serrote' chega à sétima edição e traz novidades

Publicação quadrimestral do Instituto Moreira Salles, a “serrote” chega à sétima edição — e ao seu terceiro ano — com algumas novidades: a criação de um prêmio de ensaísmo e a promoção de palestras com o inglês Geoff Dyer, especialista em ensaios pessoais, gênero ainda pouco explorado por aqui. O jornalista e escritor chega ao Brasil no sábado e conversa com o público nos centros culturais do IMS nos próximos dias 29 (terça), no Rio, e 31 (quinta), em São Paulo. Quem quiser participar tem que se inscrever com antecedência: os cariocas têm até a sexta-feira, 25, para garantir lugar, pelo telefone (21) 3284-7400; e os paulistanos podem ligar até a segunda, 28, para (11) 3825-2560.

O jornalista e escritor inglês Geoff Dyer chega ao Brasil no sábado

Editor da revista-livro desde a sua sexta edição, o jornalista Paulo Roberto Pires diz que a intenção é abrir cada vez mais o leque de possibilidades do ensaio na “serrote”: “Os ‘personal essays’, por exemplo, não são muito comuns no país, mas têm antologias na Europa e nos Estados Unidos. O gênero não é fácil, porque não se trata apenas de fazer um relato pessoal, mas também de refletir, de dar um sentido ao tema. A ideia é pôr em foco todos os tipos de ensaio possíveis: fotográficos, políticos, científicos, de viagem etc.”

Prêmio de ensaísmo

Para abrir ainda mais espaço para o ensaio brasileiro, a revista lançará também uma premiação. Paulo adianta alguns detalhes do prêmio de ensaísmo serrote, cujo regulamento em breve estará no site do Instituto (www.ims.com.br): “O autor deverá usar pseudônimo e só pode ter publicado, no máximo, um livro. O ensaio (de 30 mil caracteres e em português do Brasil) sairá na ‘serrote’ de novembro e o escritor premiado ganhará R$ 5 mil. O segundo e o terceiro colocados receberão R$ 3 mil e R$ 2 mil e serão editados posteriormente.” Juntamente com Paulo Roberto Pires, serão responsáveis pela escolha dos trabalhos o ensaísta Francisco Bosco, o jornalista Matinas Suzuki — primeiro editor da “serrote” — e três membros da administração do IMS: o superintendente executivo Flávio Pinheiro; Samuel Titan Jr., coordenador executivo; e Flávio Moura, coordenador de internet.

Da serra a Lucian Freud e muito mais

Além do texto de Geoff Dyer — incluído em seu mais recente livro de ensaios, “Working the room”, ainda inédito no Brasil, onde o autor tem três títulos publicados — a nova “serrote” chega às livrarias trazendo, entre outros temas, a região serrana fluminense após a enchente, em fotos de Edu Marin, que viajou a convite da revista.

Um texto de Lucian Freud — escrito em 1954 e considerado sua única teorização sobre o ato de pintar — vem acompanhado de um ensaio fotográfico de Bruce Bernard e David Dawson, que registraram o neto de Sigmund em seu ateliê dos anos 1980 até este século. “Holden aos sessenta” — texto de Louis Menand publicado originalmente em 2001, no cinquentenário de “O apanhador no campo de centeio” — traz reprodução de várias capas do livro de J. D. Salinger.

O jornalista Arthur Dapieve fala da influência de Oscar Wilde sobre Morrissey, vocalista da banda britânica The Smiths. Já seu colega Otavio Frias Filho é autor do texto sobre a escritora norte-americana Janet Malcolm, incluído na nova edição de “O jornalista e o assassino”.

Morrissey é vocalista da banda britânica The Smiths

Três dias de James Joyce em Paris, em 1938, às vésperas do lançamento de “Finnegans wake”, e três semanas de conversa entre os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer, em 1956, também estão nas 250 páginas da “serrote#7”, que tem ainda espaço para o humor — em textos de Dorothy Parker (1893-1967) e Fran Lebowitz — e até para a ficção — com “Montaigne — uma narrativa”, de Thomas Bernhard.

Três dias de James Joyce em Paris, em 1938, estão nas páginas de 'serrote'

Três dias de James Joyce em Paris, em 1938, estão nas páginas de 'serrote'

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