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roubo de obras de arte

Roubo em Roterdã: muito além do ‘Caso Thomas Crown’

Ladrões que roubaram obras de arte no museu de Roterdã não são diferentes de ladrões convencionais

Roubo em Roterdã: muito além do ‘Caso Thomas Crown’
No filme 'O caso de Thomas Crown', personagem principal roubava obras de arte por prazer (Reprodução/Internet)

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O roubo de obras de valor inestimável no museu holandês Kunsthal, em Roterdã, chocou o mundo. A cena de ladrões invadindo um museu através de uma claraboia e contorcendo-se para escapar de raios lasers, tal qual um filme de Hollywood, logo vem à mente.

Mas esses ladrões estão longe de ser Thomas Crown, personagem do filme O caso Thomas Crown, onde um milionário decide pôr em prática um ousado plano de roubar por prazer um dos museus mais bem guardados de Manhattan. Pelo contrário: eles não são diferentes daqueles que roubam farmácias atrás de remédios, carros por dinheiro ou casas em busca de joias. Ou seja, são apenas oportunistas de visão curta.

A compra ilícita de obras de arte roubadas é um assunto sério que, segundo o FBI, já causou perdas acima de U$ 6 bilhões. Existem diversos grupos de ladrões que têm como alvo obras de arte. Contudo, é muito difícil um museu ser vítima deste tipo de crime. O motivo é simples: roubar obras de arte é tão difícil quanto encontrar compradores para a peça roubada.

No caso do museu Kunsthal, é fácil entender as críticas às falhas de segurança. Mas o que muitos não entendem é que garantir a segurança de um museu é um desafio único. Bancos e joalherias contratam seguranças armados, e ninguém é deixado um minuto sequer a sós com um colar de diamantes ou uma quantia em dinheiro. No museu, o objetivo é exatamente o oposto: peças de valor inestimável são expostas a um grande número de pessoas todos os dias.

Então, qual seria a solução para furtos de obras de arte? Com certeza aumentar a segurança, fazendo com que o ladrão passe por camadas de segurança antes de chegar à obra de arte e mais camadas ainda antes de sair do museu. Esta medida não apenas dificulta a entrada e saída de ladrões, mas também dá à polícia preciosos minutos extras para chegar ao local após o alarme ser disparado. O museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, EUA, adotou esta prática após o roubo de 1990 e vem colhendo bons resultados.  Investigar funcionários antigos e atuais para identificar possíveis ligações criminosas é outra medida eficaz, pois 90% dos roubos envolvem alguma informação interna.

Adotar tais medidas pode prevenir o roubo de mais obras de arte ou a perda de heranças culturais.

Fontes:
The New York Times-No ‘Thomas Crown Affair’

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