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Biografia

Stefan Zweig: canção do exílio

Uma grande nova biografia de um celebrado eurófilo

Stefan Zweig: canção do exílio
Stefan Zweig nas escadas da Biblioteca Pública de Nova Iorque, em 1942 (Fonte: Reprodução/Lion Heart Autographs/WSJ)

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The Impossible Exile: Stefan Zweig at the End of the World. De George Prochnik. Other Press; 390 páginas

Stefan Zweig era um dos escritores mais populares de sua época. Ele cresceu no glamour da Viena fin-de-siècle.

Em parte graças às campanhas de Hitler após a Grande Depressão, no meio da década de 30 a Europa cosmopolita que Zweig conhecera havia encolhido para um tabuleiro de estados-nação em guerra. Zweig, o consumado europeu que no passado se sentia em casa em qualquer lugar, subitamente não se sentia seguro em lugar algum. Por ser um intelectual pacifista e judeu, seus livros foram queimados em Berlim em 1933, e, como outras milhões de pessoas, foi forçado a um exílio que o levou a Londres, Nova Iorque, e, finalmente, Brasil, onde ele cometeu suicídio em fevereiro de 1942. Ele morreu mais como um homem sem um mundo do que como um homem sem um país.

Sutil, fruto de uma pesquisa detalhada e imbuído de humanismo em toda a sua extensão, “The Impossible Exile” é o retrato de um homem e de sua fuga sem fim. George Prochnik se propõe a escavar a sensibilidade e psicologia em um momento em que o celebrado escritor tentou — e fracassou — resistir ao maior desafio que sua Europa nativa jamais havia enfrentado. “The Impossible Exile” é, portanto, um retrato zweigeano de Zweig.

Ilusões mantidas com teimosia formavam a essência da tragédia final de Zweig. “Por toda sua vida”, escreve Prochnik, “Zweig havia venerado duas coisas: o sonho da unidade humana na Terra e a capacidade da arte de induzir uma noção de transcendência terrena — todas as agruras e sectarismos mesquinhos sublimados por um arrebatamento estético”.

Talvez a mais pungente das ilusões de Zweig tenha sido o seu ideal de uma cidadania europeia universal. Conforme Prochnik mostra de maneira elegante, o exílio de Zweig foi tecnicamente um exílio da Europa, mas o seu “exílio impossível” consistia em um exílio de si mesmo.

Fontes:
The Economist - Stefan Zweig: Song of exile

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1 Opinião

  1. olbe disse:

    Qualquer coisa que Stefan Zweig tenha escrito você lê hoje e ama ! Ele é sensível, apaixonado, ético e vai fundo em tudo que escreve.Sobre ele mesmo existe o fantástico ” O MUNDO EM QUE VIVI’ fantástico.Estou curiosa para ler este livro de George Prtochik.

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