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Paraíso perdido

Turismo supervaloriza mercado imobiliário no Havaí

Preço elevado das moradias é responsável pelo alto número de trabalhadores sem-teto no estado

Turismo supervaloriza mercado imobiliário no Havaí
Em média, o aluguel mensal de um apartamento de dois cômodos em Honolulu é de mais de U$1.800 (Reprodução / Internet)

O Havaí tem um dos piores índices de pessoas desabrigadas. Apesar de uma taxa de desemprego abaixo de 5%, o preço elevado das moradias é responsável pelo número de trabalhadores que vivem nas ruas. Em média, o aluguel mensal de um apartamento de dois cômodos em Honolulu é de mais de U$1.800, um dos mais altos dos Estados Unidos.

Na ilha de Oahu, onde vivem três quartos das pessoas sem-teto do Havaí, dormir na rua ficou ainda mais difícil. Em 2 de dezembro o prefeito de Honolulu, Kirk Caldwell, assinou um decreto proibindo as pessoas de sentarem ou deitarem nas calçadas movimentadas da ilha de 5 horas até 23 horas. Os que não obedecerem pagam uma multa de mais de U$1.000 e ficam presos por mais de 30 dias. Essa proibição faz parte de um plano que Caldwell chama de “ruptura compassiva”. O objetivo, disse, é o de pôr as pessoas sem moradia em abrigos. Os negócios em Waikiki, o centro da indústria de turismo estimada em U$14.5 bilhões apoia a polícia.

Sanções severas semelhantes podem ser vistas em outros lugares no país, apesar da oferta menor de moradias com um custo proporcional a não mais de 30% da renda familiar. (Quase 13% das moradias desapareceram desde 2001.) As leis que proíbem acampamentos, dormir dentro de carros, pedir esmola e andar à toa em espaços públicos são cada vez mais frequentes, segundo o National Law Centre on Homelessness & Poverty. Nos últimos dois anos, mais de vinte cidades consideraram ilegal alimentar pessoas desabrigadas em público.

Fontes:
Economist - Paradise Lost

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Acabo de ler o artigo no original e a impressão que tenho é que os muitos empregos no Hawaii atraem mais pessoas do que o estado tem condições de abrigar. O problema, então, não é a falta de habitações, é o excesso de emigrantes. Enquanto o mundo todo não compreender que nosso planeta dispõe de recursos limitados e a população de pessoas (e de automóveis) aumentar sem nenhum limite imposto pelo bom senso, a tendência é termos cada vez mais cidades com excesso de habitantes e de automóveis o que, no fim das contas, é ruim para todos. Comprar um carro (ou calhambeque, no Brasil) sem ter, pelo menos, uma garagem cedo ou tarde transformará a cidade me um mini inferno paulista. Parir seres humanos sem ter a certeza de ter um lugar para este ser viver e comida para ele se alimentar, logo produzirá um sem teto, sem comida, e provável delinquente que irá nos assaltar na próxima esquina. Ou enfrentamos este problema agora, em que só superamos os limites do planeta em algumas vezes (segundo James Lovelock o limite era 2 bilhões de habitantes) ou o inferno será uma certeza, visto o número atual de habitantes do planeta. 3,5 vezes o limite de Lovelock, parece um bom número para começarmos a nos preocupar urgentemente com este assunto. Incrível que ainda vendam automóveis na Paulicéia desvairada.

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