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MODA ISLÂMICA

Um embate entre a moda e a tradição islâmica

Em busca dos principais mercados do mundo, os estilistas muçulmanos estão desafiando os limites impostos pela sharia

Um embate entre a moda e a tradição islâmica
Os modelos que desfilaram nas passarelas usavam maquiagem, tinham unhas pintadas e as roupas mostravam as formas do corpo (Foto: Wikimedia)

Os sites de moda muçulmanos costumam ser desprovidos de charme. O site de comércio eletrônico www.khaleejiAbaya.com, sediado no Reino Unido, exibe sua coleção de trajes tradicionais pretos com o slogan um tanto exagerado de “elegância natural”. Ao lado, o site faz uma advertência sobre os “perigos do al-tabarruj, a exposição inadmissível da beleza feminina. Mas há pouco tempo, um grupo de estilistas muçulmanos participou da London Fashion Week para mostrar que a moda que protege a modéstia das mulheres podia ser tão insinuante como uma história de As Mil e Uma Noites.

Os estilistas evitaram o uso da palavra “sexy”, incompatível com os princípios da sharia, a lei islâmica baseada no Alcorão, disse um deles. Mas os modelos que desfilaram nas passarelas usavam maquiagem, tinham unhas pintadas e as roupas mostravam as formas do corpo. Algumas usavam véus, que escorregavam de suas cabeças enquanto caminhavam ao som de música eletrônica.

Perto do salão do desfile, empresas de cosméticos mostravam em seus estandes perfumes sem álcool e batons sem gordura animal, como permitido pela religião islâmica, embora ainda vistos por alguns clérigos como uma profanação da sharia por serem um objeto de sedução.

Os muçulmanos gastam cerca de US$300 bilhões por ano em roupas e sapatos, um pouco menos do que os Estados Unidos. No início deste ano, Debenhams, uma loja de departamentos inglesa, lançou sua linha de roupas para mulheres muçulmanas. Tommy Hilfiger e Mango, duas marcas de sucesso, lançaram coleções para clientes do Oriente Médio. A agência de modelos islâmica Under Wraps abriu uma agência nos Estados Unidos. E desde que as mulheres da Arábia Saudita, o país mais conservador do Oriente Médio, começaram a acrescentar cores em suas abaias pretas, o mundo da moda islâmico cresceu com rapidez.

Fontes:
The Economist-The pitfalls of Islamic fashion

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