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Um manifesto contra o sorriso fácil

26/05/2008 | Enviar | Imprimir | Comentários: 33 | A A A

"Against Happiness: In Praise of Melancholy". Estes são o título e o subtítulo de um polêmico livro escrito por Eric G. Wilson, professor de inglês da Wake Forest University, na Carolina do Norte. A tradução literal para o português seria algo como "Contra a Felicidade: O Elogio da Melancolia".

Mas a editora Campus, que lançou o texto por aqui, optou por chamá-lo de "Para que Felicidade?". Pode não ser a opção ideal, mas talvez seja a forma menos traumática de apresentar algo tão controverso a leitores habituados com guias passo-a-passo rumo à felicidade completa e duradoura.

Escrevendo especificamente sobre os EUA e para leitores norte-americanos, Wilson aborda o que chama de "obsessão pela felicidade", algo cuja prova seria o uso generalizado e indiscriminado de anti-depressivos. E mais: eliminar a melancolia, que considera fonte de criatividade, seria um desastre para a arte, a poesia e a música.

Franz Kafka, Jackson Pollock, Tennessee Williams, Mark Rothko, Edgar Allan Poe, Ernest Hemingway. Todos melancólicos, diz ele.

O livro foi objeto de resenhas mais ou menos severas, é verdade, porém sempre com grande destaque em páginas de prestígio, como são as do New York Times, do Washington Post e da revista britânica Economist. A crítica publicada no Times, por exemplo, considera o texto de Wilson "um ataque antiquado ao otimismo norte-americano: enquanto as massas levam uma vida de felicidade superficial, o homem superior exulta em sua tristeza".

O crítico do jornalão nova-iorquino ainda ironizou o autor, dizendo que se a psiquiatria tivesse sido praticada no século XVIII nós poderíamos ter sido privados da Terceira Sinfonia de Beethoven.

Nesta entrevista ao Opinião e Notícia, Wilson diz que vem sendo mal interpretado por muita gente, e fica "frustrado" ao saber que, no Brasil, "Against Happiness" anda sendo colocado nas prateleiras, quem diria, de auto-ajuda…

 

Por que escrever um elogio à melancolia, e logo num momento em que o boom de livros de auto-ajuda indica que há não apenas uma obsessão, mas um consenso em torno do que se chama de "ser feliz"?

Escrevi "Against Happiness" para oferecer um contraponto aos livros de auto-ajuda, que elegem a felicidade como o objetivo primordial da vida e, portanto, dizem que a tristeza é algo a ser superado ou evitado — geralmente com um método bastante simples de cinco ou dez passos. Em meu livro, quero mostrar que a tristeza não é apenas uma parte natural da vida, mas na verdade uma parte essencial dela.

 

E porque precisamos tanto da tristeza?

Quando estamos tristes costumamos questionar o statu quo, nos tornamos mais introspectivos. Sendo mais instrospectivos, descobrimos partes de nós que nunca teríamos encontrado caso permanecêssemos sempre contentes. Quando encontramos estas novas habilidades, geralmente queremos que elas se desenvolvam. Criamos assim novos modos de ser e novas maneiras de ver as coisas. Hoje em dia, a tristeza é auto-reveladora e criativa.

 

Aí entra a tese central do seu livro, ou seja, que a melancolia é uma potência para a criatividade, e que as tentativas de controlar a tristeza de forma massiva seria algo desastroso para as artes em geral. Mas além das artes, você acha que a frenética busca pela felicidade tem implicações também em outras áreas da existência, como a vida cotidiana?

Sim. Se as pessoas supervalorizarem a felicidade a custa da tristeza, elas correm o risco de abraçar apenas um lado da vida. Ignorando ou reprimindo a melancolia, elas podem levar uma vida menos intensa, uma "meia-vida". Em última instância, uma vida falsa. Na vida quotidiana, isto induz um grande número de pessoas a simplesmente fingirem que são felizes, não sendo verdadeiras com elas próprias.

 

Quando você escreve coisas como "a maior tragédia é viver sem tragédia", não teme ser mal interpretado em um país que vive sob um forte apelo à auto-estima e à superação após a tragédia coletiva que foi o 11 de setembro?

Bem, eu realmente venho sendo mal interpretado por muitos leitores que estão partindo do princípio que eu defendo as tragédias e o cultivo da melancolia. Na verdade, eu digo apenas que a tragédia é uma parte natural da vida, parte do ritmo de alternância entre alegria e tristeza. Ignorar isto é apostar numa existência demasiado superficial.

 

Você se opõe veementemente ao uso de anti-depressivos, salvo nos casos graves de depressão. Como você situa a depressão no contexto de sua tese? Qual o limite que você estabelece entre a melancolia e a depressão?

Para mim, a depressão é um estado passivo, caracterizado por letargia, apatia, paralisia, comportamento anti-social, alienação, desespero. Como tal, ela é extremamente dolorosa, e possivelmente um estado destrutivo que deve ser tratado de todas as formas possíveis, inclusive com medicação. Em contrapartida, a melancolia é um estado ativo, uma nostalgia que possibilita o aprofundamento das relações com o mundo. A melancolia leva à contemplação, ao auto-conhecimento. Esta compreensão da psique leva frequentemente a novas visões e novas atitudes.

 

Um crítico do New York Times escreveu, referindo-se ao seu livro, que defender a depressão porque ela inspirou Beethoven seria o mesmo que aceitar a violência e as drogas nos subúrbios porque grandes nomes do jazz vieram de lá. Como você vê esta comparação?

Este é um argumento ridículo. Eu não estou de forma alguma dizendo que uma doença serve de musa para a criatividade. O que digo é o seguinte: grandes artistas, independente de suas doenças físicas ou psicológicas, sentem-se incomodados em relação ao statu quo. Eles simplesmente não estão confortáveis com as convenções da sociedade. Esta desorientação os incentiva a explorar novos caminhos de relação com o mundo.

 

No Brasil, estamos lembrando os 100 anos da morte um de nossos maiores autores, Machado de Assis. Uma das coisas que mais se diz sobre Machado é justamente que sua obra se move entre o sorriso e a melancolia. Isto leva a crer que sua tese também se aplica aos trópicos?

Embora meu livro seja focado nos EUA, o país que conheço melhor, acredito que minhas idéias sobre o poder da melancolia e o perigo da supervalorização da felicidade estendem-se a todos os seres humanos.

No Brasil, aliás, algumas livrarias estão colocando "Against Happiness" na seção de auto-ajuda, lado a lado com livros que "ensinam" como alcançar a felicidade. Você sabia disto? Não é uma contradição?

Não sabia. E fico um pouco frustrado em saber. Acredito que os editores entendem que as pessoas procuram mais pela seção de auto-ajuda do que pela seção de estudos filosóficos ou estudos culturais. Se isto vende mais livros, tudo bem, embora meu livro certamente se encaixe melhor nos estudos culturais. O problema é que o livro é extremamente eclético. É parte filosofia, parte crítica literária, parte memórias, parte crítica cultural.

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33 opiniões para o artigo: Um manifesto contra o sorriso fácil

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Opinião de kão
Na data: 10 de junho de 2008 as 10:35

Concordo! Sempre pensei assim, embora nunca tenha conseguido racionalizar e expor este sentimento.
Sentir-se triste em alguns momentos é normal.
Anormal, acredito, é ser eternamente feliz (ou aparentar isso…).
Abraço a todos.

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Opinião de ieshimecha
Na data: 10 de junho de 2008 as 3:36

Este autor, Eric, está influenciado por Nietshe e Schopenhauser, se você conhece estes pensadores não encontrará novidades em "suas" idéias.
Ocorre que poucos os conhecem e isto dá margem a este tipo de plágio que se reveste de sinônimos e se apresenta travestido de novidade; no fim todos o descobrem após o descortino que se processará através do conhecimento.

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Opinião de Eni
Na data: 9 de junho de 2008 as 10:41

Acredito que o objetivo do autor tenha sido olhar para as pessoas que a qualquer custo andam em busca da felicidade pois os EUA um país onde o dinheiro,o consumismo é tudo e o Brasil o está seguindo tb.deixam as pessoas muito frustadas e infelizes e se "matam" atrás do "makemoney",esquecem da parte espiritual e não se encontram consigo mesmo.E assim ele quer mostrar qu é possivel conviver com essas frustaçãoes, com essa falta de conseguir o material, e que as pessoas reflitam e sosseguem consigo mesmo, se introspectem com a falta de……Ao contrário do que ele fala,acho sim que o livro deva ser colocado junto aos de auto-ajuda! por que não? ele não quer que as pessoas aceitem a melancolia? Mas vamos ler primeiro e assim fechar a opinião,mas só o título o cahma pra uma leitura,pois quem não tem melancolia? só quem não está vivo eu acho!

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Opinião de Sabrina Olivetto
Na data: 9 de junho de 2008 as 10:05

Acredito que existam sim benefícios da melancolia. Por exemplo, muitos autores e compositores já produziram lindas obras quando ou porque viveram estes momentos. Mas só lendo mesmo o livro para saber exatamente qual é a hipótese do autor. Para mim, em geral, os momentos de melancolia servem como uma descarga, depois eu volto com a corda toda, cheia de idéias, esperanças… na tristeza talvez a gente dê às coisas as suas reais dimensões. Na felicidade desmedida talvez estejam escondidas estas reais dimensões. Mas tudo isso me parece relativo, e a linha que divide o real do imaginário nem sempre é facilmente perceptível.

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Opinião de Jana
Na data: 8 de junho de 2008 as 17:11

O livro deve ser excelente! Gente feliz eh chata. Ai! tristeza, melancolia, solidão…

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Opinião de Fernando
Na data: 3 de junho de 2008 as 19:33

Olha, temos uma moça toda gozadinha aí abaixo, hein?

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Opinião de Taís
Na data: 31 de maio de 2008 as 14:27

Adoro ler livros de auto-ajuda…
e o seu vai ser muito bom!!!

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Opinião de jean scheifer
Na data: 30 de maio de 2008 as 20:10

QUANDO NOS DEPARAMOS COM QUESTÕES COMO A FELICIDADE,FAZEMOS REFLEXÕES
SE SOMOS OU NÃO FELIZES ISTO SE APLICA AOS LIVROS DE AUTO-AJUDA.PORÉM O POLÊMICO LIVRO TRAZ UM TEMA COMO ESTE, DE MANEIRA DIFERENTE,NO MEU PONTO DE VISTA O AUTOR TEM RAZÃO.
NO PARAÍSO AONDE VIVIA ADÃO E EVA JÁ EXISTIA A TRISTEZA,O HOMEM PRÉ- HISTÓRICO COM DIFICULDADES COMO O FRIO,E BUSCA POR COMIDA JÁ TRAZIA DENTRO DE SI ESTE SENTIMENTO.A MINHA OPINIÃO PARTE DE QUE A TRISTEZA É ESSENCIAL PARA FAZER COM QUE ALGUNS MOMENTOS SEJAM ESPECIAIS
E LHE DAR COM ELES É EXTREMAMENTE HUMANO.
PARA FICAR CLARO, OS LIVROS DE AUTO-AJUDA SÃO MUITO BONS E DE MANEIRA NENHUMA
PRETENDO DEZPREZA LOS.

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Opinião de Cereni Oliveira
Na data: 30 de maio de 2008 as 10:33

A auto ajuda é criticada por pessoas que se achar superior, capazes de viver isoladas das outras. Precisamos de equilibrio, nada de mais, nada de menos.
Sorrir faz bem, mas a iena não é melhor por isto.
Chorar é bom quando de alegria, mas não se pode passar a vida chorando.
Então porque a crítica se não para criar polêmica e vender seu livro também. No fundo ele esta utilizando a auto ajuda.

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Opinião de jaqueline
Na data: 29 de maio de 2008 as 22:52

o livro é realmente polêmico! mesmo concordando que a tristeza pode nós torna forte e criativos fazendo supera te certa o medo e a dor; entendo que a tentativa de abafar este sentimento de dor e vazio deixam a humanidade numa busca emfreada por uma felicidade artificial,por isso acho que o sr. wilson deve se aprofundar mas no tema ,para que as pessoas que buscam a falicidade em outros paliativos como anti- depressivos, usem essa inovadora forma de encarra a melancólia..

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Opinião de ceiça alles
Na data: 29 de maio de 2008 as 15:40

é evidente que toda e qualquer tristeza pertinente não deve ser abafada com paliativos e que o uso indiscriminado de anti-depressivos poderia levar a humanidade a uma certa estagnação. mas haveria muitos fatores a ser examinados no que diz respeito à vida atual (que é toda um pouco anti-natural…).
discordo do autor num ponto: creio que os artistas que citou – e muitos outros – não eram depressivos mas bipolares (com os quais a moderna psiquiatria também está terminando). a melancolia pode levar à introspecção e a buscas mas pode também paralisar ou, pelo menos, deixar a pessoa pouco apta para a vida prática. lamentável não ser possível comunicar-se diretamente com o autor para sugerir que estenda sua pesquisa.

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Opinião de Ernesto von Rückert
Na data: 29 de maio de 2008 as 13:02

Concordo plenamente que não se deva buscar freneticamente só o prazer. No meu entendimento, felicidade é um estado de longo prazo, que admite momentos de alegria e de tristeza. O fato, por exemplo, de se perder o pai, leva a um período de tristeza que não pode e nem deve ser mascarado por uma alegria artifical, a fim de preservar uma pretensa felicidade. Num sentido mais profundo, as ocorrências melancólicas ou mesmo angustiantes, são fatos inevitáveis e até desejáveis da vida, não compromentendo o estado geral de felicidade, que está mais em uma atitude perante a vida, uma cosmovisão. Não se trata de nenhum comportamento infantil e superficialmente jovial. Os momentos de introspecção melancólica, de fato, são importantes para uma reflexão e para uma assentamento das posturas e das convicções.

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Opinião de Daniel Correa
Na data: 29 de maio de 2008 as 10:44

A argumentação do senhor Wilson é muito pertinente para os dias de hoje. Seria ainda mais se no livro ele desenvosse mais as implicações políticas disso tudo. Talvez desenvolva, mas aí só lendo mesmo. Valeu pela dica!!

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Opinião de Clayton Marcio
Na data: 28 de maio de 2008 as 22:34

A tristeza e a felicidade convivem lado a lado, como diz o poema de um amigo meu é uma questão de "harmonia dos contrarios". Feliz é quem consegue lidar com a melancolia e o vazio sem desesperar, e consegue compreender que logo passa, que a vida é feita de altos e baixos, assim como a felicidade.
Não critico a busca ocidental demasiada pela felicidade, nos dias de hoje, com tanta injustiça social, as pessoas precisam mesmo de uma válvula de escape.
É uma pena pra mim constatar que o conceito de felicidade das pessoas é algo que na verdade muitas vezes só as faz sofrer.

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Opinião de Aguinaldo Silva
Na data: 28 de maio de 2008 as 20:51

A vinda do anti depressivo reduziu consideravelmente o índice de suicídio.
Mais isso não significa a extinção da tão importante melancolia, necessária ao homem para a sua subsistência.

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Opinião de Nadyne
Na data: 28 de maio de 2008 as 19:26

É bom saber que ainda existe uma concepção inovadora, em torno de tanta influência que é transmitida em nossa mente. Concordo que a melancolia é fundamental para obtermos personalidades criativas e cara… superadoras! Gostei, e a verdade encontrada para solucionar a tristeza não é um fato, mas um busca insaciável por sentimentos distintos.

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Opinião de Danilo e a Lua
Na data: 28 de maio de 2008 as 18:59

O livro aborda um lado positivo de sentimentos que a maioria das pessoas julgam como algo negativo.
Quem criticou demasiadamente o autor por tentar mostrar um outro lado para o tema em questão possivelmente é uma daquelas pessoas que temem que seus mundinhos alegres e felizes pereçam diante da dor da tristeza e da infelicidade.
Quando esse momento chegar, ao invés de amaldiçoarem suas existências, e desejarem a morte, vivam, sintam o momento, presenciem o desespero, sintam o sofrimento e a angústia que a vida nos proporciona. Quando essa tormenta passar, busque trilhar novamente o caminho da "felicidade", mas sem jamais esqueçer da melancolia e do desespero, pois certamente esses sentimentos voltarão.
Seja Feliz.

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Opinião de Baunilha
Na data: 28 de maio de 2008 as 17:47

realmente, a melancolia não pode ser deixada de lado. a dor, a tristeza, a melancolia e tantas outras coisas dadas como ruins fazem parte da nossa vida. mas acho errado o título do livro em português. afinal, a felicidade também faz parte da vida.

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Opinião de Viviane
Na data: 28 de maio de 2008 as 15:39

Muito interessante!!!
Concordo plenamente!
Como já dizia a música " …Não fuja da dor, deixe que ela entre, que ela te domine,… não tome analgésico, nem ligue para o médico,… não fuja da dor… querer sentir a dor não é uma loucura, fugir da dor é fugir da própria cura!…"
"A vida é um livro de tragédias e de comédias, fugir é como pular páginas indispensáveis para saber o final"

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Opinião de Fernanda Frigeri
Na data: 28 de maio de 2008 as 15:06

AS pessoas têm diversas definições para a palavra felicidade e realmente alguns controvertem o sentido desta palavra…No entanto eu Fernanda tenho no modo de ver felicidade como algo que acontece nos momentos mais simples.Não há nada mais feliz do que encontrar a pessoa amada ou tomar um sorvete com amigos de infância.Porém eu não acho que só o dinheiro trará felicidade as vezes um momento divertido como tomar banho de mangueira seja mais feliz do que ganhar um milhão de reais sem ter ninguém com quem você possa se divertir. E como a autora diz a melancolia traz sim a arte … Mas viver de tristezas nunca fará nossa vida melhor…..E mundo perfeito na minha opinião não existe mas eu acho que se batalharmos conseguiremos construir um mundo mais justo para todos que nele moram

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Opinião de yasmin
Na data: 28 de maio de 2008 as 11:24

Alguém finalmente teve a coragem de dizer a verdade. A vida não é só felicidade e não podemos fugir disso. Podemos até mesmo encontrar um saldo positivo na infelicidade.

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Opinião de Daniel Deywes
Na data: 28 de maio de 2008 as 8:45

Tudo na vida existe para o nosso crescimento. Penso que a dor e o amor andam juntos. Diante de uma tragédia uma senhora me disse que estamos na escola da vida… isso é verdade crescemos com a felicidade e com a infelicidade…

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Opinião de NATASHA
Na data: 27 de maio de 2008 as 23:44

parece muito bom esse livro…
a melancolia faz parte da vida.
as vezes penso num mundo perfeito, mas nao consigo ve-lo na pratica, pq um mundo perfeito seria futil…assim como uma vida so de felicidade, estaria tudo perfeito, nada precisaria ser mudado. o mundo se tornaria inerte, sem pespectiva…
momentos nostalgicos, melanclicos nos fazem pensar, refletir e propor novas formas de encarar a vida…
eu tenho o custume de dizer aos meus amigos que se nao fosse minha tristeza eu nao seria artista. o artista so cria pq nao esta satissfeito com a realiade…
se a vida fosse totalmente feliz nao existiria a filosofia, a psicologia, a musica, a arte…
os livros de auto ajuda nao nos dao o caminho p a felicidade… eles so nos fazem esquecer e fugir dos nossos problemas…
o ser humano precisa de um equilibrio…
é necessario momentos melancolicos p que se intenda os momentos felizes.

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Opinião de jonas Francisco dos santos filho
Na data: 27 de maio de 2008 as 20:50

"Para que felicidade?".Visualizando do ponto de vista social – politicamente correto e,relevando a sociedade capitalista pseudo – puritana em que vivemos este livro convenhamos
é uma ameaça aos futuros leitores.
Porém devemos encarar essa proposta ou seja este livro por exemplo como um adolescente ou um velho sem espaço no mundo como tal qual como suas ideias jamais trazidas a
pratica em si.
Enfim é uma proposta intimista porém verdadeira.É dificil aceitar a triteza,a melancolia e etc.Mas nega – la não é um caminho
para a dita cuja felicidade.Que admito nunca a encontrei em livros. Até que me provem o contrario:A melancolia também é um modo de dialetica,retorica,filosofia e de vida!

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Opinião de aline dos Santos Balbino
Na data: 27 de maio de 2008 as 19:33

Minha opinião é clara.
Livros de auto ajuda podem ser muito positivos para a vida de qualquer pessoa que passa por broblemas e precisa de solução.
O uso desenfreado é o lado negativo nisso. Levar em consideração que um livro será capaz de mudar sua vida é tolice, as mudanças só ocorreram atrav´´as de suas ações, o que por umlado o livro pode ajudar.
São formas de mostrar as pessoas que tem a visão obscura um caminho, que muitas das vezes é positivo.

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Opinião de Tamara
Na data: 27 de maio de 2008 as 19:04

Achei interessante as observações do texto, também compartilho da opinião de que a tristeza também pode contribuir para o crescimento pessoal do ser humano.Apesar de acreditar que pensar positivo também influencia .

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Opinião de Carlos Saraiva
Na data: 27 de maio de 2008 as 18:27

A arte está além de qualquer melacolia, além de qualquer alegria, além de qualquer sublimação.
Buscamos "utilidade" para os sentimentos e arte pode até se usar delas.
Mas arte não é somente isso e talvez a arte está além da arte. Não é terapeutico e muito menos ajuda mesmo porque é um reflexo do que somos e do que sonhamos.
Sim, enfie numa prateleira de auto-ajuda assim fica mais fácil para as pessoas que buscam a felicidade na tristeza.

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Opinião de Davi Silva
Na data: 27 de maio de 2008 as 18:03

Me parece que a relevância da abordagem feita por esse autor está mais em quando ele fala da vida cotidiana do q em relação a arte. Contestar o statua quo e tudo mais. É contra os lugares comuns do culto a felicidade, e só por isso merece crédito. Talvez falte alguma coisa mais científica. é muito "psi", mas nao chega a ser superficial nao.

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Opinião de Patrícia
Na data: 27 de maio de 2008 as 17:49

Para mim, a busca da felicidade dia após dia transforma-se em depressão, pq a felicidade não existe, ou não como muitos a querem sentir. Muita gente não sabe nem o q é felicidade e fica procurando-a exaustivamente. Esse caminho só leva à frustração, seguida de tristeza, impotência, até depressão. Não existe um livrinho q indique os passos para se levar uma vida feliz. A partir da reflexão da própria vida em consonância com o meio em que vive é que pode proporcionar "felicidade". Além do que, a tristeza, solidão, melancolia não são de todo ruim. A proposta é válida sim, e até gostaria de ler o livro.

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Opinião de Ricardo Rabello Reis
Na data: 27 de maio de 2008 as 15:50

Reinvenção da roda. Qualquer autor de música sertaneja sabe disto. Mas a criatividade não depende apenas da tristeza, é criatividade deste modo quando se busca uma solução: solução para uma dor física, solução para uma dor emocional, para uma situação má financeira, tudo neste sentido de criatividade. É lógico, não há solução sem o problema que a preceda. Um poema ajuda a expressar sentimentos e funciona como uma válvula de escape e é, sim, uma forma de auto-ajuda (poderia até escrever um livro: "poemas para amenizar sua melancolia"; "pinte e relaxe"). E as obras alegres? As músicas felizes que elevam? São frutos de falta de criatividade? Não. São frutos de outro tipo: criatividade livre da obrigação de aliviar um problema, pura expressão. Embora, também, sirva para expressar emoções, a obra do melancólico surge como necessidade. A obra do homem "de bem com a vida", é isenta desta necessidade, ou não é obra de quem está bem; pode ser uma obra alegre, mas que sirva para um melancólico se auto-ajudar. Se a dor profunda "obriga" uma expressão profunda, a alegria também pode trazer uma forte criatividade, o problema é que nem sempre quem está alegre precisa expressar este sentimento. Não precisaríamos de obras melancólicas se sempre estivéssemos felizes. Todos temos nossos momentos de melancolia, e todos estamos sempre buscando uma forma de nos sentirmos melhor, mesmo que para isso o fingimento seja uma alternativa (em certos momentos a ação de fingir, melhora o interno, não fingir, às vezes, pode piorar pela ação repetida de uma idéia). Embora a repetição de palavras tenha uma relevância, a ação repetida vale mais que as palavras. É como começar a olhar para os pés, bem baixo e dizer "estou feliz" e depois, olhar para cima, com as mãos na nuca, espreguiçando-se e dizer "estou triste…" Nada melhor do que a ação para melhorar o ânimo! Se o indivíduo não produz nada, ele vai continuar como está; produzindo, ele melhora. A ação de usar a criatividade nada mais é, nestes casos, do que achar uma "solução" para os problemas do momento. Não passa, também, de auto-ajuda!

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Opinião de Marcos
Na data: 27 de maio de 2008 as 15:33

Parece que o autor escreveu um livro de anti-auto-ajuda ou negação da auto-ajuda. Não li para avaliar, mas corre o risco de ser tão superficial quanto o que critica. Só encarando a leitura para saber.

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Opinião de Jose Renato
Na data: 27 de maio de 2008 as 13:07

Acho pertinente. E não vejo como um ataque aos americanos…. Auto-ajuda é uma praga! Pra mim faz sentido.

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Opinião de Venustiano Carranza
Na data: 26 de maio de 2008 as 11:53

Este senhor, ao invés de procurar de procurar uma ponte bem alta para dela se atirar, acha que a sociedade mais pujante e criativa deve compartilhar a sua melancolia. O que distingue a novidade Americana da noite escura da Europa está justamente no preâmbulo da sua Declaração de Independência, datada do dia 4 de julho de 1776:

"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness." Em português: "Temos essas verdades como auto-evidentes, de que todos os homens são criados iguais e que são dotados por seu Criador de certos Direitos inalienáveis, entre os quais a Vida, a Liberdade e a Busca da Felicidade".

Foi essa premissa fundadora que atraiu – e continua atraindo – imigrantes de toda parte, tangidos pela fome ou pela opressão (inclusive o autor desse livro estúpido, que deveria ter ficado em sua melancólica Inglaterra) e que formam uma nação multi-étnica, multi-racial, multi-cultural, que expõe, discute e critica publicamente seus conflitos e dissenções.

Nunca vão faltar críticos à América: os europeus (logo quem… os inventores do Apartheid, os colonizadores das Américas, África e Ásia…) os acusavam de racistas, surge um candidato negro à Presidência. Agora os acusam de ser … felizes!!!

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Atualizado 02/09/2010 15h45