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Avery Brundage

Um polêmico guardião do esporte amador

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No livro "Roma 1960: As Olimpíadas que mudaram o mundo", David Maraniss conta a história de Avery Brundage, o homem que, ao longo dos 20 anos que esteve à frente do Comitê Olímpico Internacional, resistiu a fazer concessões à modernidade no mundo do esporte amador.

O maior medo do norte-americano Brundage era que o esporte amador cedesse ao comercialismo. Ele combateu o que considerava uma ameaça: a de o esporte passar a fazer parte do setor do entretenimento. Ele incentivou todos os países a não deixarem seus atletas ganharem dinheiro com a fama alcançada através do esporte.

Um esportista da Califórnia foi obrigado a recusar um convite para viver um escravo negro no filme "Spartacus", que estreou em 1960, ano dos Jogos Olímpicos de Roma. Sua teimosia era tamanha em não admitir a interferência da política no esporte, que, naquela edição das Olimpíadas, não cedeu à campanha para banir dos jogos a África do Sul, na época sob o Apartheid. Argumentou que não poderia punir atletas pelo que seu governo faz, e disse que o governo perfeito ainda não havia sido inventado.

Fontes:
Economist – Rome Olympics, 1960: The way we were

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