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Artes plásticas

Uma exposição definida pelo conceito de identidade racial

Exposição 'Represent: 200 Years of African-American Art in the Philadelphia Museum', faz uma reflexão sobre as dificuldades e possibilidades da identidade racial

Uma exposição definida pelo conceito de identidade racial
Disposição de testar, pesquisar e duvidar revela a força da exposição (Reprodução/Philadelphia Museum of Art)

Poucas exposições questionam sua própria premissa de uma maneira tão clara como Represent: 200 Years of African-American Art in the Philadelphia Museum. Mas essa disposição de testar, pesquisar e duvidar revela força, em vez de fraqueza.

Em razão de uma história na qual as distinções odiosas foram usadas como instrumentos de opressão, é natural perguntar se uma exposição definida pela raça perpetua uma forma obsoleta de pensar. Em uma sociedade multicultural, escreveu a curadora Gwendolyn DuBois Shaw, “a ideia que as obras de arte devem ser discutidas em grupos separados, de acordo com uma percepção de uma ‘identidade’ compartilhada entre os artistas parece extremamente antiquada”. Mas, então, por que fazer a exposição? Esse tipo de pesquisa não define um gueto estético na diversidade do mundo real, que muitos querem eliminar?

As evidências, no entanto, dissipam essas dúvidas. A exposição Represent: 200 Years of African-American Art in the Philadelphia Museum transforma o que poderia ser pouco mais do que um exercício de afirmação de uma curadoria em uma reflexão sobre as dificuldades e possibilidades da identidade racial. Caso contrário, as obras sem expressão assumiriam uma nova vida, enquanto as obras extraordinariamente originais ficariam mais eloquentes à luz das duras realidades enfrentadas por seus criadores.

Fontes:
The Economist-Playing tag

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