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Crítica de cinema

Uma Viagem Extraordinária: discussões sobre sua definição de filme infantil

Uma Viagem Extraordinária se vende como infantil, por vezes parece adulto, mas, para a maioria, é um infanto-juvenil

Uma Viagem Extraordinária: discussões sobre sua definição de filme infantil
O filme consegue criar o universo que se passa na mente do pequeno gênio T.S (Reprodução/Internet)

Uma Viagem Extraordinária, do original ‘The Young and Prodigious Spiver, adaptação do best-seller “O mundo explicado por Ts Spivet”, de Reif Larsen, gera discussões sobre sua definição de filme infantil. Muitos diriam até que é um filme adulto, outros que é um infanto-juvenil, mas esquecendo definições de faixa etária, o diretor francês Jean-Pierre Jeunet (o mesmo de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”) , consegue fazer o público entrar no mundo do superdotado T.S.

T.S Spivet (Kyle Catlett) é um menino de 10 anos que vive em Montana com seus pais e sua irmã. Após inventar a máquina do movimento, ele ganha o prêmio de Ciência de uma das mais renomadas instituições norte-americanas. Como o premiação é entregue na capital Washington, o garoto decide fazer a viagem sozinho para receber a honraria.

Este é o primeiro filme 3D de Jeunet. Apesar de todos os recursos hollywoodianos, o diretor manteve a essência francesa, desenvolvendo o longa de forma lenta, com personagens cativantes e fotografia que capta os sentimentos dos personagens. O som do longa é essencial para a construção da narrativa. Outra grande característica do diretor é esta na qual usa o som como elemento narrativo: os efeitos sonoros e as músicas no estilo desenho animado tentam trazer o universo infantil, apesar de não se firmar como tal.

As atuações são excelentes. Jean se preocupa bastante com a preparação dos atores para seu aprofundamento no mundo particular dos personagens. Um aspecto muito positivo.

Uma Viagem Extraordinária se vende como infantil, por vezes parece adulto, mas, para a maioria, é um infanto-juvenil. O filme consegue criar o universo que se passa na mente do pequeno gênio T.S. A viagem que o menino executa, não apenas fisicamente, mas no sentido literal, é transposta suavemente ao espectador, que, sem perceber, faz uma “viagem extraordinária” junto a T.S, sem precisar sair de onde está.

*Gabriel Meira é formado em Cinema, e escreve para o site BlahCultural, parceiro do Opinião e Notícia

Fontes:
BlahCultural

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