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A ascensão da BlackRock

Em 25 anos, a BlackRock se tornou o maior investidor do mundo

A ascensão da BlackRock
BlackRock foi criada em 1988 por um grupo de Wall Street (Fonte: Reprodução/AP)

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Pergunte aos teóricos da conspiração quem eles acham que mandam no mundo e a resposta provavelmente envolverá os bancos globais, como o Citigoup, o Bank of America e o JPMorgan Chase. Gigantes do petróleo como Exxon Mobil e Shell também podem receber uma menção. Ou talvez o foco fosse atribuído a empresas de bens de consumo que administram bilhões de dólares em suas operações, como Apple, McDonald’s e Nestlé.

Uma empresa cuja inclusão na lista é improvável é a BlackRock, uma gestora de investimentos pouco reconhecida fora da área de finanças. No entanto, ela é a maior acionista em todas as empresas supracitadas. O grupo possui participações em quase todas as empresas abertas, não apenas nos EUA, mas no mundo todo (com efeito, a BlackRock é a maior acionista da Pearson, por sua vez a maior acionista da Economist). Os seus domínios se estendem ainda mais longe: títulos de empresas, dívidas nacionais, commodities, fundos de hedge e assim por diante. Trata-se com folga da maior instituição investidora do mundo, com US$ 4,1 trilhões de ativos diretamente controlados e US$ 11 trilhões que são supervisionados em sua plataforma de negociação on-line, Aladdin.

Criada em 1988 por um grupo de Wall Street liderado por Larry Fink, a BlackRock teve sucesso em parte por oferecer produtos de investimento “passivo”, como fundos indexados, os quais são criados para acompanhar índices como o S&P500. Esses instrumentos são alternativas baratas aos fundos multimercado, os quais em geral enriquecem mais os operadores do que seus clientes (embora a BlackRock ofereça também ofereça vários destes). O setor continua a crescer rapidamente, e a BlackRock, em parte devido à sua marca iShares, é a maior concorrente em um setor no qual a escala traz benefícios. Os seus clientes, que vão de fundos soberanos árabes a investidores convencionais, economizam bilhões em taxas de administração por causa disso.

A outra razão para o seu sucesso é a sua gestão de portfólios ativamente administrados. Há algum tempo, por exemplo, a empresa era líder em títulos lastreados em hipotecas, mas devido ao fato de checar o risco de cada um CEP a CEP, a empresa não apenas evitou o caos dos resgates que ocorreu após o colapso do Lehman, como também aconselhou o governo americano e outras partes sobre como manter a máquina girando nos dias mais instáveis de 2008, e ganhou bastante dinheiro ao administrar unidades de instituições financeiras em apuros após a crise.

Fontes:
The Economist - Investment management: The rise of BlackRock

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