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O vermelho e o verde

A ascensão do yuan como moeda internacional

A ascensão implacável do yuan rumo à condição de moeda internacional é uma empreitada arriscada

A ascensão do yuan como moeda internacional
A globalização do yuan parece irrefreável (Fonte: Reprodução/The Economist)

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Fora da China, Mao Tsé-Tung está fora de moda atualmente, relembrado mais como um tirano do que como herói revolucionário, mas a moeda que traz sua imagem em suas cédulas está causando espécie fora do país. Em Hong Kong alguns caixas eletrônicos oferecem “notas vermelhas”, conforme são conhecidas as notas de yuan ou renminbi. Estima-se que na Mongólia 60% do dinheiro em circulação seja chinês. Considera-se que o yuan, cuja internacionalização começou realmente apenas em 2009, seja a sétima moeda mais utilizada do mundo, uma alta em relação ao 13º lugar que ocupava há um ano. Quando a China, a nação com o maior volume de comércio exterior do mundo, se tornar a maior economia do mundo, muitos chineses esperam que o mesmo acontecerá com sua moeda, isto é, que ela estará pronta para desafiar a dominância do dólar no sistema monetário global. Eles provavelmente se decepcionarão.

Há 20 anos, o yuan era tão doméstico que os estrangeiros na China deveriam usar “certificados de cotação estrangeira” em vez de dinheiro vivo. Hoje em dia marcos do avanço do yuan aparecem todas as semanas. Em abril um acordo há muito adiado entre as bolsas de Xangai e Hong Kong, que permite que os negócios sejam fechados em yuan, avançou algumas etapas. Cingapura, Londres e Frankfurt também estão no páreo para se tornarem centros de negócios que aceitam o uso do yuan. O banco central da China assinou contratos de swap com mais de 20 países. O mercado para títulos “dim sum”, baseados no yuan e emitidos no estrangeiro (sobretudo em Hong Kong), está crescendo.

Cerca de 18% do comércio exterior da China está sendo feito hoje em dia em yuan, proporção que a Autoridade Monetária de Hong Kong estima que chegará a 30% no ano que vem. Alguns bancos centrais já mantêm pequenas porções de suas reservas estrangeiras em yuan. Os economistas falam até mesmo de um crescente “bloco do yuan”, que inclui China, Hong Kong, Taiwan e os dez membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático. A globalização do yuan parece irrefreável e implacável.

Fontes:
The Economist - Banyan: The red and the green

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1 Opinião

  1. Jorge Christian Rodrigues Cunha disse:

    Graças a Deus… Chega de diplomacia do dólar e da sua indústria de golpes de Estado. O dólar já vai é tarde.

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