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PORTO DE ROTERDÃ

A importância do porto de Roterdã para a economia mundial

Roterdã, o principal porto da Europa, é um barômetro da economia mundial

A importância do porto de Roterdã para a economia mundial
Roterdã tem sido o principal porto da Europa durante grande parte da história moderna (Foto: Wikipedia)

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A menos que você seja um eremita possui ou consumiu produtos que passaram pelo porto de Roterdã. No ano passado o porto movimentou 466 milhões de toneladas de carga. As mudanças intermináveis no tamanho e na composição desses fluxos de mercadorias fornecem um indicador instantâneo da situação da economia mundial. E a tendência de informatização das operações do porto e do abandono gradual do uso de combustíveis fósseis indica também o cenário futuro.

Em razão do fácil acesso de grandes navios que navegam no oceano Atlântico e das barcaças fluviais do interior, Roterdã tem sido o principal porto da Europa durante grande parte da história moderna. Com o ritmo mais rápido da globalização nas décadas de 1990 e 2000, o porto se expandiu em direção ao mar, para abrigar os enormes navios que trazem tênis e telas planas da Ásia para a Europa.

Hoje, a atividade no porto revela as quatro tendências que estão influenciando a economia mundial: o baixo preço do petróleo, o crescimento lento da China e dos mercados emergentes, a recuperação vagarosa da zona do euro e a desaceleração global na fabricação de produtos e no comércio.

Em alguns países as importações para Roterdã estão crescendo com rapidez. Com o aumento dos salários na China, disse Roderick de la Houssaye da empresa de logística Van Uden, seus clientes, sobretudo, fabricantes de sapatos e roupas estão transferindo suas atividades para outros lugares. Alguns foram para países com salários mais baixos, como Indonésia e Vietnã; outros para regiões de produção mais próximas como a Turquia, onde a probabilidade de ter problemas de transporte é menor.

Algumas pessoas veem a escolha de lugares mais próximos e de acesso mais fácil como a Turquia, como um sinal de declínio no processo de globalização. O Baltic Dry Index, que acompanha o custo do transporte marítimo de matéria-prima, registrou um recorde de custo baixo em fevereiro, em consequência do excesso de produção da indústria naval, mas também em razão de uma demanda instável. Nos últimos anos o comércio mundial não cresceu mais rápido do que a economia global, o inverso do padrão habitual; em dólares como moeda de referência diminuiu quase 14% em 2015. A dúvida se essa desaceleração é temporária ou definitiva é tema de discussões acaloradas.

Fontes:
The Economist-The shipping news

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