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A invasão da China no mercado europeu

Os investimentos chineses na Europa aumentaram de US$ 2 bilhões em 2010 para US$ 18 bilhões em 2014

A invasão da China no mercado europeu
China National Chemical Corporation está perto de se tornar a maior acionista individual da Pirelli (Fonte: Reprodução/India Times)

“A indústria italiana agora está sendo fabricada em Pequim”, disse Romano Prodi, um ex-primeiro-ministro da Itália, em 23 de março, em seguida à notícia no dia anterior que a China National Chemical Corporation (CNCC), um conglomerado estatal, iria comprar a Pirelli, uma empresa fabricante de pneus italiana, por €7 bilhões (US$ 7,7 bilhões). Este será o maior investimento chinês na Itália até o momento, mas apenas o último de uma série de aquisições impulsionada pelo crescente interesse da China por marcas e tecnologia europeias.

A CNCC concordou com a proposta dos acionistas controladores da Pirelli de comprar a Camfin, uma holding que detém 26% da empresa, como o primeiro passo antes de fazer uma oferta pública de compra do grupo inteiro. Essa estratégia de negócios faz parte do investimento da China no setor empresarial italiano, que cresceu de valores insignificantes em 2008 para €6 bilhões em 2014, de acordo com a empresa de auditoria KPMG.

A China foi a maior fonte de investimento estrangeiro na Itália em 2014, e a Itália o país que mais se beneficiou com os investimentos chineses na Europa, depois do Reino Unido. Segundo os dados do escritório de advocacia Baker & McKenzie e da empresa de pesquisa Rhodium Group, os investimentos chineses na Europa aumentaram de US$ 2 bilhões em 2010 para US$ 18 bilhões em 2014.

Fontes:
The Economist - Chinese firms in Europe: Gone shopping

1 Opinião

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    A China está dizendo que se comporta como uma superpower, com um modelo bem definido e com interesses de expansão sempre crescentes. Isto pode parecer alarmante para a sociedade tradicionalista, mas não é nada mais do que uma evolução natural do capital. Se o Brasil tivesse embarcado em um modelo de desburocratização, desregulamentação trabalhista, reformas profundas na estrutura política e estatal….. estaria com dinheiro sobrando para sair comprando no exterior como forma de adquirir novos know-hows e participar em mercados diferenciados. Isto dura até o momento em que o capital começa a patinar na sua própria remuneração e as grandes empresas entram em um período de downgrade. A voracidade chinesa faz parte de sua adolescência capitalista, onde o metabolismo do crescimento se mostra insaciável.

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