Início » Economia » A marcha da classe média
Países em desenvolvimento

A marcha da classe média

Relatório da OIT mostra que as perspectivas de vida dos trabalhadores em países em desenvolvimento melhoraram nos últimos anos, o que contribuiu para a expansão da classe média

A marcha da classe média
Relatório cita algumas medidas que foram importantes para o desenvolvimento (Reprodução/Gaebler)

Há duas décadas, 750 milhões de trabalhadores viviam em condição de extrema pobreza nos  países em desenvolvimento. O total representa um terço da população desses países. Atualmente, esse percentual caiu pela metade.

De acordo com um relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o grupo de pessoas consideradas classe média hoje representa 40% da força de trabalho dos países pobres.

As perspectivas dos trabalhadores também melhoraram. “Nos últimos anos, pela primeira vez na história, os trabalhos gerados nos países em desenvolvimento estão gerando as condições necessárias para que os trabalhadores e suas famílias possam viver acima da linha da pobreza similar a estipulada pelos EUA”, diz o relatório.

Contudo, esse progresso não está ocorrendo de forma uniforme. A maioria dos trabalhos de classe média está sendo criada na América Latina, no Leste da Ásia, e no Centro e Sul da Europa. Já no Sul da Ásia e na África subsaariana o crescimento maior é esperado entre os “quase pobres”, aqueles que estão entre a classe média e a pobreza.

O relatório cita algumas medidas que foram importantes para o desenvolvimento e a expansão da classe média. Entre elas está a redução da desigualdade através de programas de proteção social.

O Brasil é citado como um exemplo de que a combinação de programas de transferência de renda e de formação profissional incentiva os beneficiários a buscar emprego e investir em sua formação educacional.

Fontes:
The Economist-March of the middle class

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Gutemberg disse:

    Eis aí um dos motivos de tanta raiva dos esquerdistas: eles não aceitam que as pessoas conseguem melhorar sua qualidade de vida através de seu próprio trabalho. A melhora da qualidade de vida só é válida se for sob a tutela do Estado.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *