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Fim da recessão

A zona do euro e a recuperação pós-recessão

Fraco crescimento ainda deixa o euro vulnerável ao descontentamento político e social

A zona do euro e a recuperação pós-recessão
Crescimento econômico da zona do euro ainda é frágil (Reprodução/Internet)

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Após 18 meses de recessão, a esperança quanto à recuperação da zona do euro finalmente está virando realidade. Impulsionado pelo crescimento da França e da Alemanha, o PIB do bloco chegou a 0,3% no segundo trimestre deste ano. A retração econômica na Itália e na Espanha diminuiu e Portugal, que estava no fundo da recessão, apresentou uma grande recuperação.

No entanto, o atual crescimento econômico da zona do euro ainda está 0,7% abaixo do registrado há um ano. A contração do PIB foi maior em Chipre (5,2%) e na Grécia (4,6%). A nova alta do PIB comparada ao pico alcançado pelo bloco antes da crise financeira global também é desanimadora. A produção caiu 3% na região, enquanto na América Latina subiu 4%.

Entre as principais economias do bloco, apenas a Alemanha conseguiu chegar ao patamar anterior à crise, de 2%. Uma recente pesquisa feita pelo Banco Central Europeu prevê que em 2013 o PIB da zona do euro fechará 0,6% abaixo do que em 2012, e que crescerá apenas 0,9% em 2014.

O fim da recessão dará algum descanso aos líderes europeus, mas o fraco crescimento ainda deixa o euro vulnerável ao descontentamento político e social. Veja no gráfico abaixo o percentual de recuperação das economias globais na comparação com seus desempenhos antes da crise financeira, entre 2007 e 2008.

Fontes:
The Economist-Mixed fortunes

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