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AB Inbev fecha compra da SABMiller, engole o mercado americano e põe o pé na África

Cervejaria AB Inbev anuncia aquisição da SABMiller e passa a ter 70% do mercado americano, além de uma presença na África pela primeira vez

AB Inbev fecha compra da SABMiller, engole o mercado americano e põe o pé na África
Acordo cria uma gigante no setor, produtora de um terço das cervejas mundiais (Foto: Flickr/Gemma Amor)

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A anglo-africana SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo, aceitou uma proposta de aquisição feita pela cervejaria belga-brasileira AB Inbev, a maior do mundo, no valor de £44 (US$68) por ação, ou 67,9 bilhões (US$ 104,2 billhões) no total.

O valor é 14% maior do que a oferta inicial, feita apenas um mês atrás, e 50% acima do preço de fechamento dos papéis da SABMiller em 14 de setembro, quando surgiram as primeiras especulações de que as duas empresas estariam em negociação.

Além de aumentar sua presença nos EUA, onde a empresa passará a deter 70% do mercado, produzindo duas marcas importantes — a Budweiser, que já pertence a Inbev, e a Miller Genuine Draft, da antiga rival —  os líderes da InBev estavam de olho principalmente nos lucros da SABMiller na África, onde os negócios da empresa são pífios. A SABMiller ganha quase um terço de seus lucros no continente africano.

A AB Inbev também produz a Corona, a Stella Artois e a Becks, enquanto a SabMiller produz a Peroni, a Grolsh e Pilsner Urquell.

A fusão cria uma gigante no setor, responsável pela fabricação de um terço das cervejas vendidas no mundo. De acordo com dados da consultoria Euromonitor, as duas cervejarias juntas produzem 60 bilhões de litros de cerveja por ano. O acordo está entre as cinco maiores fusões na história corporativa, sendo também a maior aquisição de uma empresa britânica.

A AB InBev havia feito cinco ofertas anteriores nas últimas semanas, todas rejeitadas pela SABMiller,  embora a maior acionista da empresa, Altria, sinalizara que queria um acordo.

O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores, ocorre em um momento difícil para os líderes do setor. O consumo em muitos países tem estagnado, e pequenas cervejarias artesanais estão conseguindo desviar uma parcela significativa de mercado.

O crescimento da AB InBev se deve a aquisições desde que a empresa foi formada. Segundo dados da Bloomberg, nos últimos dez anos, a cervejaria belga-brasileira gastou cerca de US$ 90 bilhões. Os acordos de fusão são liderados pela empresa brasileira 3G, que pertence aos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. A 3G controla indiretamente a brasileira Ambev.

Fontes:
The Economist - Best mates after all

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