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Turbinas frias

Após anos de prosperidade, vendas de helicópteros caem

Com orçamentos de defesa em queda, chega ao fim a rápida ascensão do setor de helicópteros

Após anos de prosperidade, vendas de helicópteros caem
É improvável que a demanda por helicópteros cresça com a mesma força dos últimos dez anos (Foto: Pixabay)

Em 20 de julho a Lockheed Martin, a maior fabricante de equipamentos de defesa dos Estados Unidos, concordou em pagar US$ 9 bilhões à United Technologies (UTC) pela venda da Sikorsky Aircraft. É o maior negócio do setor de defesa nos últimos 20 anos, mas talvez não seja o mais prudente. Para a UTC a venda da Sikorsky é uma decisão sensata, mas é um negócio arriscado para a Lockheed.

Cinco grandes empresas dominam os mercados civil e militar de helicópteros: Sikorsky, Airbus, Agusta Westland, Bell e Boeing. Todas as empresas estão em um momento financeiro delicado, porque é improvável que a demanda por helicópteros cresça com a mesma força dos últimos dez anos, um período excepcional de vendas.

No setor de petróleo e gás, o destino de mais da metade de todos os helicópteros fabricados com fins civis, já se percebe um desaquecimento da demanda. Os helicópteros são usados em geral para transportar pessoas e equipamentos para as plataformas de petróleo. O heliporto de Aberdeen no mar do Norte é o heliporto mais movimentado do mundo.

O longo ciclo de preços em alta incentivou as empresas de petróleo a explorar novas reservas em alto-mar. Porém a queda recente de preços fez com que as empresas cortassem custos e desistissem de alguns projetos dispendiosos, assim como da compra de helicópteros que seriam usados em sua realização. Há pouco tempo, a Sikorsky reviu sua previsão de faturamento com a venda de aparelhos civis em 2015; o crescimento entre 5% e 7% da empresa diminuiu em até 20%, em comparação com as vendas em 2014.

Fontes:
The Economist - Rotor slayed

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